Manuel Afonso Paço

Numa altura em que se comemora 0 1º Centenário da Primeira Grande Guerra (1914-1918), vou deixar aqui algumas notas biográficas, dos que, estiveram na guerra, em Angola, Flandres ou Moçambique e que fazem parte da Toponímia. Para começar, Afonso do Paço.

Manuel AFONSO DO PAÇO, Militar e Arqueólogo, nasceu na Freguesia do Outeiro (Viana do Castelo), em 30-11-1895,  e faleceu em Lisboa, em 29-10-1968. Tirou o Curso dos Liceus em Viana do Castelo e em Braga de 1908 a 1915. Cursou Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa entre 1915 e 1917.

Assentou praça em 1917, tendo seguido para França incorporado no Corpo Expedicioário Português (C.E.P.) como Oficial Miliano de Infantaria. Tomou parte na Batalha de La Lys em 09 de Abril de 1918, pertencendo já então ao quarto Grupo de Metralhadoras Pesadas. Aprisionado pelos alemães foi libertado em 28 de Dezembro de 1918. Regressou a Portugal a 16 de Janeiro de 1919.

De 1919 a 1921 serviu como Oficial na Guarda Nacional Republicana tendo sido Ajudante-de-Campo do Coronel Francisco António Baptista e do General Ernesto Vieira da Rocha.

Transitou em 1924 para a Administração Militar, Em 1925 já se encontrava como Professor provisório no Colégio Militar, passando depois a desempenhar as funções de Tesoureiro da Inspecção do Serviço Telegráfico Militar. A partir de 1925 exerceu o cargo de Chefe da Contabilidade do Batalhão de Telegrafistas (Graça, Lisboa). Reformou-se com o posto de Tenente-Coronel.

Possuía diversos louvores e da sua valorosa acção em campanha na Flandres e dos seus méritos falam eloquentemente as seguintes condecorações: Cruz de Guerra de 2ª Classe; duas “Fourragères” da Cruz de Guerra; Medalhas de Prata de Bons Serviços com Palma e de Comportamento Exemplar; Medalha Comemorativa da Expedição a França (C.E.P.); e Medalha da Vitória. Era Cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis.

Com o Padre Eugénio Jalhay realizou várias escavações arqueológicas em Vila Nova de São Pedro (Azambuja) e em Sanfins (Paços de Ferreira). Deu, além disso, valioso contributo na exploração arqueológica de diversos outros povoados, na descrição e classificação de numerosas peças e conjuntos arqueológicos, no levantamento de várias cartas arqueológicas concelhias e no inventário das estações paleolíticas e epipaleolíticas portuguesas.

Dos seus cargos académicos e científicos citam-se os seguintes: Acadmeia Portuguesa de História; Associação dos Arqueólogos Portugueses, de que foi Vice-Presidente; Instituto de Coimbra; Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia; Sociedade Martins Sarmento; Real Academia Galega; Sociedade Espanhola de Antropologia, Etnografia e Pré-História; Société Pré-Historique Française; Société d’Etnographia de Paris; Institut International de Paris; Prehistoric Society e Instituto Arqueológico Alemão.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda); Cascais (Freguesias de Cacais e Estoril); Lisboa (Freguesia de Santo Condestável); Paços de Ferreira (Freguesias de Paços de Ferreira e Sanfins de Ferreira); Setúbal; Viana do Castelo (Cidade de Viana do Castelo e Freguesia do Outeiro).

Fonte: “Quem É Quem Portugueses Célebres, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 399).

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