Joaquim Cordeiro, Fadista Humorista e Benemérito na Toponímia de Lisboa (3)

JOAQUIM CORDEIRO, faz parte da Toponímia de Lisboa, por proposta minha, Através do Edital de 30-01-1987.

Santa Clara 0004Joaquim dos Anjos Cordeiro, nasceu em Lisboa, em 20-03-1903, e faleceu em Faro, a 18-11-1982. Começou a cantar Fado com 11 anos de idade, em retiros e tascas. Com a morte da mãe, passou a viver com o seu tio Carlos Cordeiro, Sapateiro e Poeta Popular (autor de algumas letras que viria a cantar), que lhe ensinou o seu ofício. Depois de cumprir o serviço militar (Portugal e Angola, 1927-1929) começou a sua carreira profissional actuando no Bar Anjos e no Café Luso (1929). Até então cantava maioritariamente “fado castiço” com letras de temática amorosa.

Em 1931 mudou-se para Olhão, onde centrou a sua carreira artística, e, por influência de Vasco Santana, começou a cantar “Fado jocoso”, repertório pelo qual obteve maior notoriedade.

Em 1943 regressou a Lisboa, onde desenvolveu a sua carreira até 1978, actuando na Emissora Nacional (Serão para Trabalhadores) e, mais tarde, na RTP. Paralelamente participou em espectáculos em Portugal, Angola e Moçambique, integrado em vários agrupamentos artísticos (Estrelas de Portugal, Caravana de Vedetas).

Os textos humorísticos eram baseados em letras de fados difundidos na época (o vinho mora em Lisboa, Zé Caloteiro, Trabalho vai-te embora, Casa Bera), alteradas de forma a potenciar a sátira, um pouco à semelhança de Hermínia Silva, ou narrando episódios caricatos originais. Considerado por alguns o mais popular fadista humorista de Lisboa, estreou-se no fado “sério” mas, rapidamente, passou ao fado humorístico onde impôs um estilo próprio.

Em paralelo com a sua carreira de fadista, coordenava uma festa de beneficência da Associação “Os Amigos do Minho”, para angariar fundos para as crianças necessitadas, que realizava anualmente no dia 08 de Dezembro e, em cujo elenco costumava incluir fadistas como, Fernando Maurício, Amélia Maria, David José, Joaquim Silveirinha, Fernando Manuel, Tristão da Silva (pai), e José Gomes.

O nome de Joaquim Cordeiro faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Charneca, Edital de 30-01-1987 *).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 333)

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1 comment so far

  1. Luis Coelho on

    Fiquei a saber mais deste fadista.
    decorei o poema humorístico de «Foi Deus» para cantar numa tertúlia de seniores e vou apresentar parte do que li a respeito do fadista.
    Não tenho a certeza se bem ou mal mas, pela sua notoriedade, considero este tipo de fado humorístico na categoria dos clássicos.
    Cumprimentos.


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