Faz hoje 108 anos da morte de D. João da Câmara.

Esta Estátua é da autoria de Maximiliano Alves, foi feita por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, inaugurada a 20 de Junho de 1953, no Parque do Campo Grande e, só, mais tarde foi colocada na Praça Dom João da Câmara.

 

joão da câmaraDOM JOÃO Maria Evangelista Gonçalves Zarco DA CÂMARA, Escritor, Jornalista e Engenheiro, natural da Freguesia de Alcântara (Lisboa), nasceu a 27-12-1852 e faleceu a 02-01-1908. Era filho dos 1º Marqueses de Ribeira Grande. Figura típica da boémia lisboeta do seu tempo, o carácter espontâneo e generoso tornou-o tão popular quanto a obra que nos deixou. Estudou em Lovaina e na Escola Politécnica de Lisboa. Foi Engenheiro dos Caminhos-de-Ferro, Condutor das Obras Públicas e, nestas funções, tomou parte na construção de várias linhas férreas (é precisamente a construção de uma dessas linhas, numa zona do Alentejo, que constitui o centro de uma das suas obras mais conseguidas, Os Velhos.

Depois de uma série de pequenas peças em 1 acto (O Diabo e a Nobreza, Bernarda no Olímpo, Ao Pé do Fogão, etc), teve uma carreira de Dramaturgo longa e brilhante.

É de assinalar a sua contribuição para criar um teatro lírico ligeiro, de características nacionais, no que foi secundado por colaboradores de vulto, como Eduardo Schwalbach e Gervásio Lobato, além dos compositores Ciríaco Cardoso e Filipe Duarte. Neste género destacam-se O Burro do Senhor Alcaide, O Valete de Copas; O Solar dos Barrigas; Cocó Reineta e Facada e O Oito. Escreveu o drama »O Diabo« quando ainda era aluno dos Jesuítas no Colégio de Campolide, onde em 1873 foi representado o seu drama »Nobreza«. Obteve grandes êxitos com as peças »Dom Afonso VI«, 1890, e »Alcácer Quibir«, 1891. Cultivou, além do drama histórico, o realista, o simbolista e o psicológico. Foi ainda jornalista, poeta e ficcionista.

Publicou os romances: »El-Rei«, 1895, e, »O Conde de Castelo Melhor«, 1903, »Contos de Natal«, 1909, e o volume de poemas »A Cidade«, 1908. Entre a obra dramática são ainda de mencionar as peças »Bernarda no Olimpo«, 1874, »Ao Pé do Fogão«, 1876, , »Dona Brízida« , 1888, »Meia-Noite«, 1890, »Os Velhos«, 1893, »Pântano«, 1894, »A Toutinegra Real«, 1895, »Triste Viuvinha«, 1897 e »Rosa Engeitada«, 1901.

Obras principais: Afonso VI, (1890); o Burro do Senhor Alcaide, (1891); O Valete de Copas; O Solar dos Barrigas, (1892); Os Velhos, (1893); Cocó Reineta e Facada, (1893); O Pântano, (1894); A Toutinegra Real, (1895); Alcácer-Quibir, (1895); Triste Viuvinha, (1897); O Beijo do Infante, (1898); Meia-Noite, (1900); A Rosa Enjeitada, (1901).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Caldas da Rainha; Crato (Freguesia de Vale do Peso); Ferreira do Alentejo; Lisboa (Freguesia de Santa Maria Maior, ex-Freguesia de Santa Justa); Maia; Marvão (Freguesias de Beirã e Santo António das Areias); Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha); Reguengos de Monsaraz.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leitura, Publicações Europa América, 1990, Pág. 350, 351 e 352)

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 116).

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 37)

Fonte: “Estatuária de Lisboa”, (Rafael Laborde Ferreira e Vítor Manuel Lopes Vieira, Impresso por Amigos do Livro, Ldª, em Dezembro de 1985, Pág. 49)

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