“Fado Património Imaterial da Humanidade”: Augusto Hilário, um dos mais conhecidos Fadistas, nasceu há 152 anos.

Muitos de nós, já ouvimos falar do Fado Hilário, muito provavelmente, já teremos utilizado a expressão “cantar o fado hilário”, mas nem todos saberão quem foi, de facto, o Hilário que cantava o Fado, ou, dito de outra maneira, qual a origem dessa expressão. Aqui ficam alguns dados biográficos de Augusto Hilário, no dia em que passam 152 anos do seu nascimento.

augusto hilarioAUGUSTO HILÁRIO da Costa Alves, natural de Viseu, nasceu a 07-01-1864 e faleceu a 03-04-1896. Era filho de António Alves e de Ana de Jesus Mouta. Frequentou o liceu de Viseu com o intuito de fazer os estudos preparatórios para a admissão à Faculdade de Filosofia, mas os anos foram passando sem que concluísse a disciplina de Filosofia.

Matriculou-se em Coimbra, mas também aí os resultados não foram famosos e revela-se então um apaixonado pela boémia coimbrã, notabilizando-se como cantor de fado e executante de guitarra. Os seus fados correram o país de lés a lés, ficando imortalizado o Fado Hilário.

Em 1189-1890 foi examinado no liceu de Coimbra e tendo feito uma prova admirável foi aprovado com boa classificação. Matriculou-se então no 1º ano de Medicina, tendo assentado praça na Marinha Real para obviar à falta de recursos, recebendo um subsídio do Estado.

A sua actividade de fadista e trovador era conhecida pelo país inteiro, em particular na Academia Coimbrã onde era o rei da alegria. O seu esmerado trato e a sua cordialidade faziam dele o grande animador dos serões académicos.

Nos seus fados, interpretou poemas de Guerra Junqueiro, António Nobre, Fausto Guedes Teixeira, para além dos que ele próprio criou.

Participou na festa de homenagem ao grande poeta João de Deus, que se realizou, em Lisboa, no Teatro Dona Maria II, a que se associou a Academia de Coimbra e onde participaram, entre outros, o Professor Doutor Egas Moniz. No decorrer do espectáculo, após a sua intervenção e em plena apoteose do público presente, Hilário atirou para o meio da multidão a sua guitarra, da qual nunca mais se soube.

O Ateneu Comercial de Lisboa a 02 de Junho de 1895, oferece-lhe aquela que foi a sua derradeira guitarra e que se encontra actualmente na posse do Museu Académico de Coimbra, por especial oferta da família.

Como poeta escreveu dezenas de quadras que se imortalizaram nos seus fados e das quais se destacam Fado Hilário (36 quadras), Novos Fados do Hilário, recolha de um conjunto apreciável de quadras, Carteira de um Boémio, conjunto de versos manuscritos de que se ignora o seu paradeiro. Foi uma hora de luto aquela que ceifou à vida no dia 03 de Abril de 1896, pelas 21 horas, vitimado por uma icterícia grave hypertermica. Morreu na sua casa da Rua Nova, contando 32 anos.

Frequentava então o 3º ano da Escola Médica da Universidade de Coimbra e era Aspirante da Escola Naval.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Sobreda, Praceta e Rua Hilário Alves); Coimbra; Viseu.

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses” (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 269)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 13, Pág. 212)

Fonte: “Guitarradas de Coimbra V” (por Manuel Marques Inácio).

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