Angélica Plantier, que se distingiu no Ténis, foi também Enfermeira de Guerra.

“Os Esquecidos da História”

Angélica Plantier, Campeã Nacional de Ténis, foi Enfermeira de Guerra, durante a Primeira Grande Guerra Mundial, equiparada a Alferes.

Angélica Plantier, pelo que, tanto no Desporto, como cidadão, bem merecia figurar na Toponímia, o seu nome contribuiria para o enriquecimento cultural de qualquer Município.

 

 

Angélica PlantierANGÉLICA Araújo PLANTIER, Desportista e Enfermeira, nasceu em Lisboa, a 08-11-1885,  e faleceu no Funchal, em 1972. Tenista, foi no Estoril, na companhia de seus pais, João Maria Plantier e de D. Maria Araújo Plantier, que Angélica aos 12 anos de idade, começou a praticar Ténis, tal como seus irmãos Edgard e Jeanne. Foi a primeira Campeã Nacional absoluta, um título alcançado na edição de 1925, em que ganhou igualmente a variante de pares mistos.

Possuidora dum estilo sóbrio, regularíssima a bater a bola, possuía um “drive” longo e forte, arma que usou e que lhe deu títulos de triunfo. Em 1908, obteve o segundo lugar no Campeonato Internacional de Cascais, em singulares, no ano seguinte, o primeiro lugar e, depois, outros resultados nos primeiros lugares, nos Jogos Olímpicos Nacionais, em 1910, em singulares e pares mistos, no Campeonato do CIF, em 1913.

Foi seleccionada, em 1912, para os Campeonatos na Suíça, onde obteve um segundo lugar em mistos, em Lausana em 1913; em Genébra (1915), aqui o primeiro lugar, em “doble” de mulheres, etc. Em 1917, num Portugal-Espanha, em mistos, obteve o primeiro lugar, e em Barcelona, o primeiro lugar, em 1920, o primeiro no Campeonato de Folkestone, e, nos anos seguintes, até 1935, ano em que abandonou o Ténis, participou sempre nos Campeonatos Internacionais de Cascais, nos quais obteve a primeira posição.

Em 27 anos ganhou 300 troféus, os quais vendeu, e cujo produto ofereceu à Freguesia de Santo Condestável, para obras de beneficência. Por ocasião da sua despedida, foi-lhe prestada significativa homenagem, no CIF.

Foi Enfermeira de Guerra, tendo cursado na Cruz Vermelha Portugusa os respectivos conhecimentos e assim partiu para a frente de batalha, onde servir de  Novembro de 1917 a Julho de 1918, e, onde revelou sempre coragem e decisão, que lhe valeram por diversas vezes, ser louvada e condecorada com a Ordem de Cristo, com Palma, Medalhas de Prata da Campanha do Exército Português, 1916, e a da Cruz Vermelha Portugusa. Foi membro daquela organização do Conselho Geral.

Foi a melhor Tenista Portuguesa de todos os tempos. O CIF, em 1972, deu o seu nome à Taça que todos os anos põe à disputa entre tenistas femininos.

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão, Editores, Edição de 1981. Pág. 1062).

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