No ano em se irão realizar Jogos Olímpicos, lembramos aqui o nome de Francisco Lázaro, que nasceu há 128 anos.

Francisco Lázaro, que faleceu de forma trágica, durante a Maratona, foi o primeiro Desportista afigurar na Toponímia de Lisboa.

A primeira Delegação Portuguesa a uns Jogos Olímpicos, era chefiada pelo Esgrimista Fernando Correia e também integrava Armando Cortesão e António Stromp no Atletismo e os Lutadores António Pereira e Joaquim Vital.

A Maratona como prova olímpica evoca o drama do lendário soldado grego Phillipiades, que morreu de esgotamento físico, após ter percorrido a distância que medeia a localidade de Maratona de Atenas, para anunciar a vitória dos gregos sobre os Persas e, Lázaro foi também vítima desta prova disputada no dia 14 de Julho de 1912, sob um sol abrasador e 32º de temperatura, em que ele correu de cabeça descoberta e untado de sebo o que lhe impedia a transpiração, caindo ao quilómetro 29 e vindo a falecer na madrugada do dia seguinte. A sua morte por desidratação, aos 24 anos e, a primeira dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, causou em Portugal uma profunda consternação e o mito de uma medalha de ouro inalcançável.

Francisco lázaroFRANCISCO LÁZARO, Desportista e Operário, nasceu em Lisboa, a 21-01-1888, e faleceu em Estocolmo (Suécia), a 15-07-1912, vítima de uma insolação, ao disputar a Maratona Olímpica de 1912.

Era Operário Carpinteiro quando começou a tornar-se notado nas competições pedestres em 1908, participando na primeira Maratona Nacional. Em Março de 1911 transferiu-se do Velo Clube de Lisboa para o Sport Lisboa e Benfica.

Ganhou o primeiro Corta-Mato Nacional realizado no Lumiar com 20m e 25s em 7 de Maio de 1911. Em 18 de Junho do mesmo ano ganhou a maratona nos jogos Olímpicos Nacionais com 3h 9m e 53s. Em 9 de Julho obteve outra vitória no Grande Prémio do Sport Grupo Progresso de 30 Km, com o tempo de 2h e 10 m. No início de 1912 transferiu-se do Benfica para o Lisboa Sporting Clube, fundado em 1911.

Correu na maratona nacional em 1912, na distância de 42 800m, com a meta colocada no topo da Calçada de Carriche, que Lázaro cumpriu com o tempo de 2h 52m 8s. Participou nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, realizados em 1912, juntamente com outros desportistas, nomeadamente Fernando Correia, António Stromp, Armando Pereira e Joaquim Vital. Coube a Francisco Lázaro empunhar o estandarte português, no desfile de abertura dos Jogos, e dar a conhecer a recém oficializada bandeira portuguesa.

No dia 14 de Julho de 1912, sob um sol abrasador, Lázaro juntamente com outros sessenta e oito atletas partem do Estádio Olímpico. O calor tórrido aliado à imprudência de Lázaro em alinhar de cabeça descoberta, o excesso de fadiga e o esforço que despendeu para alcançar a posição a que se habituara nas competições nacionais, causaram o acidente fatal deste extraordinário corredor. Armando Cortesão numa entrevista, em 1972, ao jornalista Romeu Correia refere que “O Lázaro morreu por dois motivos: primeiro porque se untou com sebo. Fui eu e o Fernando Correia, quando ele não aparecia à partida da maratona, que o procurámos no balneário e o encontrámos a besuntar-se com sebo. (…) ainda tentamos que ele tomasse banho, mas não havia tempo. E ele lá foi a correr a maratona todo besuntado com sebo, com os poros da pele tapado, o que impedia a transpiração cutânea nessa parte do corpo…”

A morte deste atleta causou uma profunda consternação quer em Portugal quer na Suécia, e Lázaro tornou-se num mito, numa quimera de uma medalha de ouro inalcançável.

José Vicente Moura, Presidente do Comite Olímpico Português fala de Francisco Lázaro: “Desta forma Lázaro ficou para sempre assinalado no historial olímpico da era moderna, cujo drama evoca o lendário soldado grego Phillipiades, que morreu de esgotamento físico, após ter percorrido a distância que medeia a localidade de Maratona de Atenas, para anunciar a vitória dos gregos sobre os Persas e que Coubertin imortalizou ao criar a corrida da maratona.”Foi o primeiro Desportista a figurar na Toponímia de Lisboa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Costa de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana), Lisboa (Freguesia dos Anjos, Edital de 09-12-1924, ex-Travessa do Borralho), Moita (Freguesia da Baixa da Banheira), Odivelas (Freguesia de Famões), Seixal (Freguesias de Corroios e Fernão Ferro), Sobral de Monte Agraço; Vila Franca de Xira.

Fonte: “In Pereira, Teresa Sancha, Os Desportistas na Toponimia de Lisboa, Lisboa: CML, 2004”.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 773).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 293).

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

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