Rafael Bordalo Pinheiro, autor de o “Zé Povinho”, faz hoje 111 anos que faleceu.

“Efeméride”

Rafael Bordalo Pinheiro, que tem o seu nome na Toponímia de Lisboa (Largo Rafael Bordalo Pinheiro), este Largo, já se chamou Largo da Abegoaria, onde existiu o famoso Casino Lisbonense, palco da realização das Conferências do Casino.

U m grupo de jovens intelectuais, que formavam o Cenáculo, veio mostar os frutos das sementes lançadas aquando da «Questão Coimbrã» (1865).

Todas as “Conferências Democráticas” se realizaram nos finais da Primavera de 1871, e, como o Programa das Conferências (de 16 de Maio) indica, os seus principais objectivos era: «Abrir uma tribuna onde tenham vozes as ideias e os trabalhos que caracterizam esse movimento do século, preocupando-se sobretudo com a transformação social, moral e política dos povos, ligar Portugal com o movimento moderno.

O grande mentor das Conferências foi Antero de Quental, mas nela participaram outros nomes, tais como: Eça de Queirós, Augusto Soromenho, Adolfo Coelho e Salomão Saragga.

Zé PovinhoRAFAEL BORDALO PINHEIRO, Ceramista, natural de Lisboa. Nasceu na Rua da Fé, nº 47, em Lisboa, a 21-03-1846 e faleceu, a 23-01-1905. A sua formação artística incluiu a frequência da Escola de Belas-Artes de Lisboa, tendo ainda ingressado no Curso Superior de Letras, na mesma cidade. Oriundo de uma família notabilizada pelos seus dotes artísticos, filho do Pintor Manuel Maria (1815-1880) e irmão do retratista Columbano (1857-1929), cedo revelou o seu talento para o Desenho de expressão artística. Tendo-se associado a alguns núcleos do meio artístico lisboeta, Bordalo Pinheiro partiu para o Brasil em 1871, residindo no Rio de Janeiro até regressar a Portugal, em 1879, após uma estada marcada por alguns problemas de aceitação no meio artístico brasileiro. No entanto, o artista deixava, já nessa fase, publicados em jornais brasileiros, desenhos e caricaturas com figuras-tipo que iriam tornar-se recorrentes na sua obra gráfica.

Centrando-se  na esfera da vida quotidiana e nos eventos políticos e sociais, Bordalo Pinheiro deixaria para a história da caricatura portuguesa personagens cheias de imaginação e humor, como o Zé Povinho, vindo a público em »A Lanterna Mágica«, em 1875. Personificando um tipo português, uma figura rural em expectante perplexidade perante as ocorrências da vida nacional, o Zé Povinho acabou por ver alargado o seu simbolismo, representando, nas suas reacções maliciosas, indiferentes ou violentas, o povo português no seu relacionamento com a vida das instituições da política e do quotidiano em geral. A figura iria ter uma enorme aceitação, tendo-se tornado presença regular em »A Paródia« ou na edição do »Álbum das Glórias«, conquistando o estatuto de ícone da cultura popular portuguesa. Rafael Bordalo Pinheiro fundou, em 1885, impulsionado por Ramalho Ortigão, a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, estabelecendo uma renovação na manufactura de louça da região e deixando um património de novas peças e técnicas na louça regional portuguesa. Para além da personagem Zé Povinho, acompanhada de uma galeria de tipos populares representados então em estatuetas, o ceramista esteve na origem de novos motivos de corativos, aplicados em pratos, jarras, azulejos, em trabalhos que atingiam grandes dimensões, como a chamada »Talha Manuelina«, ou a »Jarra Beethoven«, decoradas com elementos naturalistas de grande efeito. Bordalo Pinheiro, pela sua intervenção na área da cerâmica, ou da caricatura, de carácter inovador e precursor, foi das figuras mais significativas do meio artístico do seu século.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes, Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Benavente (Freguesia de Samora Correia), Braga, Caldas da Rainha (Caldas da Rainha e Nadadouro), Campo Maior, Cascais (Freguesias de Alcabideche e Cascais), Entroncamento, Évora, Gondomar, Lisboa, Loures (Freguesias de Camarate e Prior Velho), Mirandela, Montijo, Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões e Ramada), Oeiras (Freguesia de Porto Salvo), Ovar, Porto, Santarém, São João da Madeira, Seixal (Freguesia da Aamora), Setúbal (Azeitão), Sintra (Freguesia de Rio de Mouro), Vila Franca de Xira (Fregueisas de Póvoa de Santa Iria e Vila Franca de Xira).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “As Caricaturas da Primeira República, de Osvaldo Macedo de Sousa, Edição promovida pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, no âmbito do Programa das Comemorações do Centenário da República. Edições Tinta-da-China, 1ª Edição, Setembro de 2010, Pág. 196 e 197”

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 31)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 421 e 422).

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