Ruas Que Já Tiveram Outros Nomes.

O Actor Raul Solnado vinculado à Avenida Dom Carlos I

 

A Avenida Dom Carlos I, que actualmente pertence às Freguesias da Estrela e da Misericórdia, pertencia, até há pouco tempo às Freguesias de São Paulo, Santos-o-Velho e Santa Catarina, também já se designou por Rua Duque da Terceira; Aavenida das Cortes e Avenida Presidente Wilson.

Ou seja no final do Século XIX, a Rua Duque da Terceira, passou a designar-se Rua D. Carlos I 8Edital de 28-12-1889); mas após a implantação da República, tornou-se a Aveida das Cortes (Edital de 05-11-1910) e, após a entrada dos Estados Unidos da América na I Guerra Mundial, passou a designar-se de Avenida Presidente Wilson (Edital de 24-09-1918), nome que manteve até 1948 quando voltou a ter o nome de Avenida Dom Carlos I, designação que ainda se conserva.

Algumas curiosidades que existem ou existiram na Avenida Dom Carlos I:

Nesta Avenida, no nº 98, existia a Vassouraria da Esperança, que era de Bernardino Silva Solnado, pai do Actor Raul Solnado, onde ele ainda trabalhou.

No nº 15-4º, morou o Médico e Guitarrista Horácio Menano.

No nº 55 r/c Dtº, morou o Médico Luís Alves Carpinteiro.

E, até há poucos anos, funcionou o Regimento de Sapadores Bombeiros.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

 

Carlos ICarlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha, DOM CARLOS I, Rei de Portugal de 1889 a 1908, natural de Lisboa, nasceu a 28-09-1863 e faleceu a 02-02-1908. Era filho primogénito de Dom Luís I e da Rainha Dona Maria Pia de Sabóia, e casado, em 1886, com Dona Maria Amélia de Orleães, filha dos condes de Paris.

O jovem monarca subiu ao trono, em 1889, numa época particularmente difícil da vida do país, resultante de uma conjuntura económico-financeira de crise e de uma grande rivalidade entre os dois grandes partidos »rotativos«, progressista e regenerador, que afectava de maneira notória a vida política do país, mantendo-a em permanente tensão. O ambiente de crise agudizou-se ainda mais com o Ultimatum britânico de 1890, motivado pelo célebre Mapa Cor-de-Rosa, que obrigou os portugueses a retirarem-se das regiões africanas aí estabelecidas. Este ultimato provocou em Portugal uma onda de indignação e de ódio geral contra Inglaterra e contra o regime monárquico, que não teria sabido defender os interesses nacionais. A situação foi então aproveitada pelo partido republicano que, em 1891, desencadeou no Porto uma revolta, a primeira tentativa armada republicana para tomar o poder.

Dom Carlos procurou acalmar o país, colocando, em 1906, João Franco na chefia do governo liberal, mas a acção deste político reacendeu a hostilidade dos partidos e dos adeptos dos ideais republicanos. A tensão política trazida pela atitude ditatorial do governo acabaria de modo trágico, com o regicídio de Dom Carlos, em Fevereiro de 1908, no qual morreria também o príncipe herdeiro, Dom Luís Filipe. Ainda em vida, Dom Carlos procurou desenvolver uma política de relações externas para reconquistar o prestígio do país na Europa. Efectuou, no ano de 1895, uma viagem às principais capitais europeias, recebendo posteriormente, em 1903 e 1904, Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, a rainha Alexandra de Inglaterra, o imperador Guilherme II da Alemanha e ainda o presidente da república francesa, Emílio Loubet. Durante o seu reinado, foi assinado com a Grã-Bretanha o tratado de Windsor (1889), reataram-se as relações luso-brasileiras, interrompidas por um acidente diplomático, e, finalmente, pacificaram-se os territórios ultramarinos, desde África até à Índia.

Dom Carlos distinguiu-se como um monarca culto. Cientista, colaborou em investigações oceanográficas, a bordo o iate »Amélia«, tendo sido também um exímio pintor de aguarelas e pastéis, que lhe valeram prémios em concursos internacionais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Almada; Amadora; Aveiro; Barreiro; Bombarral (Freguesia de Pó); Bragança; Caldas da Rainha (Cidade das Caldas da Rainha e Freguesia de Foz do Arelho); Cascais; Constância; Ferreira do Zâzere; Funchal; Lagoa (Freguesias de Estômbar e Parchal); Leiria; Lisboa (Freguesias de Santos-o-Velho, São Paulo, Santa Catarina e Parque das Nações); Loures (Fregueaias de Camarate e  de Santa Iria da Azóia); Marco de Canaveses; Odivelas (Freguesias de Odivelas e de Pontinha); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo); Portimão; Porto; Ribeira Grande; Sabugal (Freguesia de Aldeia de Santo António); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Serpa (Freguesia de Pias); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Cinde); Sintra (Freguesia de Casal de Cambra); Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 124 e 125).

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 41 e 42)

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