Fernando Farinha “O Miúdo da Bica”,na Toponímia do Barreiro e de Lisboa

 

Fernando Farinha, figura na Toponímia do Barreiro e na de Lisboa, por proposta minha. (31)

 

Marvila 1334FERNANDO Tavares FARINHA, Fadista, nasceu no Barreiro, a 20-12-1928, e faleceu em Lisboa, a 12-02-1988. Aos 8 anos de idade, veio para Lisboa com a família, que se fixou no Bairro da Bica. Aos 7 anos de idade já cantava, tendo vencido vários concursos de fados para crianças na Verbena dos Paulistas (Verbena da Poeira), tornando-se, a partir de então, conhecido por Miúdo da Bica.

Em 1935 foi mascote da Marcha da Bica e participou na cegada Amor de Pai. Actuou nas revistas Boa Vai Ela (Teatro Maria Vitória) e Os Magalas (Teatro Apolo) e gravou o seu primeiro disco com os temas Sempre Linda e Meu Destino. Surgiu, depois, a cantar, contratado pelo empresário José Miguel, no Café Mondego, Café Latino, Retiro da Severa, Solar da Alegria e Café Luso em que foi acompanhado por Jaime Santos (guitarra) e Miguel Ramos (viola).

Em 1940 exibiu-se em espectáculos dos Serões para Trabalhadores, da FNAT (actual Inatel), e, já em 1948, participa em espectáculos fora de Lisboa, deslocando-se em 1951 ao Brasil. No regresso actua na Adega Mesquita, onde permanece dez anos. Passara a residir em Campo de Ourique (Rua Maria Pia) e sente-se com veia poética começando a escrever as letras dos seus fados, que seriam musicados por Alberto Correia, pelos maestros Joaquim Luís Gomes e Ferrer Trindade, por Carlos Dias e Artur Ribeiro. Mas ele próprio se revelaria inspirado compositor.

Em 1955 comemorou as «bodas de prata» da sua carreira artística com um espectáculo no Coliseu dos Recreios em que foi premiado com a «Guitarra de Prata». Em 1957 o Rádio Peninsular atribuiu-lhe o galardão de a «Voz mais portuguesa de Portugal» e em 1962 é coroado «Rei da Rádio Portuguesa» numa festa organizada no Eden-Teatro. Um ano depois recebe o «Óscar» para o melhor fadista no festival realizado no Pavilhão dos Desportos (actual Pavilhão Carlos Lopes), protagoniza o filme O Miúdo da Bica de Constantino Esteves e colabora com Luís Sttau Monteiro nos diálogos de A Última Peça, que também protagoniza.

Em 1965 é convidado a actuar em Paris, para os emigrantes portugueses e no mesmo ano deslocou-se ao Canadá e Estados Unidos da América onde voltou posteriormente devido ao êxito ali alcançado. Nas décadas seguintes será sobretudo para as comunidades emigrantes da Europa e da América do Norte que Fernando Farinha actuará, fazendo espectáculos na Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos e Canadá.

Em 1966 vai aos Estados Unidos da América acompanhado por Fernando Freitas e em 1970 realiza uma tournée pela Bélgica, França, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Brasil e Argentina. Entre os fados da sua autoria mencionam-se Mãe Há Só Uma, Ciumenta, Menina do Rés-do-Chão, Quero-te Mais do Que à Vida, Eu Ontem e Hoje, Um Fado à Marceneiro. Um Fado à Juventude, Um Copo Mais Um Copo e Belos Tempos.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia do Laranjeiro), Barreiro (Freguesia de Santo António da Charneca*), Lisboa (Freguesia de Marvila, Edital de 01-08-2005*), Loures (Freguesia de Unhos), Odivelas (Freguesia da Ramada), Seixal (Freguesia de Arrentela), Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

Fonte: “Museu do Fado”

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 461 e 462)

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