O Poeta Sebastião da Gama, faleceu há 64 anos

Sebastião da Gama, o “Poeta da Arrábida”, que faleceu com apenas 28 anos de idade, mas, mesmo assim, nos deixou poemas assim:

Meu País Desgraçado

Meu país desgraçado!…
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?

Toada de Ladrão

A mim não me roubaram
Porque eu nada tinha.
Mas roubaram tudo
À minha vizinha.

 

 

sebastiao-da-gamaSEBASTIÃO Artur Cardoso DA GAMA, Poeta e Professor, nasceu na Freguesia de São Lourenço, em Vila Nogueira de Azeitão (Setúbal), a 10-04-1924, e faleceu em Lisboa, a 07-02-1952. Era filho de Sebastião Leal da Gama Júnior, natural do Montijo, e de Ana Maria Cardoso, natural da Freguesia de São Lourenço (Vila Nogueira de Azeitão).

Concluiu o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1947, e,  ainda nesse ano iniciou a sua actividade de Professor, que exerceu em Lisboa, Setúbal e Estremoz.

Foi colaborador das revistas »Árvore e Távola Redonda«. Sebastião da Gama ficou para a história pela sua dimensão humana, nomeadamente no convívio com os alunos, registado nas páginas do seu famoso Diário (iniciado em 1949). Literariamente, não esteve dependente de qualquer escola, afirmando-se pela sua temática (amor à natureza, ao ser humano) e pela candura muito pessoal que caracterizou os seus textos. Fundador da Liga para a Protecção da Natureza em 1948. Em 04 de Maio de 1951, casou, no Convento da Arrábida, com D. Joana Luísa.

Atingido pela tuberculose, que causaria a sua morte precoce, passou a residir no Portinho da Arrábida, com a panorâmica serra da Arrábida a alimentar o culto pela paisagem prsente na sua obra. Foi, entretanto, instituído um Prémio Nacional de Poesia com o seu nome.

Estreou-se com “Serra Mãe”, em 1945. Publicou ainda: “Loas a Nossa Senhora da Arrábida” (1946, em colaboração com Miguel Caleiro), “Cabo da Boa Esperança”, em 1947, e “Campo Aberto”, em 1951. Após a sua morte, foram editados “Pelo Sonho É Que Vamos”, em 1953, “Diário”, em 1958, “Itinerário Paralelo”, em 1967, “O Segredo É Amar”, em 1969, e “Cartas”, em 1994.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesias de Almada e Charneca de Caparica), Amadora, Barreiro (Freguesias de Santo António da Charneca e Verderena), Benavente (Freguesia de Samora Correia), Cascais (Freguesias de Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana), Estremoz, Évora, Matosinhos (Freguesia de Perafita), Moita (Freguesias de Baixa da Banheira e Vale da Amoreira), Montijo, Odivelas, Oeiras (Freguesia de Carnaxide), Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo), Seixal (Freguesias de Amora e Corroios), Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Santiago), Setúbal (Em Azeitão e Setúbal), Sintra (Freguesia de Massamá), Vila Nova de Famalicão.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. V, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 2000, Publicado por Publicações Europa América, Pág, 340 e 341)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 243).

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