Artur Loureiro, um Pintor no “outro lado do Mundo”

Artur Loureiro ou Sousa Loureiro, nasceu há 163, um Pintor que viveu cerca de 20 anos na Austrália, encontra-se na Toponímia como Artur Loureiro e Sousa Loureiro.

 

Artur LoureiroARTUR José de SOUSA LOUREIRO, Pintor, nasceu no Porto, a 11-02-1853, e faleceu no Gerês (Terras do Bouro), a 07-07-1932. Era filho de Francisco José de Sousa Loureiro e de Guilhermina Luísa Soares Ribeiro e irmão de Urbano José de Sousa Loureiro, Jornalista e Escritor.

Começou por estudar Desenho e Pintura com o Mestre e amigo António José da Costa, temdo depois ingressado na Academia Portuense de Belas-Artes, onde continuou a sua aprendizagem com João António Correia.

Em 1873 concorreu ao pensionato em Paris, do qual viria a desistir em favor de Silva Porto. Em 1875 voltou a concorrer a pensionista, desta vez para Roma, revalizando com Malhoa e ficando empatado com o seu oponente. A prova foi anulada, mas Artur manteve a viagem com o patrocínio de Delfim Guedes, futuro Conde de Almedina, seu patrono. Na capital romana ingressou no Círculo Artístico em 1876.

Em 1879 o artista voltou a candidatar-se a bolseiro em Paris, juntamente com Columbano, ficando classificado em primeiro lugar. Na capital francesa viveu no Quartin Latin e frequentou a École des Beaux-Artes, onde foi discípulo de Cabanel.

Durante este período expôs no Salon Parisiense (de 1880 a 1882), ao lado de artistas como Marques de Oliveira, Silva Porto, António Ramalho, Sousa Pinto,Columbano e João Vaz, e na Galeria Goulpil, em Londres. Teve ainda tempo para se apaixonar, ligando-se sentimentalmente a uma australiana, Marie Huybers, que retratou no quadro O Descanso do Artista e com quem veio a casar e ter filhos, um rapaza e uma rapariga.

Casado com uma senhora australiana em 1883, sem esperança de carreira em Portugal, partiu para Melburne, na Austrália, onde residiu 20 anos. Ali obteve êxitos consideráveis, tendo sido nomeado Professor de Desenho e Pintura na Presbyterian Ladies Academy e Inspector da Galeria Nacional de Vitória.

Em 1889, na Exposição Internacional de Londres, conquistou a Medalha de Ouro com o quadro A Morte de Burks.

Regressou ao Porto em 1901, com »Atelier-Escola« montado no Palácio de Cristal. Razoável paisagista à maneira francesa, pintou também retratos e muitas flores e animais.

Está representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, no Museu Grão Vasco, em Viseu, na Galeria de Sanderstan e na Galeria Nacional de Melbourne (Austrália).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Caminha (Freguesia de Moledo); Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica); Maia; Porto.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 15, Pág. 491)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 313 e 314)

Fonte: “Universidade do Porto – Associação dos Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto”

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