Maria Mendonça, Jornalista e Escritora, se fosse viva, faria hoje 100 anos de vida.

 

Maria Mendonça, Jornalista e Escritora, se fosse viva, faria hoje 100 anos de idade. Certamente que, a grande mioria dos portugueses, não saberão quem foi esta excelente Jornalista. Neste País, e digo neste, porque não conheco outro, é preciso ter sorte enquanto se está vivo, mas, mesmo que tenha feito alguma coisa pela cultura, muito ou pouco, não importa, se não tiver um pouco de sorte, ficará no esquecimento no dia a seguir ao seu funeral.

Os vivos, enquanto por cá andam, mesmo com dificuldade, ainda podem dizer “estou aqui!, existo”, mas depois de partir, tudo fica entregue à sorte ou falta dela.

Por isso aqui ficam alguns dados biográficos, desta Jornalista, para quem quiser saber mais sobre a cultura.

 

MARIA da Trindade de MENDONÇA, Jornalista e Escritora, natural de Nordeste, nasceu a 16-02-1916 e faleceu em 1997. Era filha de Manuel Franco de Mendonça e de Maria Raposo. Natural dos Açores mas viveu a maior parte da sua vida no Funchal.

Maria MendonçaComeçou a escrever para os jornais aos 16 anos de idade. Foi correspondente de vários jornais portugueses. Desempenhou, desde 1951, o lugar de Chefe da Redacção do jornal Eco do Funchal, assumindo posteriormente a sua direcção, assim como a do jornal humorístico do Re-Nhau-Nhau, após a morte de Gonçalves Preto. A ela se deve a fundação da primeira Casa Editora do Arquipélago da Madeira.

Na Feira do Livro de Lisboa, em 1954 e 1955, apresentou, pela primeira vez, os livros dos autores insulares.

Publicou: A Madeira Vista por Intelectuais e Artistas Portugueses; Férias nos Açores; Presença Madeirense no Brasil; Guia Turístico; Isto é Madeira, publicado em português, francês e inglês. Proferiu palestras, a convite de agremiações portuguesas, no Rio de Janeiro, Santos, e São Paulo (1957). Realizou, no Funchal, uma conferência, após o seu regresso do Brasil. Fundou o Centro Açoriano do Funchal e a Associação Jornalística Tertúlia Sem Título, Jornalistas da Madeira.

Nos últimos anos da sua vida trabalhou na Direcção Regional dos Assuntos Culturais dos Açores.

Obras principais: A Madeira Vista por Intelectuais e Artistas Portugueses, (1954); Férias nos Açores, (s/d); Presença Madeirense no Brasil, (1958); Grupo Folclórico de S. Miguel, (1958), Guia Turístico: Isto É a Madeira, (1960); A Personalidade Multifacetada do Jornalista Manuel Inácio de Melo, (1984); Os Açores através da Saudade, (1991).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 891).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Publicações Europa América)

 

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