Gago Coutinho, um dos “Pioneiros” da Aviação Portuguesa, faz hoje 147 anos que nasceu.

 

Gago Coutinho, um dos Pioneiros da Aviação Portuguesa, faz hoje 147 anos que nasceu. Aqui ficam alguns dados biográficos.

 

Gago CoutinhoCarlos Viegas GAGO COUTINHO, Almirante da Marinha de Guerra e Cientista, natural de Belém, (Lisboa), nasceu a 17-02-1869 e faleceu a 18-02-1959. Era filho de José Viegas Gago Coutinho, Sargento-de-Mar-e-Guerra, natural de São Brás de Alportel e de Fortunata Maria Coutinho. Frequentou desde a infância o Ginásio do Clube Português, que lhe incutiu o gosto pelo exercício físico, o qual manteve durante toda a vida.

Em 1885 concluiu o curso do Liceu e matriculou-se na Escola Politécnica para preparar a sua entrada na Escola Naval, um ano depois. Entrou para a Armada como Aspirante em 1886. Em 1890 foi promovido a Guarda-Marinha, em 1891 a Segundo-Tenente, e em 1895 passou a Primeiro-Tenente. Em 1907 foi promovido ao posto de Capitão-Tenente e em 1915 ao posto de Capitão-de-Fragata. Em 1920 passou a Capitão-de-Mar-e-Guerra. Em 1922 foi promovido ao posto de Vice-Almirante, e em 1958 a Almirante.

Podemos dividir a actividade de Gago Coutinho em quatro áreas, que se sucedem cronológicamente enquanto áreas de actuação prioritária: marinha, sobretudo de 1893 a 1898, trabalhos geográficos, entre 1898 e 1920, navegação aérea, de 1919 a 1927, e história da náutica e dos descobrimentos, de 1925 a 1958.

O seu primeiro embarque prolongado foi na corveta “Afonso de Albuquerque”, de 7 de Dezembro de 1888 a 16 de Janeiro de 1891, em viagem para Moçambique e na Divisão Naval da África Oriental. Desta corveta passou à canhoneira “Zaire”, na qual esteve até 24 de Abril de 1891, viajando para Lisboa. Colocado na Divisão Naval da África Ocidental, embarcou sucessivamente na lancha-canhoneira “Loge”, que comandou, na canhoneira “Limpopo”, na canhoneira “Zambeze”, e na corveta “Mindelo”. Em serviço nesta corveta no Brasil em 1894 contraiu a febre amarela, pelo que foi internado no Hospital da Beneficência Portuguesa no Rio de Janeiro. De novo na Metrópole, esteve embarcado na canhoneira “Liberal” e na corveta “Duque da Terceira”. Fez nova viagem no Atlântico Norte na corveta “Duque da Terceira”. Viajou até Moçambique no transporte “Pero de Alenquer” e depois passou à corveta “Rainha de Portugal”, e em seguida à canhoneira “Douro”, que o trouxe para Lisboa. Embarcou depois na corveta couraçada “Vasco da Gama”, até 31 de Março de 1898, da qual transitou para a sua primeira comissão de geógrafo ultramarino, em Timor.

Desde Março de 1898 a maior parte da actividade de Gago Coutinho desenvolveu-se no âmbito da Comissão de Cartografia, nascida em 1883, primeiramente em trabalhos de campo de delimitação de fronteiras ou de geodesia processados em Timor, Moçambique, Angola, e S. Tomé, e a partir de 1919 como vogal, passando a presidir aos seus destinos em 1925, até à sua transformação na Junta de Investigações do Ultramar, em 1936.

Entre 27 de Julho de 1898 e 19 de Abril de 1899, Gago Coutinho esteve envolvido em trabalhos de campo, na delimitação de fronteiras de Timor e no levantamento da carta deste território. De regresso à metrópole, foi nomeado para a delimitação de fronteiras no Niassa, trabalho que decorreu entre 5 de Setembro de 1900 e 28 de Fevereiro de 1901. Partiu depois para Angola, onde se dedicou à delimitação da fronteira de Noqui para o rio Cuango, até fins de 1901. Em seguida trabalhou na delimitação de fronteiras no distrito de Tete, em Moçambique, entre 27 de Fevereiro de 1904 e 18 de Dezembro de 1905.

Foi nomeado chefe da Missão Geodésica da África Oriental, nela tendo trabalhado durante cerca de 4 anos, de Maio de 1907 até ao início de 1911. Foi nesta missão que conheceu Sacadura Cabral, com quem travou amizade e que viria a ser o mentor dos projectos futuros de navegação aérea. Em seguida foi escolhido para chefiar a missão portuguesa de delimitação da fronteira de Angola no Barotze, a qual só se constituiu definitivamente em 1912. Regressando à metrópole em 1914, foi nomeado em 1915 chefe da Missão Geodésica de S. Tomé.

Os seus trabalhos ao serviço da Comissão de Cartografia, foram interrompidos apenas pelos períodos em que esteve embarcado nas canhoneiras “Sado” na India e “Pátria” em Timor, de Setembro de 1911 a Agosto de 1912, e de Março de 1922 a Dezembro de 1923, quando da travessia aérea Lisboa-Rio de Janeiro.

Em meados de 1919, quando terminava os trabalhos relativos à missão geodésica de S. Tomé, Gago Coutinho, incentivado por Sacadura Cabral, começou a dedicar-se ao progresso dos métodos de navegação aérea. Tinham voado pela juntos pela primeira vez em 1917. Sacadura Cabral planeara já a viagem aérea ao Brasil, que pretendia fazer por altura da comemoração do centenário da independência desse país, em 1922. Gago Coutinho passou então a dedicar-se à resolução dos problemas que se punham à navegação aérea sem pontos de referência à superfície. Para experimentar os processos de navegação aérea em estudo, Sacadura Cabral e Gago Coutinho fizeram diversas viagens juntos, incluindo a primeira viagem aérea entre Lisboa e Funchal, em 1921, aperfeiçoando deste modo os métodos de observação em desenvolvimento. Estes estudos culminaram em 1922 com a realização da viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

Foi membro de diversas associações científicas, entre as quais a Academia das Ciências, a Academia Portuguesa de História, a Sociedade de Geografia de Lisboa e várias Sociedades de Geografia do Brasil.

Gago Coutinho realizou muitos trabalhos de delimitação de fronteiras das colónias portuguesas, nomeadamente em Timor, Moçambique e Angola. Em Timor procedeu à demarcação da fronteira com a parte da ilha então ocupada pelos holandeses, nos anos de 1898 e 1899. Em Moçambique delimitou as fronteiras no Zambeze e no lago Niassa, no ano de 1900, estabelecendo também triangulações. Em 1901 e 1902 chefiou a equipa de delimitação de fronteiras no Norte de Angola, entre esta colónia e o Congo Belga. Entre 1907 e 1910 trabalhou de novo em Moçambique, para voltar a Angola em 1912 em trabalhos de delimitação da fronteira Leste com a Rodésia. Entre 1915 e 1918 chefiou a missão geodésica em S. Tomé, onde implantou marcos para o estabelecimento de uma rede geodésica da ilha, após o que  fez observações de triangulação, medição de precisão de duas bases e numerosas observações astronómicas. No decurso destas observações comprovou a passagem da  linha do Equador pelo Ilhéu das Rolas. A Carta resultante destas observações foi entregue em 1919 em conjunto com o Relatório da Missão Geodésica da Ilha de S- Tomé 1915-1918, que foi considerado oficialmente o primeiro trabalho de geodesia completo referente a uma das colónias portuguesas.

O que celebrizou Gago Coutinho foi o seu trabalho científico pioneiro na navegação aérea astronómica e a realização, com Sacadura Cabral, da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro. A partir do momento em que voou pela primeira vez com Sacadura Cabral, em 1917, Gago Coutinho tentou resolver os problemas que se punham à navegação aérea astronómica. Colocava-se o problema da dificuldade de definição da linha do horizonte a uma altura normal de voo. A dificuldade em efectuar medições precisas de posição em situação de voo com um sextante vulgar colocava problemas de natureza instrumental e metodológica.

Para resolver o problema de medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível Gago Coutinho concebeu o primeiro sextante com horizonte artificial que podia ser usado a bordo das aeronaves. Este instrumento, que Gago Coutinho denominou «astrolábio de precisão» permite materializar um horizonte artificial através de um nível de bolha de ar e é dotado de um sistema de iluminação eléctrico do nível de bolha que permite fazer observações nocturnas. Entre 1919 e 1938 Gago Coutinho dedicou-se ao aperfeiçoamento deste instrumento, que veio a ser fabricado e difundido pelo construtor alemão C. Plath com o nome de «System Admiral Gago Coutinho».

Em colaboração com Sacadura Cabral concebeu e construiu um outro instrumento a que chamaram «Plaqué de abatimento» ou «corrector de rumos», que permitia calcular graficamente o ângulo entre o eixo longitudinal da aeronave e o rumo a seguir, considerando a intensidade e direcção do vento.

AviãoPara comprovar a eficácia dos seus métodos e instrumentos, Gago Coutinho e Sacadura Cabral fizeram várias viagens aéreas, entre as quais uma viagem Lisboa-Funchal, em 1921, em cerca de sete horas e meia. Nesta viagem, Gago Coutinho executou 15 cálculos de rectas de altura e várias observações da força e direcção do vento.Segundo escreveu, os processos de navegação utilizados “eram os suficientes para demandar com exactidão qualquer ponto afastado da terra, por pequeno que fosse, recurso este que se tornava muito essencial numa projectada viagem aérea de Lisboa ao Brasil”. A viagem que finalmente demonstrou a todo o mundo o valor destes instrumentos e métodos foi a travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, entre 30 de Março e 17 de Junho de 1922.

continuou a trabalhar na Comissão de Cartografia e passou a dedicar grande parte da sua atenção à história das viagens do descobrimento dos séculos XV e XVI, tendo publicado muitos textos em que analisava os métodos utilizados e procurava explicar como conseguiram os portugueses realizar as navegações a longa distância e ver terra nos séculos XV e XVI. A partir das suas experiências de navegação à vela em diversos navios em que prestou serviço procurou explicar como os portugueses utilizavam já então os métodos mais adequados para fazer face aos ventos e correntes contrárias.

Fez viagens em que praticou a observação com astrolábio semelhante aos que usavam os portugueses no século XV, comparando os seus resultados com os obtidos em sextantes e cronómetros com auxílio de sinal de rádio. Destes estudos concluiu que a experiência dos navegadores portugueses da época dos descobrimentos foi determinante para possibilitar a navegação astronómica, e que as viagens eram devidamente planeadas a partir da experiência e que as suas rotas de regresso não eram fruto das tempestades e outros imprevistos, como defendiam alguns historiadores. São de destacar os seus estudos sobre o regime de ventos e correntes no Atlântico Norte, que obrigava os navegadores portugueses a contornar pelo mar largo as correntes e ventos contrários, no regresso da Guiné ou da Mina. Esta manobra, chamada volta da Guiné ou Volta da Mina, e que Gago Coutinho habitualmente chamava ‘volta pelo largo’, começou a ser praticada em meados do século XV, sendo no início do século XVI uma navegação de rotina.

A única publicação em livro foi o Relatório da Missão Geodésica da Ilha de S- Tomé 1915-1918. No entanto, publicou inúmeros trabalhos em publicações periódicas, tendo sido muitos destes trabalhos reunidos em dois volumes organizados e prefaciados pelo Comandante Moura Brás: A náutica dos descobrimentos. Os descobrimentos marítimos vistos por um navegador: colectânea de artigos, conferências e trabalhos inéditos do Almirante Gago Coutinho,(Lisboa, Agência Geral do Ultramar, 1951-1952, 2 vols).

Muitos outros textos foram publicados em dois volumes editados por Teixeira da Mota: Obras completas de Gago Coutinho, (Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar, 1972).

Era membro de diversas associações científicas, entre as quais a Academia das Ciências de Lisboa; a Academia Portuguesa de História; a Sociedade de Geografia de Lisboa e várias Sociedades de Geografia do Brasil.

Foi iniciado na Maçonaria, em data incerta, numa Loja pertencente ao Grémio Luso-Escocês. Em 1969, um grupo de antigos Maçons editou um postal com as insígnias maçónicas de Gago Coutinho.O seu avental encontra-se hoje no Museu Maçónico Português.

Foram-lhe condecidos os mais altos graus de várias condecorações nacionais e estrangeiras, como as Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito; Grã-Cruz da Ordem do Rei Leopoldo, da Bélgica; Grã-Cruz do Cruzeiro do Sul (Brasil); Comendador da Legião de Honra, de França; Mérito Militar, de Espanha.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Alcácer do Sal (Freguesias de Alcácer do Sal e Torrão); Albufeira; Alcanena (Freguesias de Alcanena e Vila Moreira); Alcobaça (Freguesias de Alfeizerão e São Martinho do Porto); Alcochete (Freguesias de Alcochete e Samouco); Alenquer; Aljustrel; Almada (Freguesias da Charneca de Caparica, Sobreda e Trafaria); Almeida (Freguesia de Vilar Formoso); Almeirim (Freguesias de Almeirim e Fazendas de Almeirim); Amadora; Ansião; Arruda dos Vinhos; Aveiro (Aveiro e São Jacinto); Avis; Azambuja (Freguesia de Vila Nova da Rainha); Barreiro (Freguesias do Barreiro, Palhais e Santo António da Charneca); Beja (Beja e Cabeça Gorda); Belmonte; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Borba; Bragança; Cadaval (Freguesia da Vermelha); Caldas da Rainha (Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Deliberação de 01-10-1971); Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais, Estoril, Parede e São Domingos de Rana); Castro Verde; Celorico da Beira; Chamusca; Coimbra; Coruche (Freguesias de Coruche e Couço); Covilhã (Freguesia do Teixoso); Crato; Cuba (Freguesia de Vila Alva); Elvas; Évora; Faro; Ferreira do Alentejo (Freguesias de Ferreira e Figueira de Cavaleiros); Golegã; Gondomar (Freguesias de Gondomar e Rio Tinto); Grândola (Freguesias de Grândola e Melides); Guarda; Guimarães; Idanha-a-Nova (Freguesias de Idanha-a-Nova e Ladoeiro); Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lagoa (Freguesias de Ferragudo e Lagoa); Lagos; Leiria; Lisboa (Freguesias); Loulé (Freguesias de Almancil, Loulé e Quarteira); Loures (Freguesias de Apelação, Bucelas, Camarate, Frielas, Moscavide, Sacavém, Santa Iria da Azóia, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha, Unhos); Lourinhã; Mação; Mafra; Maia; Mangualde; Marco de Canaveses (Freguesias de Marco de Canaveses e Várzea do Douro); Marinha Grande (Freguesias de Marinha Grande e Vieira de Leiria); Matosinhos; Mêda; Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Bedros, Baixa da Banheira e Moita); Montalegre; Montemor-o-Novo; Montijo (Freguesias de Montijo, Pegões, Samouco e Santo Isidro de Pegões); Moura; Nelas (Freguesias de Nelas e Santar); Nisa; Odemira (Odemira, Sabóia e Vila Nova de Milfontes); Odivelas (Freguesias da Pontinha, Póvoa de Santo Adrião e Ramada); Oeiras (Freguesias de Carnaxide, Caxias e Oeiras); Olhão; Ourém; Ourique, Ovar (Ovar e Cortegaça); Palmela (Freguesias de Águas de Moura, Palmela e Pinhal Novo); Paredes; Peniche; Pinhel; Ponte de Sôr; Portalegre; Portel; Portimão; Porto; Redondo; Ribeira Brava; Ribeira Grande (Freguesia da Maia); Salvaterra de Magos (Freguesias de Foros de Salvaterra e Salvaterra de Magos); Santa Comba Dão; Santa Maria da Feira (Freguesia de Arrifana); Santarém (Freguesias de Amiais de Baixo e Santarém); Santiago do Cacém; Santo Tirso; São Brás de Alportel; São João da Madeira; Seixal (Freguesia de Corroios); Serpa (Freguesia de Pias), Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal; Silves (Freguesias de Armação de Pêra, São Bartolomeu de Messines e Silves);Sines;  Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Cacém, Casal de Cambra, Queluz, Rio de Mouro, Santa Maria e São Miguel e São Pedro de Penaferrim);  Sobral de Monte Agraço; Tavira (Freguesia de Santa Luzia); Torres Vedras; Trancoso (Freguesia de Freches); Trofa (Freguesias de São Romão do Coronado e Trofa); Valongo (Freguesias de Alfena, Campo e Ermesinde); Valpaços; Vendas Novas; Viana do Castelo; Vila Franca do Campo; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alhandra, Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova da Barquinha (Freguesia de Atalaia); Vila Nova de Foz Côa; Vila Nova de Gaia (Freguesias de Arcozelo e Vila Nova de Gaia); Vila Nova de Paiva; Vila Viçosa (Freguesias de Bencatel e Vila Viçosa); Vinhais.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 12, Pág. 22, 23 e 24)

Fonte: “Instituto Camões – Ciência em Portugal, Personagens e Episódios”.

Fonte: “A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria”, (de António Ventura, Edições Nova Vega, 1ª Edição 2013, Pág. 95 e 96).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág.  173 e 174).

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