Ruas Que Já Tiveram Outros Nomes

 

O Campo Grande, além de ser uma Artéria atípica, já teve várias designações e, até a mesma designação em tempos diferentes. Aqui fica um pouco da sua história.

 

CAMPO GRANDE, é mais uma designação toponímica sem “Tipo”, tal como são o Campo Pequeno, a Costa do Castelo, o Paço da Rainha, ou Triste Feia, etc.

Refira-se que em termos administrativos, a freguesia dos Santos Reis do Campo Grande fazia parte do conjunto de freguesias do Termo de Lisboa passando a ser em 1852 uma das 22 freguesias do Concelho dos Olivais, até em 1885 integrar o Concelho de Lisboa.

Assim, o Campo Grande tinha de cada lado uma Artéria com Designação própria; a numeração ímpar (isto é, o lado esquerdo, no sentido Sul/Norte) era Rua Ocidental e a númeração Par (lado direito no sentido Sul/Norte), era a Rua Oriental.

A Câmara Municipal de Lisboa, através do Edital de 19-01-1916, transformou num único Topónimo de: Campo Grande

Nove anos depois, foi o local escolhido para homenagear os heróis da novíssima arte de voar. Pelo Edital de 07-05-1925, foi resolvido que a antiga Rua Ocidental do Campo Grande ganhasse a denominação de Avenida Sacadura Cabral – Grande Herói da Aviação. No mês seguinte, por deliberação camarária de 02-06-1925 foi dado à Rua Oriental a denominação de Avenida Óscar Monteiro Torres, Aviador morto em combate na I Guerra Mundial. Já antes, a 15 de Fevereiro, tinha sido atribuído à Rua do tipo Norte do Campo Grande, a designação de Rua António Stromp, com a legenda de “Desportista – Século XX”. Refira-se que o primeiro grande Estádio foi inaugurado em 1912, no topo norte do Jardim do Campo Grande.

Só que no ano seguinte, na sessão de Câmara de 26/08/1926 e consequente Edital de 14/09/1926, foi resolvido manter no Campo Grande a sua antiga denominação de Campo Grande.

Decorridos mais nove anos e a instalação do Estado Novo, uma deliberação de Câmara de 16/05/1935, faz com que as antigas denominações anteriores à I República de Ruas Oriental e Ocidental do Campo Grande passem a denominar-se como o próprio parque do local, Campo 28 de Maio. E, o Edital de 18/05/1935 determina assim que o topónimo Campo 28 de Maio passe a substituir as antigas Ruas Oriental e Ocidental, o próprio parque e ainda, a Rua António Stromp.

Na década seguinte, o Edital municipal de 23/12/1948, voltou a denominar o arruamento como Campo Grande, topónimo que se manteve até à actualidade, com o acréscimo da antiga Praça Mouzinho de Albuquerque (correspondente ao espaço onde se localiza a Estátua da Guerra Peninsular) integrada no Campo Grande, por edital de 23/03/1954.

Com a designação de Campo Grande ou com as anteriores, existiram ou ainda existem, instituições como: Asilo D. Pedro V, no nº 380; Batalhão de Sapadores Bombeiros, 3ª Companhia; Igreja Paroquial do Campo Grande; Museu Rafael Bordalo Pinheiro (que, contrariamente ao que parece à primeira vista, não foi fundado por Rafael Bordalo Pinheiro mas sim por Cruz Magalhães); A Biblioteca Nacional de Porftugal, nº nº 83 (obra do Arquitecto Pardal Monteiro); Horto do Campo Grande, no nº 171; Museu da Cidade, no nº 245; a Universidade Lusófona. No nº 376 (onde se licenciou o Sr. Miguel Relvas); a Casa de Bicicletas de Aristides Martins; O Retiro do Quebra Bilhas, no nº 312, fundado em 1793 e onde muitos Fadista actuaram; Estação dos CTT, etc.

Fonte: “Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa”

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