José Afonso, deixou-nos faz hoje 29 anos

“Eles comem tudo;

Eles Comem tudo;

Eles Comem tudo;

E não deixam nada”

 

Já em 1963, José Afonso sentia, escrevia e cantava desta maneira.

 

 

Queluz 0011JOSÉ Manuel Cerqueira AFONSO dos Santos, artísticamente conhecido por Zeca Afonso, nasceu (na Freguesia da Glória) em Aveiro, a 02-08-1929, e faleceu em Setúbal, a 23-02-1987. Era filho de José Nepomuceno Afonso, Juiz, e de Maria das Dores Dantas Cerqueira, Professora Primária.

Formado em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, tendo exercido o Magistério em diversos estabelecimentos de ensino. Esteve em Moçambique como Professor do Ensino Oficial (1963-1966).

Fixou-se em Coimbra (1940), depois de ter passado por Angola (1933-1936), Moçambique (1937) e Belmonte (1938-1939). Começou a cantar no liceu, acompanhado à viola pelo seu amigo Rui Pato, e continuou a fazê-lo na Universidade de Coimbra. No final da década de 50 editou o seu primeiro disco, Balada do Outono. Paralelamente, desempenhou funções de professor, actividade que lhe permitiu travar conhecimento com Zélia Santos, com quem veio a casar. Em 1964, partiu novamente para África, agora para Moçambique, facto que contribuiu para tornar mais forte a sua posição anticolonialista. No regresso a Porrugal foi confrontado com a expulsão do liceu onde leccionava e a música surgiu, então, como uma opção de sobrevivência; a sua voz começou depois a ser, gradualemte, reconhecida por uma geração, que via nele o estandarte de valores tão fundamentais como a liberdade, factor que determinou, mais tarde, a escolha de Grândola Vila Morena para senha da revolução do 25 de Abril de 1974, transformando-se em símbolo da revolução. Gravou 15 álbuns entre 1964 a 1985. Nas suas canções valorizou as suas raízes poético-musicais e emprestou-lhes um sabor rítmico e melódico, ausente dos seus primeiros trabalhos, inspirados no fado de Coimbra.

Destaque, na sua obra, para “Baladas e Canções” (1964), “Cantigas de Maio” (1971), “Venham mais Cinco” (1973) e “Como se Fora Seu Filho” (1983). Em sua memória foram criados a Associação José Afonso e o Prémio José Afonso (da Câmara Municipal da Amadora) e gravaram-se dois discos em que vários artistas portugueses o homenagearam, cantando as suas canções: “Filhos da Madrugada”, e “Maio, Maduro Maio” (1995).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Albufeira; Alcanena; Aljustrel; Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Aveiro; Barreiro (Freguesias de Palhais e Santo António da Charneca); Benavente; Braga; Cascais (Freguesias de Carcavelos, Cascais e Parede); Castelo Branco (Freguesia de Alcains); Coimbra; Coruche; Entroncamento; Faro; Ferreira do Alentejo (Freguesia de Figueira dos Cavaleiros); Figueira da Foz; Fronteira; Gondomar; Guarda; Lagos; Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 09-12-1988); Loulé; Loures (Freguesias de Apelação, Camarate, Loures, Lousa,Prior Velho, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha e Unhos); Lousã; Mangualde; Marinha Grande; Moita (Freguesias de Gaio-Rosário e Moita); Montemor-o-Novo; Montijo (Freguesias de Montijo e Sarilhos Grandes); Óbidos (Freguesias das Gaeiras); Odemira (Freguesia de São Luís); Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas, Olival Basto, Pontinha e Ramada); Oeiras (Freguesias de Carnaxide e Porto Salvo); Olhão; Ovar; Palmela (Freguesias de Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Ponte de Sôr; Portimão; Sabugal; Salvaterra de Magos (Freguesia de Glória do Ribatejo); Santiago do Cacém (Freguesia de Alvalade); Seixal (Freguesias da Amora e Seixal); Serpa; Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Freguesias de Agualva, Algueirão Mem Martins; Belas, Queluz e São Pedro de Penaferrim); Torres Novas; Trofa; Valongo; Vidigueira; Vila do Conde; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, São João dos Montes e Vialonga).

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, 2008, Pág. 13).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 14, 15, 16, 17 e 18)

A “Placa Toponímica” é da Toponímia de Queluz.

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