Rodrigo Bessone Basto, um grande Desportista, quase desconhecido.

Rodrigo Bessone Basto, um “Campeão” praticamente desconhecido do grande público.

 

 

Algés 100RODRIGO Maria de Piedade Soares BESSONE BASTO, Desportista, natural da Freguesia de Santos-o-Velho (Lisboa), nasceu a 10-03-1895 e faleceu em 1970. Tinha seis anos de idade quando esteve a ponto de ser vítima de uma febre tifóide. Morava então, juntamente com os pais, na Rua do Olival, frente ao Museu de Arte Antiga. Tratava-o da grave doença, um dos melhores Médicos da época, o saudoso Dr. Tomás de Melo Breyner, Conde de Mafra, que aconselhou a sua transferência para outo ponto. E lá foi o petiz, de trem, com os pais e o Médico, a caminho de Queluz. Fraco como estava, levava a mãe, no trem, para o que fosse preciso, uma panelinha de canja de galinha.

O primeiro triunfo do Sport Algés e Dafundo, foi obra de Rodrigo Bessone Basto, em 1916, na travessia do Bugio a Santo Amaro de Oeiras. Venceu a 1ª travessia do Douro a nado em 1917. Constituiu uma extraordinária manifestação desportiva entusiasticamente seguida por milhares de adeptos e curiosos, alguns deles transportados em dezenas de embarcações.

Aos 15 anos de idade, Rodrigo Bessone Basto entrou para os escritórios da Companhia Nacional de Navegação, onde sempre trabalhou. Aos 16 anos, como amador, que sempre foi, iniciou uma carreira desportiva triunfal.

A primeira grande prova em que participou foi de 100 metros livres, em Paço de Arcos, em 1911. Classificou-se em primeiro lugar. No ano seguinte, “Estafeta Marítima”, ganhou um segundo lugar e dois primeiros, em 300 metros, 200 metros e 400 metros livres, respectivamente.

O ano de 1913 trouxe-lhe o primeiro grande troféu: a Medalha dos Jogos Atléticos, recebida em São João do Estoril. Em 1914, classificou-se em segundo lugar nos 100 metros livres, nas provas para os Jogos Olímpicos, que não se realizaram por causa da I Guerra Mundial.

Triunfos mais significativos: 1916: 1º lugar em 500 metros livres (Taça Henrique Seixas) por equipas; 1º lugar em 500 metros livres (Taça Camões); 1º lugar na travessia do Tejo (Escudo Ginásio) 41 minutos e 40 segundos, Medalha de Ouro; 1º lugar na travessia do Bugio a Santo Amaro de Oeiras, em 1 hora, 29 minutos e 58 segundos, Medalha de Ouro; 1º lugar na travessia do Tejo (Taça Silva Carvalho), em 37 minutos e 56 segundos; 1º lugar em 500 metros livres (Ginásio Clube Português). 1917: 1º lugar na meia milha; 2º lugar em 100 metros livres; 1º lugar na travessia do Tejo (Taça Silva Carvalho), em 44 minutos, da Trafaria a Pedrouços; 1º lugar na prova de mar Estoril-Cascais (Ginásio Clube Português), em 49 minutos e 19 segundos (estas duas provas foram efectuadas na mesma manhã com um intervalo inferior a uma hora); 1º lugar na travessia do Tejo (Escudo Ginásio), Medalha de Ouro; 1º lugar em 200 metros livres (Taça Figueira); 1º lugar na travessia do Porto (8.500 metros no tempo record de 1 hora, 19 minutos e 42 segundos, que lhe valeu mais uma Medalha de Ouro); 1º lugar em 500 metros livres (Taça Camões); 2º lugar (Taça Henrique Seixas) em water polo; 1º lugar na travessia do Tejo (Escudo Ginásio), Medalha de Ouro. 1918: 1º lugar na travessia do Tejo (Taça Silva Carvalho( “record” 36 minutos; 1º lugar na prova de mar Estoril-Cascais (Ginásio Clube Português); 1º lugar na travessia do Porto; 1º lugar na meia milha (Ginásio Clube Português); 1º lugar em 500 metros livres (Taça Camões); 1º lugar na milha (Taça Veloso Lima); 1º lugar em 500 metros livres (Ginásio Clube Português); 1º lugar na (Taça Carlos de Moura) em water polo..

Em 1919, Bessone Basto, além de ter vencido várias provas nacionais, foi também vencedor dos 400 metros livres nos Campeonatos Nacionais de França, realizados em Paris, por ocasião dos Jogos de Pershing.

Em 1920: Sete primeiros lugares, conquistando mais duas Medalhas de Ouro; e dois segundos lugares em rpovas nacionais.

Em 1921 acrescentou ao seu curriculum desportivo mais cinco primeiros lugares em Portugal, entre os quais a “Taça Cinco de Outubro”, comemorativa do aniversário da implantação da República. Bessone Basto foi proclamado Campeão Regional de 400, 800 e 1.500 metros livres e sagrou-se Campeão Nacional de 400 e 800 metros livres, cabendo-lhe assim as honras máximas devidas ao melhor nadador português.

Em 1922, mais seis primeiros lugares e uma Medalha de Ouro. Participou em Paris na travessia do Sena para amadores e profissionais, no qual, devido a um engano de inscrição, participou nas duas provas. Ficou em 4º lugar na de amadores e em 6º lugar na de profissionais.

Em 1923, Bessone Basto, como jogador de water polo do Sport Algés e Dafundo, foi proclamado Campeão Regional e Nacional, título que manteve nos anos de 1924, 1926, 1928, 1929, 1930 e 1931. O seu último jogo, foi contra o Clube de Natación de Barcelona, o que lhe valeu o Medalhão Desportivo deste Clube.

Em 1924, Bessone Basto, durante este período, repetiu triunfos: venceu várias travessias, ganhou diversos títulos de Campeão Nacional, bateu “records” e arrecadou Medalha de Ouro.

Depois de abandonar a competição, tornou-se dirigente desportivo, foi, quase ininterruptamente, dirigente do Sport Algés e Dafundo e, desde 1949, membro eleito do Comité Olímpico Português. Foi o propulsor na natação na Mocidade Portuguesa, a convite do então Ministro da Educação, Prof. Dr. Carneiro Pacheco e do Engº Nobre Guedes, Vice-Presidente daquele Comité.

Durante alguns anos serviu também, obsequiosamente, a Armada e o Exército, dando Instrução de natação nas suas Escolas dre Educação Física, de onde saíram depois, os primeiros Instrutores.

Ao longo da sua vida desportiva foi distinguido com as seguintes condecorações: Grau de Oficial da Ordem da Instrução Pública; o Emblema Desportivo Alemão, oficialmente atribuído pelo Governo de Berlim; a Medalha de Serviços Distintos da Federação Portuguesa de Natação; a Medalha do Comissariado Geral de Educação e Desportos de França e a Medalha “General Pétain” do Desporto Francês.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Oeiras (Freguesia de Algés); Seixal (Freguesia de Corroios).

Fonte: “100 Anos a Formar Campeões – 1915-2015”, (de Emílio Frischknecht, Fernando Madeira e Luís Salgueiro, Edição do Sport Algés e Dafundo, 2015, Pág. 21, 22, 23, 24, 25 e 26)

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