Alexander Fleming, o homem que descobriu a penicilina.

 

Alexander Fleming, o homem que descobriu a penicilina em 1929 e que ganhou o Prémio Nobel da Medicina em 1945, faz hoje 61 anos que faleceu. Está plasmado na Toponímia de Portugal.

 

SD Benfica 0039Alexander Fleming Médico e Cientista, nasceu em Lochfield, Darvel, Ayrshire, Escócia, (Reino Unido), a 06-08-1881, e faleceu em Londres, a 11-03-1955. Casou em 1915 com Sarah Marion McElroy (irlandesa que faleceu em 1949) e em 1953 com Amalia Koutsouri-Voureka (uma colega grega, que conheceu na St. Mary). Do primeiro casamento teve um filho, Médico de Clínica Geral.

Frequentou as Escolas de Louden Moor School, Darvel School, e Kilmarnok. Aos 14 anos mudou-se, juntamente com os seus quatro irmãos, para Londres, onde frequentou a Escola Politécnica em Regent Street. Após completar os estudos começou a trabalhar numa empresa de navegação. Em 1906, Alexandre Fleming alistou-se no Regimento Escocês para combater na guerra anglo-boer, na África do Sul, nunca tendo, porém, chegado a ir para o Transvaal. No ano seguinte entra na Escola Médica de St. Mary, para estudar Medicina, qualificando-se com distinção, em 1906.

Iniciou os estudos científicos em St. Mary, com Sir Almroth Wright, um pioneiro no campo da vacinoterapia. Alcançou o MB e BS, com Medalha de Ouro, em 1908, exercendo o cargo de Professor Universitário, na mesma instituição, até 1914. Serviu, durante a I Guerra Mundial, como Capitão no Corpo Médico do Exército. Durante a guerra Fleming encontrou um cenário de infecções tão drásticas que levavam à morte rápida do soldado. Perante este panorama tentou descobrir algo que combatesse as infecções, mesmo aquelas causadas pelas explosões de granadas. Assim, a acção de Fleming, também, pode ser notada no trabalho desenvolvido com os feridos de guerra, onde produziu imensas inovações. Regressou a St. Mary nos anos 20 interessando-se principalmente pela acção natural da bactéria.

fleming-alexanderEm 1921 descobre em tecidos e secreções uma importante substância bacteriológica que ele nomeou Lysozome e que tinha um natural efeito antibacteriano, apesar de não actuar em agentes infecciosos fortes. Desta forma, as suas investigações continuaram, tendo sido nesta sequência que Alexander Fleming descobriu a penicilina, em 1928. Reparou também, e, esta é a descoberta mais importante, numa auréola em volta do bolor que indicava que a bactéria tinha sido destruída, deduzindo assim que o bolor libertava uma substância que inibia o crescimento da bactéria. Este fungo ou bolor foi chamado de Penicillium notatum, tornando-se num agente poderoso no combate de infecções.

Fleming apresentou as suas descobertas em 1929, no British Journal of Experimental Pathology, não tendo, porém, alcançado grande projecção. Em 1932, abandonou o seu trabalho com a penicilina, providenciando no entanto que amostras do bolor fossem entregues a vários investigadores. O processo de purificação da penicilina, necessário para a sua aplicação em seres humanos, coube a dois cientistas da Universidade de Oxford, Howard Florey e Ernest Chain, que, em 1939, obtiveram uma amostra e pretenderam isolar as substâncias do bolor que destruíam a bactéria. Rapidamente, os dois cientistas purificaram a penicilina em quantidade suficiente para efectuar, com êxito, experiências com ratos, aos quais foram dadas grandes doses de bactérias.

A partir de 1940, durante a II Guerra Mundial, o medicamento passou a ser aplicado em injecções. Foram instaladas pequenas fábricas de produção de penicilina e o medicamento passou a ser produzido em larga escala pela indústria Farmacêutica nos Estados Unidos da América. No período da guerra, a penicilina serviu para salvar a vida de milhões de soldados feridos no campo de batalha. Alexander Fleming escreveu numerosos estudos sobre bacteriologia, imunologia, descreveu as suas descobertas do lysozome e penicilina. Logo após o reconhecimento de que a penicilina era o mais eficaz medicamento no combate das infecções.

Fleming recebeu 25 graus honoris causa, 26 medalhas, 18 prémios, 13 condecorações e foi nomeado sócio de 87 academias e sociedades científicas. Foi presidente da Sociedade de Microbiologia, membro da Academia das Ciências e Membro Honorário de quase todas as sociedades médicas e científicas do mundo. Foi, ainda, Reitor da Universidade de Edimburgo, durante os anos 1951 a 1954.

Foi armardo cavaleiro pelo rei Jorge VI, em 1944, juntamente com Florey. Em 1945, recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina, simultaneamente com Florey e Chain. Faleceu a 11 de Março de 1955, em Londres.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira, Almada; Amadora; Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 30-09-1997, ex-Rua D à Rua Lúcio de Azevedo).

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento” (7º Volume, Círculo de Leitores, Pág. 1075)

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