Lisboa e os seus “Bairros Sociais”

O Bairro Social do Arco do Cego é mais um dos muitos Bairros Sociais da Cidade de Lisboa. Aqui fica um pouco da sua história.

 

Bairro Social do Arco CegoConstruído na antiga Quinta das Cortes, o Bairro situa-se a Norte dos Institutos Nacional de Estatística e Superior Técnico, entre a Igreja de São João de Deus, a Rua do Arco do Cego e a Avenida João XXI.

É a mais importante realização do Estado Novo, iniciada ao abrigo do Decreto 4137, de 25-04-1918, que criou o regime das Casas Económicas e instituiu a intervenção da Administração Pública no grave problema da habitação das classes populares.

O projecto, da I República, é de Edmundo Tavares e Frederico Machado e o promotor alternou várias vezes entre o Ministério das Obras Públicas e a Câmara Municipal de Lisboa.

O início das obras remonta a 1919 mas só nos anos 30, já com Salazar no poder, se concentraram todos os esforços para que fosse de facto concluído.

Em 10 de Março de 1935 foi, finalmente, inaugurado com gramde pompa e circunstância.

Tipologias muito variadas, incluindo habitações com estúdios para Artistas Plásticos, Lojas e Estabelecimento de Ensino.

Como era normal os arruamentos foram baptizados com números e, antes da inauguração, como deve ser, através do Edital de 18 de Julho de 1933, foram atribuídas as seguintes designações: Brito Aranha (Rua 1); Barbosa Colén (Rua 2); Arnaldo Gama (Rua 3); Fernando Pedroso (Rua 4); Caetano Alberto (Rua 5); Gomes Leal (Rua 6); Vilhena Barbosa (Rua 7); Xavier Cordeiro (Rua 8); A Avenida Magalhães Lima, teve esta designação através do Edital de 12-03-1932.

Já as seguintes designações: Ruas Reis Gomes, Nunes Claro, Tomás Borba, Silvío Rebelo, Cardoso de Oliveira e Desidério Bessa, foram através do Edital 22/55, de 31 de Dezembro de 1955.

Quanto à Rua Costa Goodolfim, teve primeiramente, em 1926, o seu nome atribuído a uma Artéria, ainda em planta, no Bairro Bégica, que seria o prolongamento da Avenida António Augusto de Aguiar, esta, porém, não passou da planta.

Mais tarde, em 1932, por proposta do Vogal da Câmara Carvalho Teixeira, foi atribuído à Rua A o nome de Costa Goodolfim, através do Edital de 21-01-1933.

Fonte: “Prédios e Villas de Lisboa”, (de Nuno Teotório Pereira e Irene Buarque, Livros Horizonte, Edição de 1995, Pág. 368 e 369)

Fonte: “Dicionário da História de Lisboa”, (Direcção de Francisco Santana e de Eduardo Sucena, Edição de 1994, Pág. 78 e 79)

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