Augusto Cabrita, se fosse vivo, faria hoje 93 anos de idade

 

Augusto Cabrita, um Fotógrafo Português, pouco conhecido dos seus conterrâneos. Aqui ficam alguns traços biográficos.

 

AUGUSTO António do Carmo CABRITA, Fotógrafo e Reliazador, nasceu no Barreiro, a 16-03-1923, e faleceu em Lisboa a 01-02-1993. Fotógrafo e Cineasta, desde muito jovem dedicou-se à Fotografia tendo recebido diversos prémios pelos seu trabalhos.

Augusto CabritaAutodidacta em fotografia, começou também a tocar de ouvido, piano e um pouco mais tarde acordeão e celesta. A música, tal como a fotografia, era uma das suas grandes paixões. A frequência dos estúdios e salas da Valentim de Carvalho em Lisboa permitiu-lhe praticar intensamente piano, e estabelecer fortes relações de amizade com os directores da empresa.

No final dos anos 40 marcou presença em exposições e concursos nacionais e internacionais de fotografia, onde ganhou várias altas distinções como o Prémio Rizzoli (fotografia publicitária), Itália. Em 1956 inaugurou na Rua Dr. Eusébio Leão (Barreiro) um estúdio de fotografia. Nesse mesmo ano casou com D. Maria Manuela Peixinho de quem teve três filhos (Maria Manuela, Augusto António e Luisa Maria).

Acompanhou ao piano as cançonetistas Lina Maria e a sua conterrânea Maria de Lurdes Resende. Fez capas para discos de Amália Rodrigues, Carlos Paredes, Luís de Gois, Maria Barroso (poemas), Simone de Oliveira, etc.

Fotógrafo de imagens fixas ou a 24 fotogramas por segundo, Augusto Cabrita distinguiu-se pela quantidade e qualidade de película que forneceu para a imprensa, televisão e cinema. Foi um dos nomes de proa da fotografia do nosso país, tendo sido distinguido com vários prémios: Prémio da crítica (1962), Prémio Nacional de Cinema (1964, 1970 e 1971), Trofeu Foca de Ouro, em São Paulo (1968).

Participou ainda, como fotógrafo, nos seguintes filmes: Belarmino, Ilhas Encantadas e Catembe. Como realizador dirigiu “Macau” (1961), “Os Caminhos do Sol”, (com a colaboração de Carlos Vilardebó), “Na Corrente” (1970), “O Mar Transporta a Cidade” (1977), e “A Nora” (1978).

No campo editorial lançou vários títulos sobre escultura, pintura, fotografia e teatro. Foram, porém, os trabalhos para a TV e para o Cinema que deram firme personalidade à sua carreira, “à máquina fotográfica, que sempre o acompanhava onde quer que estivesse, juntou-se pois a câmara”. A sua lista de curtas metragens e de reportagens para a RTP ultrapassa as 650. Foi operador, director de fotografia, realizador e até produtor, porém sem jamais abdicar do que mais gostava de ser – um repórter, um olheiro dos acontecimentos, um historiador da actualidade.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Barreiro (Cidade do Barreiro e Freguesia de Santo António da Charneca); Setúbal.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 113)

Fonte: “Rostos.pt”

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