Camilo Castelo Branco, um dos maiores Escritores Portugueses, nasceu há 191 anos

 

Camilo Castelo Branco, um dos maiores Escritores Portugueses, foi, também, certamente, o que mais obras publicou.

 

Camilo Castelo BrancoCAMILO Ferreira Botelho CASTELO BRANCO, Escritor, nasceu em Lisboa, a 16-03-1825, e faleceu em São Miguel de Seide (Vila Nova de Famalicão), a 01-06-1890. Filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, que foi Empregado dos Correios, pertencia a uma família afidalgada de Trás-os-Montes, e de Jacinta Rosa do Espírito Santo. Ficou órfão de mãe aos 2 anos de idade e de pai aos 10 anos.

A sua actividade desdobrou-se  pelos mais variados géneros, destacando-se como novelista, poeta, contista, dramaturgo, polemista, jornalista, tradutor e editor. Deixou uma obra vastíssima. Teve uma vida muito atribulada. Filho natural, ficou orfão bastante cedo (a mãe morreu  quando Camilo tinhas dois anos e o pai quando ele tinha dez), tendo passado a viver, primeiro, com uma tia, em Vila Real, depois, com uma irmã, em casa do cunhado desta, o padre António de Azevedo, em Vilarinho da Samardã, onde recebeu educação literária e religiosa. Em 1841, quando contava dezasseis anos, casou-se com uma aldeã, Joaquina Pereira, passando a viver em Friúme, Ribeira de Pena. Em 1842, foi estudar com o padre Manuel da Lixa, em Granja Velha, para preparar o acesso á Universidade. Estudou medicina no Porto, de 1842 a 1844, e preparou-se para ingressar no curso de Direito em Coimbra, que não chegou a frequentar. Em 1843, nasceu Rosa, filha do casal. Três anos depois, Camilo apaixonou-se por uma rapariga de Vila Real, Patrícia Emília de Barros, com quem fugiu para o Porto. Foi mandado prender pelo tio da moça. Em 1847, morreu Joaquina Pereira, em Friúme. A partir de 1848, ano em que morreu a filha Rosa e nasceu Bernardina Amélia, da sua relação com Patrícia Emília, fixou-se no Porto, onde se dedicou á actividade jornalística. Integrando-se no grupo dos »Leões« do café Guichard, dedicou-se aos escritor polémicos e á novelística. Entre as suas várias aventuras amorosas salienta-se a sua paixão por Ana Plácido, cujo casamento o levou a matricular-se num seminário, em 1850. Nesse mesmo ano foi viver para Lisboa, onde escreveu o seu primeiro romance, »Anátema«, passando a viver exclusivamente do que escrevia. Em 1858, fugiu com Ana Plácido. Os dois foram presos, acusados de adultério e absolvidos posteriormente, em 1861. Após a morte do marido de Ana Plácido, em 1863, passaram a viver com os filhos (Manuel Plácido, nascido em 1859 e Jorge, nascido em 1863) na casa de Manuel Pinheiro Alves, em São Miguel de Ceide. No ano seguinte (1864) nasceu Nuno. Dependente da sua escrita para sustento da família, que lhe causava inúmeros problemas (Ana Plácido era uma escritora sem talento; Mnauel Plácido morreu, em 1877, com dezanove anos, Nuno era um desocupado, que o pai procurou fazer assentar, através do casamento com uma jovem que o próprio Camilo ajudou a raptar, Jorge, alma sensível, dotado para a escrita e para a pintura, enlouqueceu), Camilo viveu dificuldades económicas. Os seus problemas agravaram-se com o avanço progressivo da cegueira. Em 1890, irremediavelmente cego, suicidou-se com um tiro de pistola, no dia 1 de Junho, na casa de São Miguel de Ceide. A produção literária de Camilo foi profundamente influenciada pelas atribulações, nomeadamente amorosas, da sua vida. Tendo de se sujeitar ás exigências dos seus editores, fazendo cedências, apressando a escrita, recorrendo a estereótipos que satisfizessem o gosto da época, a sua produção foi algo irregular, apresentando algumas falhas. No entanto, soube pintar de forma ímpar os costumes e os modos de falar das gentes de Trás-os-Montes e Entre Douro e Minho. Considerado um dos grandes prosadores românticos, ainda durante a sua vida, foi muito admirado pela geração ultra-romântica e homenageado oficialmente, em 1885, com o título de Visconde Correia Botelho. É considerado um dos grandes escritores da sua época.

Entre as suas obras, inúmeras, destacam-se as novelas e os contos. Numa fase inicial, Camilo inclinou-se para a novela enredada e terrífica, de que servem de exemplo »Anátema«, (1850), »Mistérios de Lisboa«, (1854), ou »Livro Negro do Padre Dinis«, (1855). Em breve, porém, assumiu uma posição única no panorama literário português, com novelas como »Onde Está a Felicidade ?«, (1856), ou »Vingança de Carlota Ângela«, (1858), em que as personagens atingem a intensidade passional que o celebrizou.

Mas foi nos longos meses de clausura que o autor atingiu a plenitude dos seus dons narrativos e romanescos, em »Romance de Um Homem Rico«, (1861) e na sua mais conhecida novela, »Amor de Perdição«, publicada em 1862. Seguiram-se as novelas »Doze Casamentos Felizes«, (1861), e »O Bem e o Mal«, (1863). Explorou também o humorismo e a sátira nas obras »Coração, Cabeça e Estômago«, (1862), ou »A Queda de Um Anjo«, (1866). São numerosas as suas novelas históricas, tais como »Luta de Gigantes«, (1851), »O Judeu«, (1866), »O santo da Montanha«, (1866), »O Regicida«, (1874), e »A Caveira do Mártir«, (1875). As »novelas do Minho« (1875-1877) marcaram um ponto de viragem na obra de Camilo. Influenciado pelo Realismo, mas sem pôr de lado o romanesco habitual, tornou-se mais atento á descrição do quotidiano. Em »Eusébio Macário«, (1879), e »A Corja«, (1880) imita, ridicularizando, os novos processos do romance naturalista. No entanto, »A Brasileira de Prazins«, (1882), já sem intito de paródia, denuncia a assimilação parcial do Naturalismo, confirmada pela sua última novela, »Vulcões de Lama«, (1886). Para o teatro escreveu os dramas »Agostinho de Ceuta«, (1847) e »O Marquês de Torres Novas«, (1849). Como polemista, escreveu, entre outros textos »Os Críticos do Cancioneiro Alegre«, (1879), e »A Questão da Sebenta«, (1883).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Almada (Cidade de Almada e Freguesias da Caparica e Charneca de Caparica); Almeirim; Alvito (Freguesia de Vila Nova da Baronia); Amadora; Amarante; Arruda dos Vinhos; Aveiro; Avis (Freguesia de Ervedal); Baião (Freguesia de Santa Cruz do Douro); Barcelos; Barreiro (Cidade do Barreiro e Freguesia de Palhais); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Boticas; Braga; Bragança; Cabeceiras de Basto (Cabeceiras de Basto e Freguesia de Cavez); Cascais (Freguesias de Alcabideche, Cascais, Parede e São Domingos cde Rana); Castelo Branco; Castro Verde; Chaves (Freguesia de Santa Cruz-Trindade); Coimbra; Entroncamento; Esposende; Évora; Fafe (Freguesias de Fafe e Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo (Freguesia de Figueira de Cavaleiros); Fundão; Gondomar (Freguesias de Fânzeres, Gondomar, Rio Tinto e Valbom); Grândola; Guarda; Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesias de Caldas das Taipas, Lordelo e Torcato); Ílhavo (Freguesia de Gafanha da Nazaré); Lagoa (Freguesia de Estômbar); Lagos; Lamego; Leiria; Lisboa (Freguesia de Coração de Jesus); Loulé; Loures (Freguesias de Camarate, Sacavém, Santa Iria de Azóia, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros e São João da Talha); Macedo de Cavaleiros; Maia; Mangualde; Marinha Grande; Matosinhos (Freguesia de Leça do Balio); Mirandela; Moimenta da Beira; Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita); Montalegre; Montijo (Freguesias de Montijo e Pegões); Murtosa; Odivelas (Freguesias de Caneças, Famões, Odivelas e Ramada); Oeiras (Fregueais de Barcarena, Oeiras e Queijas); Oliveira de Azeméis (Freguesias de Cucujães e São Roque); Oliveira do Hospital; Ovar (Cidade de Ovar e Freguesia de Esmoriz); Palmela (Freguesias de Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Paredes (Freguesia de Vandoma); Penafiel (Freguesia de Novelas); Peniche (Freguesia de Ferrel); Pinhel; Ponte de Sôr; Portimão; Ribeira de Pena; Sabrosa (Freguesia de Covas do Douro); Sabugal; Santa Cruz (Freguesia do Caniço); Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana, Fiães e Lourosa); Santarém; Santiago do Cacém; Santo Tirso (Freguesias de Areias, Aves, Santo Tirso e São Tomé de Negrelos); São João da Madeira; Seixal (Freguesias do Seixal e Corroios); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal; Silves (Freguesia de Pêra); Sintra (Vila de Sintra, Freguesias de Agualva-Cacém, Algueirão-Mem Martins, Casal de Cambra e Queluz); Trofa (Freguesias de Guidões, São Romão do Coronado e Trofa); Vale de Cambra; Valongo (Fregueaias de Alfena, Campo e Ermesinde); Valpaços; Vendas Novas; Viana do Alentejo (Freguesia de Aguiar); Viana do Castelo; Vila do Conde (Freguesias de Árvore, Junqueira e Vila do Conde); Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova de Famalicão (Vila Nova de Famalicão e Freguesias de Abade de Vermoim, Bairro, Castelões, Delães, Joane, Nine, Oliveira (São Mateus), Pousada de Saramagos, Requião, Riba de Ave, Ribeirão, Martinho Vale, Vermoim e Vilarinho das Cambas); Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia e Freguesias de Avintes e Canelas); Vila Pouca de Aguiar; Vila Real; Vila Real de Santo António; Viseu.

Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presença, 2ª parte, 1997, Pág. 380).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 118).

Anúncios

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: