Crabbé Rocha, Professora e Escritora, faleceu, faz hoje, 13 anos

Crabbé Rocha, como ficou conhecida depois do casamento com o Escritor Miguel Torga, embora não não tendo nascido em Portugal, foi uma estudiosa da cultura portuguesa e, apesar disso, ainda foi impedida, pela PIDE, de leccionar nas Universidades Portuguesas.

 

Por tudo o que fez pela cultura portuguesa, merecia, pelo menos, figurar na Toponímia de Coimbra e de Sabrosa (terra de Miguel Torga, onde passavam os tempos livres).

 

Apesar de já ter feito propostas, há já alguns anos, nesse sentido, nem a Câmara de Coimbra nem a de Sabrosa, compreenderam a importância cultural de Crabbé Rocha.

 

 

CrabbéAndrée Jeanne Françoise CRABBÉ ROCHA, Professora e Escritora, nasceu em Nantes (França), a 03-03-1917, e faleceu em Coimbra, a 16-03-2003. Notável investigadora de temas de história da cultura portuguesa e Professora Universitária, radicada em Portugal após o seu casamento com o Escritor Miguel Torga.

Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Bruxelas (Bélgica), em 1939, Doutorou-se em 1944, com uma tese sobre o Teatro de Garrett, na Faculdade de Letras de Lisboa da Universidade Clássica de Lisboa, onde foi Professora, entre 1945 e 1947, Professora extraordinária, a partir de 1970, e Professora Catedrática, após 1972. Durante os anos em que foi impedida pelo regime da ditadura de ensinar nas Universidades Portuguesas, fez conferências em Portugal e no Brasil e colaborou em diversos jornais e revistas portuguesas e estrangeiras.

Foi colaboradora do Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira, dirigido pelo Professor Jacinto do Prado Coelho, e da Enciclopédia dello Spettacolo. Colaborou em publicações periódicas como O Primeiro de Janeiro e Colóquio/Letras e dirigiu, entre 1978 e 1986, os Cadernos de Literatura. Publicou vários estudos sobre autores e temas da literatura portuguesa, entre os quais se contam Aspectos do Cancioneiro Geral (1949), O Teatro Inédito de Garrett (1949), A Epistolografia em Portugal (1965) e Cartas de Alexandre de Gusmão (1981). Aposentou-se em 1986.

Obras principais: O Teatro de Garrett: Aspectos do Cancioneiro Geral, (1949); O Teatro Inédito de Garrett, (1949); Esboços Dramáticos no Cancioneiro Geral, (1951); A Epistolografia em Portugal, (1965); As Aventuras de Anfitrião, (1969); Introdução ao Teatro de Garrett, (in Obras Completas, 1972); Cartas Inéditas ou Dispersas de Vicente Nogueira, (1972); Garcia de Resende e o Cancioneiro Geral, (1979); Cartas de Alexandre Gusmão, (1981); Temas de Literatura Portuguesa, (1986).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, 1998, Pág. 654 e 655)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 453).

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