Comemora-se hoje o “Dia Mundial do Teatro”

A data foi criada, em 1961, pelo Instituto Internacional do Teatro. Neste dia várias organizações culturais apresentam espectáculos teatrais para comemorar a efeméride, permitindo o acesso gratuito.

 

Neste Dia Mundial do Teatro, muitos são os nomes que poderia destacar, na impossibilidade de os mencionar todos, deixo aqui, apenas, dois nomes, para representar todo o Teatro; Amélia Rey-Colaço e Robles Monteiro; dois grandes Actores e Empresários, e que, até foram casados.

 

 

Carnaxide 0195AMÉLIA Schmidt Lafourcade REY COLAÇO Robles Monteiro, Actriz e Empresária, natural de Lisboa, nasceu a 02-03-1898 e faleceu a 08-07-1990Era filha de Alexandre Jorge Maria Idalécio Raimundo Rey Colaço e de Alice Schmidt Constant Lafourcade.

Cresceu num ambiente economicamente confortável e culturalmente rico, em contacto com uma elite intelectual e artística. Em Dezembro de 1911 foi com a irmã Maria para Berlim, para casa da avó materna, com o objectivo de estudarem música. Também aqui encontrou ambiente cultural estimulante, nas constantes tertúlias em casa da sua vó, Madame Kirsinger, frequentadas por vários artistas da capital alemã. Foram nas suas estadias em Berlim, que atraíram Amélia para a carreira de Actriz.

A grande amizade entre o pai de Amélia e Augusto Rosa (Actor, co-fundador da Companhia Rosas & Frazão) determinou que fosse este a iniciar Amélia na Arte Teatral, com lições particulares de exigente disciplina. Paralelamente, era frequente a participação das irmãs Rey Colaço em récitas de caridade ou particulares, foi notória a sua ida a Madrid em 1915, onde recitaram para D. Afonso XIII e Corte, o que familiarizou a jovem com a presença em público. Na sua formação foram essenciais, além dos ensinamentos de Augusto Rosa, os conselhos e acompanhamento de outras figuras que de certo modo apadrinharam Amélia, como é o caso de Afonso Lopes Vieira, com quem a Actriz frequentemente discutia o seu trabalho. Todo este contexto ajudou Amélia a desenvolver um estilo próprio de representação, diferente do academismo romântico em que Rosa se havia formado.

Cedo se notabilizou em recitais, em especial na interpretação de “cantares galegos”. Decidida a abraçar a carreira do teatro, passou a pisar os palcos a partir de 17-11-1917, tendo-se estreado na peça “Marinela” de Perez Galdós; a sua actuação foi considerada o maior acontecimento artístico da temporada.

Com seu marido o Actor Robles Monteiro (1898-1958), fundou, em 1929 a empresa que durante mais de 40 anos teve a seu cargo o Teatro Nacional. Além de Actriz versátil, que fez dela a grande “senhora” do teatro até à sua despedida do palco em 1974.

Voltou a surgir na televisão na série “Gente Fina é Outra Coisa”, em 1982, como directora de companhia e como encenadora foi a inteligente e culta pedagoga teatral.

Em 1998, ano em que se comemorou o centenário do seu nascimento, a Actriz foi objecto de uma grande homenagem no Teatro Nacional Dona Maria II, onde tem desde então um busto, da autoria de Lagoa Henriques.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Almada; Amadora; Cascais (Fregueisas de Cascais e São Domingos de Rana); Guarda; Lisboa (Freguesia de Benfica); Loures (Freguesias da Portela, Santa Iria de Azóia e São João da Talha); Maia; Matosinhos (Freguesia da Senhora da Hora); Montijo; Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Pontinha); Oeiras (Freguesia de Carnaxide); Palmela (Freguesia de Pinhal Novo); Portalegre; Seixal (Freguesia de Corroios); Sesimbra (**); Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins); Vila Franca de Xira (Freguesis de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Vila Franca de Xira); Vila Nova de Famalicão.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 156 e 157).

Fonte: “Instituto de Camões”

 

 

 

Felisberto Coelho Teles Jordão ROBLES MONTEIRO, Actor e Empresário, nasceu na Freguesia de São Vicente da Beira (Castelo Branco), a 09-09-1888, e faleceu em Lisboa, a 28-11-1958. Era filho de Felisberto Coelho Teles Jordão Monteiro e de Mariana Augusta Ribeiro Robles. Concluído o curso no Seminário da Guarda, após breve experiência como jornalista abraçou a carreira do teatro, tendo ocorrido a sua estreia em 27-12-1913, no Teatro de Dona Amélia. Integrado na Companhia de Lucinda Simões passou depois para o Ginásio e, posteriormente, para o Politeama, onde se tornou Actor-Empresário. Com sua esposa, Amélia Rey Colaço, fundou a Companhia Teatral que a partir de 1929 (e para além da sua morte) foi a concessionária do Teatro Nacional de Dona Maria II. Teve também fugaz actuação no cinema, tendo sido o protagonista de O Primo Basílio, 1923.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Castelo Branco; Lisboa (Freguesia de Benfica); Montijo; Sintra (Freguesia de São João das Lampas).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 369).

 

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