Rocha Martins, um Escritor a re(descobrir)

 

Rocha Martins e os seus artigos publicados no jornal República, punham os Ardinas a gritar; fala o Rocha, Fala o Rocha e, em surdina, acrescentavam; e o Salazar à brocha.

 

Rocha MartinsFrancisco José da ROCHA MARTINS, Jornalista e Historiador, nasceu em Belém (Lisboa), a 30-03-1879, e faleceu em Sintra, a 23-05-1952. Era filho de José Dias Martins e Mariana da Rocha Martins. Frequentou o Instituto Industrial mas não concluiu o Curso.

Atraído pela actividade literária, começou a colaborar com contos e folhetins na imprensa periódica, tornando-se gradualmente conhecido. Frequentou também o Curso Superior de Letras.

Pela mão de Maglhães Lima entrou como folhetinista no jornal »A Vanguarda«, destacando-se pelas temáticas de natureza histórica. Vários dos seus contos/folhetins foram posteriormente publicados em volumes autónomos. Transferiu-se depois para o »Jornal da Noite«. Em 1903-1910 tornou-se Director da »Ilustração Portugueza«, em colaboração com Carlos Malheiro Dias. Colaborou em vários outros jornais. Na década de 20 dirigiu o ABC e, em 1932, fundou o »Arquivo Nacional«.

Em termos políticos, aderiu ao franquismo e à Causa Monárquica. Em 1918 foi eleito Deputado pelo círculo de Oliveira de Azeméis nas listas monárquicas. A partir de 1945 publicou muitos artigos no jornal »República« favoráveis à oposição democrática.

Nos anos quarenta, escreve no jornal República e o grito dos ardinas proclamava: fala o Rocha! Fala o Rocha! Seguido de, em surdina, Salazar está à brocha..

Entre a sua abundante obra, onde avultaram o romance histórico e a história narrativa e biográfica, podem citar-se títulos como: “Os grandes amores de Portugal”, em 1900, “Maria da Fonte”, em 1903, “Bocage”, em 1907, “Rei Santo”, 1907-1908, “A Corte de Junot em Portugal”, em 1910, “A Monarquia do Norte”, em 1922, “Dom Carlos, História do seu Reinado”, em 1926, “Dom Manuel II”, em 1916-1917, “Pimenta de Castro, os Grandes Vultos da Restauração”, em 1939, “Lisboa de Ontem e de Hoje”, em 1946, “Vermelhos, Brancos e Azuis”, em 1950, etc.

Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em 1906 na loja Simpatia e União, mas não passando do grau 1.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Barreiro; Cartaxo (Freguesia de Vila Chã de Ourique); Cascais (Freguesia da Parede); Lisboa (Freguesia de Carnide); Loures (Freguesia de Camarate); Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Porto; Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Belas).

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª Republica, (1910-1926”, (Coordenação de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 286 e 287).

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