Passam hoje 98 anos sobre a Batalha de La Lys

A Batalha de La Lys, foi um autêntico desastre para as tropas portuguesas. Aqui fica a homenagem à memória daqueles que, mesmo mal preparados souberam honrar o nome de Portugal.

 

Batalha de La LysFaz hoje, dia 09 de Abril de 2016, 98 anos sobre a Batalha de La Lys. Assim designada por se ter travado nas margens do rio da Flandres, La Lys, que nasce em França, cerca de Armentières faz fronteira com a Bélgica e desagua em Gante.

Às 4h15 da madrugada de 09 de Abril de 1918, a coberto do escuro da noite, começou o ataque de artilharia e de gás asfixiante aos quartéis-generais, comandos de batalhões, trincheiras e cruzamentos de estradas do sector português, tal como das divisões britânicas laterais, atingindo sobretudo o centro. Pretendiam desencadear um violentíssimo ataque-relâmpago de forma a surpreenderem as tropas luso-britânicas e a conquistarem, rapidamente, azona dos vales do rio Lys e do canal Lawe.

De imediato, as redes de arame farpado, os parapeitos e as próprias trincheiras foram arrasadas, multiplicando os feridos e os mortos. As comunicações telegráficas e telefónicas de superfície foram igualmente destruídas, impedindo o remuniciamento, tal como a actualização informativa e decisória entre a frente e a retaguarda. Ocorre a quebra da linha de comando e de decisãpo entre a base e a primeira linha e nas próprias trincheiras: os combatentes ficaram isolados e entregues à sua sorte. Sem comando de brigada e entregues a si próprias, as unidades da primeira linha tentaram resistir o máximo tempo possível, permanecendo nas ruínas das trincheiras a bombardear o inimigo, até já não restarem munições ou equipamentos de combate. Neste esforço não se distinguiram nacionalidades.

A partir das oito horas, alguns batalhões britânicos chdegaram ao sector português e ocuparam a linha de aldeias e a base do CEP para ajudarem a suster o avanço alemão. Mas em vão! As cerca de quatro horas de combate desproporcional foram demasiado duras, longas e desgastantes para as diminutas tropas portuguesas de uma divisão incompleta. Os alemães alcançam Laventie!

A retirada portuguesa impunha-se, então, de forma a salvaguardar a retaguarda, travar o inimigo e potenciar uma recuperação futura, num processo vulgar de uma guerra de trincheiras.

Às 12h15 de 09 de Abril,o General Gomes da Costa recebeu ordens do XI corpo para recuar o quartel-general da II divisão para Colonne. Chegado a Colonne às 13h30, Gomes da Costa receberá nova ordem britânica, desta vez às 17h40; recuar o quartel-general para St. Venant, local de residência do comandante-geral do CEP, e ordenar a retirada das forças da divisão para a retaguarda. Já em St. Venant, Gomes da Costa relatou a situação de retirada a Tamagnini que, desconhecendo até esse momento as instruções britânicas, saiu dessa cidade às 18h30. Gomes da Costa não permaneceu muito tempo em St. Venant, pois recebeu nova ordem britânica: retirar para Sambres, onde a divisão iria acantonar na noite de 09 para 10 de Abril.

Ao anoitecer do dia 09 de Abril de 1918, chegou ao fim a missão portuguesa na batalha de La Lys; resistir ao avanço alemão o maior tempo possível de forma a proporcionar, em tempo últil, a deslocação das tropas britânicas ao sector flagelado.

Sem responsabilidades directas pelo ataque, o sector português sofreu, então, maior avanço territorial por ser, na altura, uma zona de instalação de tropas incompletas, da da a rfeorganização do CEP então efectuada: a retirada de tropas desmoralizadas e até insubordinadas, rendição da I divião e redução do sector português a uma II divisão incompleta. Por sua vez, a reorganização militar inglesa nas zonas laterais do sector do CEP na manhã de 09 de Abril, a constituição de flancos defensivos laterais, substituindo das forças portuguesas sobreviventes, impediu o avanço alemão nessas áreas de controlo britânico. As baixas foram maiores no CEP, dado o percurso e a rapidez do at<aque alemão, nomeadamente¨6315 praças e 270 oficiais prisioneiros e 369 praças e 29 oficiais mortos.

Nesta Batalha, Portugal sofreu 1341 mortos, 4626 feridos, 1932 desaparecidos e 7440 prisioneiros.

Em homenagem aos homens que participaram nesta Batalha, existe a seguinte Toponímia; nos seguintes Municípios: Batalha de La Lys, Rua 9 de Abril; Rua dos Combates 9 de Abril.

Rua Batalha de La Lys: (Setúbal)

Rua 9 de Abril: Aljustrel; Almeirim; Amadora; Arruda dos Vinhos; Barreiro; Beja; Bombarral; Carregal do Sal; Cartaxo; Cascais; Esposende; Estremoz; Gondomar; Loulé; Loures; Mafra; Maia; Marinha Grande; Mondim de Basto; Mora; Moura; Mourão; Murtosa; Odivelas; Paços de Ferreira; Santarém; Setúbal; Silves; Sines; Sintra; Tavira; Torres Vedras; Viana do Castelo; Vila Franca de Xira; Vila Nova da Barquinha; Vila Nova de Famalicão; Vila Real; Vila Viçosa.

Bibliografia: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Colecção Parlamento; Centenário da República, Outubro de 2013; Coordenação Geral de Maria Fernanda Rollo, Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Pág. 405 a 409)

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