João Bonança, um “Lacobrigense” à frente no seu tempo

 

João Bonança, Escritor, Jornalista e Político, faleceu há 92 anos. Este ilustre lacobrigense de origem, mas homem do Mundo, andou muito à frente do seu tempo.

 

João Bonança bem merece ser recordado.

 

João BonançaJOÃO Miguel da Costa BONANÇA, nasceu em Lagos, a 19-04-1836, e faleceu em Lisboa, a 12-04-1924. Iniciou a vida adulta como Sacerdote, saindo do anonimato por, contra certa corrente conservadora, defender publicamente a abolição da pena de morte. Foi de apenas oito anos a sua vida eclesiástica. Passou depois a viver em Lisboa, dedicando-se ao jornalismo, em cujo meio ganhou fama de grande polemista. Colaborou em vários jornais, nomeadamente no Jornal dos Artistas, no Algarviense e no Arquivo Comercial. Fez parte do Directório do Partido Republicano, e, fundou e dirigiu os dois primeiros jornais republicanos publicados em Portugal, O Trabalho e o República Federal. Grande defensor da liberdade de imprensa e, de um modo geral de todas as liberdades do cidadão, lutando firmemente pela separação dos registos de nascimento do sacramento do baptismo e dos casamentos civis dos casamentos religiosos. Poderá dizer-se que o lacobrigense João Bonança tinha, na concepção de uma nova sociedade, uma visão política socialista e um pensamento filosófico idealista.

Com uma visão que se pode dizer actual, publicou, ainda em 1868, Questões da Actualidade, onde demonstra a inoperância dos Asilos na extinção da pobreza.

Outras obras: Contra a Carta do Senhor Duque de Saldanha sobre o Casamento Civil, A Religião e a Política, O Século e o Clero – Estudo Histórico e Social, História da Lusitânia e da Ibéria desde os Tempos Primitivos ao Estabelecimento Definitivo do Domínio Romano, Lutas e Progressos das Ciências, Enciclopédias de Aplicações Usuais, e Gramática Portuguesa Segundo a Índole e os Princípios da Língua Primitiva com a Reforma Ortográfica e a Verdadeira Origem das Letras e das Palavras – Um Livro para Moços e para Velhos, obra editada em Lisboa, em 1905.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lagos.

Fonte: “Quem Foi Quem?” (200 Algarvios do Século XX, de Glória Maria Marreiros, Edições Colibri)

Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presença, III Voluma, 2ª parte, 1997, Pág. 442).

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