Gomes de Brito, na Toponímia de Lisboa.

GOMES DE BRITO, Funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, foi o criador dos Estudos Toponímicos.

 

 

José Joaquim GOMES DE BRITO, natural de Lisboa, nasceu a 12-10-1843 e faleceu a 16-04-1923. Bibliógrafo, Olisipógrafo e Arqueólogo, criador dos Estudos Toponímicos. Era licenciado em Letras e foi funcionário da Câmara Municipal de Lisboa e sócio fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. Para além dos seus trabalhos de investigação histórica, a maior parte dos quais foi publicada em jornais, deve destarcar-se o seu contributo, depois de Brito Aranha e em colaboração com Álvaro Neves, para a conclusão do Dicionário Bibliográfico Português de Inocêncio Francisco da Silva. Fernando Castelo Branco (cf. Breve História da Olisipografia) identifica-o como o criador dos estudos toponímicos no âmbito da olisipografia, a mais significativa parte dos quais seria reunida postumamente, no volume Ruas de Lisboa, por iniciativa de António Baião.

Obras principais: “Jácome Ratton, a indústria e os homens do seu tempo”, (in Comércio de Portugal, 1882); Elogio Histórico do Presidente Honorário e Efectivo da Sociedade de Geografia de Lisboa, o Conselheiro António Augusto de Aguiar, (1887); “Projecto do Porto de Abrigo de Leixões, no Século XVII”, (in Revista de Portugal, 1891); Subsídios para a história das paróquias de Lisboa, (in Correio Nacional, 1893); A Cidade de Lisboa em 1565, (in Novidades, 1897); A Morgue. Algumas Palavras sobre a Impropriedade e Desnecessidade da Introdução deste Vocábulo no Idioma Português, (1899); Os Remolares. O Que Fossem, onde e quando Começariam a Ser Denominados de Um Sítio de Lisboa. Estudo Documentado, (1899); Os Itinerários de Lisboa, (in Revista de Educação e Ensino, 1900);  Celebração Camoniana de 10 de Junho. P. Tomás José de Aquino, Seu Testamento e Outros Pormenores, (1903); Arqueologia musical, (in Arte Musical, 1904); Primeiro Centenário de Alexandre Herculano. Notas das Obras Impressas e Manuscritas e de Outras Que Se Lhe Referem, (1910); Lisboa do Passado. Lisboa dos Nossos Dias, (1911); Notícias de Livreiros e Impressores em Lisboa, na 2ª Metade do Século XVI, (1911); Alexandre Herculano, Poeta Cristão e Liberal. Memória Biográfico-Literária, (1915); Pedro Wenceslau de Brito Aranha. À Memória deste Exemplar Jornalista, (1915); Comentários ao Tratado da Majestade, Grandeza e Abastança da Cidade de Lisboa na Segunda Metade do Século XVI, da Autoridade de João Brandão, (1923); Ruas de Lisboa.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Marvila, Edital de 16-09-2009, ex-Impasse Projectado à Avenida Dr. Arlindo Vicente).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leitura, Publicações Europa América, Coordenação de Eugénio Lisboa, Edição de 1990, Pág. 257 e 258)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 12, Pág. 533)

Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presença, III Voluma, 2ª parte, 1997, Pág. 505).

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