Comemoram-se hoje os 42 anos do 25 de Abril de 1974.

 

No dia em que passam 42 anos desde o 25 de Abril de 1974, lembrei-me de falar aqui do Capitão de Abril Salgueiro Maia, homenageando, desta forma, todos os que contribuiram para que tivesse sido possível. Obrigado a todos os “Capitães de Abril”.

 

Salgueiro MaiaFernando José SALGUEIRO MAIA, nasceu em Castelo de Vide e faleceu em Santarém.  Era filho de Francisco da Luz Maia (Ferroviário), e de Francisca Silvéria Salgueiro. Fez a Instrução Primária em São Torcato, Coruche, e os Estudos Secundários nos Colégios Nun´Álvares de Tomar e no Liceu Nacional de Leiria. Possuía o Curso Geral de Comando e Estado Maior e era licenciado em Ciências Políticas e Sociais e em Ciências Antropológicas e Etnológicas.

Em 1964 entrou para a Academia Militar, passando em 1966 para a Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém. Fez uma comissão de serviço em Moçambique em 1968, sendo promovido a Capitão em 1970. No ano seguinte foi transferido para a Guiné, regressando à Metrópole em 1973 para voltar à EPC.

Aderiu cedo ao Movimento dos Capitães. Em 25 de Abril de 1974 comandou a coluna militar da EPC que ociupou o Terreiro do Paço e cercou o Quartel do Carmo (Comando Geral da Guarda Nacional Republicana) até à rendição de Marcello Caetano.

Tenente-Coronel de Cavalaria, foi um distintíssimo Oficial do Exército Português, que honrou como poucos. Foi ainda um cidadão excepcional a vários títulos. Como militar destacou-se sempre pelo dinamismo, coragem, iniciativa, espírito de sacrifício, frontalidade, lealdade, invulgar capacidade para comando de chefia, quer em situações de combate, que nas instruções de treino. Homem de acção, ferido em combate, mas também cidadão atento às realidades do seu tempo e às injustiças, desempenhou um papel determinante na implantação da democracia e da liberdade em Portugal, com acções de maior relevo no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro. Homem de cultura, prestou relevantes contributos na preservção, conservação e divulgação do seu património histórico, quer organizando dois Museus Militares relacionados com a cavalaria, quer publicando obras sobre fortificação. De realçar ainda a sua permanente disponibilidade para a formação e o fortalecimento do espírito democrático e do amor a Portugal, trazida em frequentes palestras a alunos de escolas, em autarquias e em colectividades populares, sendo de destacar o contributo dado ao Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra.

Era membro da Associação dos Amigos dos Castelos e publicou vários trabalhos de índole histórica, militar e antropologia de que se destacam: “Anotações para a História dos Blindados em Portugal”, “História Breve da Cavalria”, “O Islamismo Entre Povos da Guiné-Bissau”, “O Poder Militar na História da Colonização Portuguesa dos Séculos XV e XVII”, “O Fim da Colonização Portuguesa no Quadro da Política Internacional”, “Introdução ao Estudo dos Movimentos Militares Portugueses”, “Bandeiras ou Estandartes de Cavalaria”, “Breve História da Fortaleza de São José ou da Amura, em Bissau”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Alcácer do Sal; Alcanena (Freguesia de Minde); Alcochete; Aljezur; Almada (Cidade de Almada e Freguesias da Charneca de Caparica e Trafaria); Almeirim (Freguesias de Almeirim e Fazendas de Almeirim); Alpiarça; Amadora; Amarante; Avis (Vila de Avis e Freguesia de Benavila); Azambuja; Baião; Barreiro (Freguesia do Lavradio); Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Borba; Braga (Freguesia de Ruílhe); Bragança; Campo Maior; Cantanhede; Cartaxo; Cascais (Freguesias de Alcabideche e São Domingos de Rana); Castelo de Vide; Castro Daire; Castro Verde; Cinfães; Coimbra; Coruche; Cuba; Entroncamento; Espinho; Évora; Fafe (Fafe e Freguesia de Martinho Silvares); Faro; Felgueiras (Freguesias de Idães e Revinhade); Ferreira do Zêzere (Freguesias de Águas Belas e Ferreira do Zêzere); Figueira da Foz; Fundão; Gondomar (Freguesias de Baguim do Monte, Rio Tinto, São Pedro da Cova e Valbom); Grândola; Guarda; Guimarães (Cidade de Guimarães e Freguesia de Lordelo); Lagoa (Freguesia de Ferragudo); Leiria; Lisboa (Freguesia de Marvila); Loulé (Cidade de Loulé e Freguesia de Quarteira); Loures (Freguesias de Apelação, Bobadela, Camarate, Loures, Moscavide, Prior Velho, Santo António dos Cavaleiros e São João da Talha); Lousã; Maia; Matosinhos (Freguesia de Custóias); Melgaço; Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Monforte (Freguesias de Assumar e Santo Aleixo); Montemor-o-Novo; Montijo (Freguesias de Atalaia e Montijo); Odemira (Freguesia de São Luís); Odivelas (Freguesias de Odivelas, Olival Basto, Pontinha e Ramada); Oeiras (Freguesia de Cruz Quebrada/Dafundo); Ourém; Ovar; Palmela (Freguesias de Palmela e Pinhal Novo); Pombal; Ponte de Sôr (Ponte de Sôr e Freguesia de Montargil); Portimão; Porto; Reguengos de Monsaraz; Sabugal; Salvaterra (Freguesias de Foros de Salvaterra, Glória do Ribatejo, Marinhais e Salvaterra de Magos); Santa Maria da Feira (Freguesias de Arrifana, Fiães, Lourosa e Nogueira da Regedoura); Santarém (Cidade de Santarém e Freguesisas de Póvoa da Isenta e Vale de Santarém); Santo Tirso (Freguesias de Areias e Lama); Seixal (Freguesias de Amora e Fernão Ferro); Serpa; Sesimbra (Freguesias de Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal (Azeitão); Sines; Sintra (Cidade de Agualva-Cacém, Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Belas); Sobral de Monte Agraço); Tomar; Torres Novas; Valongo (Valongo e Freguesia de Ermesinde); Vendas Novas; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, São João dos Montes, Sobralinho e Vialonga); Vila Nova da Barquinha; Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Oliveira); Vila Nova de Gaia (Cidade de Vila Nova de Gaia e Freguesia de Arcozelo); Vila Nova de Paiva; Vila Real de Santo António (Vila Real de Santo António e Freguesia de Monte Gordo).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 353 e 354).

Fonte: Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 328).

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