Fialho Gouveia, se fosse vivo, faria hoje 81 anos de idade.

 

Fialho Gouveia, um dos grandes comunicadores da RTP, deixou-nos quando ainda havia muito a esperar dele. Quen não se lembra de programas como “Zip-Zip”, “A Visita da Cornélia”,  “Arca de Noé”, ou “E O Resto São Cantigas”?, para citar apenas alguns.

 

Fialho GouveiaJosé Manuel Bastos FIALHO GOUVEIA, Jornalista, nasceu no Montijo, a 30-04-1935, e faleceu, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, a 02-10-2004. Filho de Álvaro Fialho Gouveia e de Cesaltina Mendes Bastos. Estudante de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa iniciou entretanto a sua carreira de Locutor na Rádio Universidade. Rapidamente foi reconhecido o seu mérito e por isso mesmo foi convidado para trabalhar na Rádio Renascença e no Rádio Clube Português.

Em 1957 ingressou na RTP, onde apresentou e produziu alguns dos eventos e programas mais marcantes da história da nossa televisão. Festival da Canção, Zip-Zip, Jogos sem Fronteiras, A Visita da Cornélia e Arca de Noé, são alguns dos programas que, sozinho ou em co-autoria, que foram marcantes ao longo da sua vida. O seu nome ficou no entanto, na memória dos portugueses, indissociavelmente associado à democracia, pois foi ele que no dia 25 de Abril de 1974, apresentou publicamente os nomes dos militares que compunham a denominada Junta de Salvação Nacional.

Após a revolução integrou, juntamente com Maria Elisa, uma comissão de locutores que propôs a separação entre a informação e as outras áreas. Passou assim a ser jornalista e a ter intervenção direta nos textos que lia no Telejornal. No entanto, três meses depois de ter conseguido obter o estatuto de jornalista, abdicou do cargo.

A partir daí foi co-apresentador, apresentador ou produtor de programas como, entre outros, A Visita da Cornélia, O Gesto é Tudo, E o Resto São Cantigas, A Prata da Casa, Par ou Ímpar, Com Pés e Cabeça, Arca de Noé, tendo trabalhado, por diversas vezes, em equipa com Raul Solnado e Carlos Cruz. Em 1996, ao fim de quase quarenta anos na RTP, decidiu abandonar a estação de televisão e passou a trabalhar na produção de programas, na empresa Carlos Cruz Audiovisuais. Paralelamente à sua carreira televisiva – que foi, aliás, a que o projetou publicamente – Fialho Gouveia teve também um papel muito importante na emissão de programas de rádio, em diferentes estações, como, por exemplo, Rádio Renascença com Diário do Ar e PBX, e Rádio Clube Português com A Onda do Otimismo e Tempo Zip.

De alma benfiquista, desempenhou também funções de secretário da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, e foi a “voz-off” na cerimónia de inauguração do novo Estádio da Luz.

Fialho Gouveia foi um grande e popular comunicador, muito respeitado pelos seus colegas da comunicação social, devido fundamentalmente à sua humanidade, dinâmica, espírito combativo e grande seriedade ético-profissional.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Montijo; Oeiras (Freguesia de Carnaxide).

Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”

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