Lopo de Carvalho, fundador do Sanatório Sousa Martins.

 

Lopo de Carvalho, Médico Tisiologista, foi o grande impulsionador da criação do Sanatório, na Guarda, a que deu o nome de Sousa Martins, em homenagem ao Médico da Casa Real, Sousa Martins.

 

SanatórioLOPO José DE Figueiredo CARVALHO, Médico, nasceu no Tojal do Sátão (Sátão), a 03-05-1857, e faleceu na Guarda, a 06-12-1922. Era filho de José Maria Dias de Carvalho, e de Maria Augusta de Figueiredo, natural de Carapito (Aguiar da Beira). Formado em Coimbra, foi Médico Municipal na Guarda e ali Professor do Liceu. Quando Sousa Martins começou a enviar tuberculosos para Serra da Estrela, no trajecto  destes pela Guarda, o Dr. Lopo de Carvalho, via-os pormenorizadamente e começou a estudar, com entusiasmo, as afeccções que verificava, até chegar, pelo seu próprio esforço, a possuir conhecimentos extraordinários sobre as lesões tuberculosas do pulmão.

Acabou por fundar, na Guarda, o grande “Sanatório Sousa Martins”, que dirigiu com grande competência, cooperando também valiosamente com a Rainha D. Amélia e com o Dr. António Lencastre na organização da “Assistência Nacional aos Tuberculosos”. Tomou parte muito activa em todos os congressos da tuberculose realizados entre nós, em Paris e Roma. Fez estágio prolongado (1903) no Sanatório de Davos, na Suíça. Colaborou assiduamente na Coimbra Médica, Estudos Médicos, Movimento Médico, Revista de Medicina e Cirurgia, em Medicina Contemporânea e Medicina Moderna. Era Comendador da Ordem de Sant’Iago, sendo-lhe as insígnias oferecidas pela Rainha D. Amélia na inauguração do Santaório da Guarda. Após a sua morte foi-lhe erigida uma estátua na Guarda, junto ao Santaório.

Publicou as seguintes obras: “Uma epidemia de febre tifóide no Concelho da Guarda”, (1894); “Os tuberculosos na Guarda”, (1895); “Profilaxia da tuberculose na Guarda”, (1895); “Seroterapia na tuberculose pulmonar”, (1898); “Um caso de acromegália”, (1898); “As causas da febre tifóide em Portugal”, (1899); “Peste bubónica”, (1899); “Tuberculosos curados”, (1904); além de relatórios anuais dos tratamentos efectuados no seu Sanatório, (1909 a 1921).

Existe um busto seu num pequeno Jardim do Parque de Saúde da Guarda, recordando o cientista e fundador.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Guarda.

Fonte: “Grande Encilopédia Portuguesa e Brasileira”, (Vol. .06, Pág. 81)

Fonte: “Médicos Nossos Conhecidos, de Ana Barradas e Manuela Soares, Editor: Mendifar, 2001, Pág. 47 e 48”

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