Basílio Lopes Pereira, um português vínculado a Caxias.

Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, tiveram vínculos obrigatórios a Caxias, Peniche, etc.

 

 

 

Basílio Lopes PereiraBASÍLIO LOPES PEREIRA, Advogado e Político, nasceu na Freguesia da Marmeleira (Mortágua), a 25-12-1893, e faleceu em Lisboa, a 25-05-1959. Era filho de Joaquim Lopes Pereira e de Maria da Encarnação Araújo.

Em 1912, ainda estudante, para comemorar o 2º aniversário da implantação da República, fundou na Marmeleira, com Alfredo Fernandes Martins, um pequeno jornal, “O Sol Nascente”, o produto líquido da venda reverteu a favor de uma Biblioteca Popular naquela localidade. Criada em 1913, com a finalidade de elevar a cultura e o nível de instrução das populações, deram-lhe o nome de Centro Democrático de Educação Popular.

Em 1919, ainda estudante de Direito da Universidade de Coimbra, foi um dos responsáveis pela formação do Batalhão Académico que combateu a “Monarquia do Norte”. Fixou residência em Oliveira de Azeméis onde foi Administrador de Concelho, Notário, e fundou, em 1923, a Escola Livre local. Foi Advogado em Barcelos e Angra do Heroísmo. Foi deportado para Cabo Verde e esteve preso nas cadeias do Aljube e Caxias, por ser um firme opositor à ditarura.

Fez parte da Associação de Escuteiros de Portugal e foi membro da direcção dos Bombeiros Voluntários de Mortágua. Na década de 30 formou-se contra a Ditadura a Frente Popular Portuguesa. Uma das componentes desta organização anti-fascista tinha como líder Basílio Lopes Pereira. Era Acção Anticlerical e Antifascista (AAA). Para fugir às perseguições usou os pseudónimos de A Madeirae Manuel J Luz Afonso. Nesta mesma década dirigiu a Conjuntura Republicana Pró-Democracia e apoiou refugiados republicanos espanhóis em Portugal. Candidatou-se a Deputado pela oposição, em 1956, pelo círculo de Aveiro. Faleceu em Lisboa mas o seu corpo seguiu para a Marmeleira, sua terra natal, debaixo da observação da PIDE.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Mortágua (Freguesias de Mortágua e de Vale Remígio); Oliveira de Azeméis.

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 221 e 222).

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