“Esquecidos da História”

Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, tiveram vínculos “obrigatórios” a Caxias, Peniche, etc.

 

 

Costa e MeloMANUEL DA COSTA E MELO, Advogado e Político, nasceu na Freguesia de Mourisca do Vouga (Águeda), a 01-09-1913, e faleceu em Aveiro, a 21-08-2002. Fez o curso do liceu no Porto e depois inscreveu-se na Universidade de Coimbra mas, tendo perdido o seu primeiro ano universitário, transferiu-se para a Universidade de Lisboa, em cuja Faculdade de Direito se Licenciou.

Entre 1936 e 1943, viveu nos Açores, em Angústias, Horta, Faial, onde foi Advogado e Notário, mas sob vigilância da PIDE, que o considerava elemento «avançado». Voltou depois ao Continente e ligou-se aos movimentos políticos oposicionistas. Foi militante da União Socialista e do MUD e viria a ser forçado a abandonar a função pública, dedicando-se à Advocacia em Aveiro.

Participou activamente nas campanhas Presidenciais dos Generais Norton de Matos e Humberto Delgado, participou em várias campanhas eleitorais para Deputados e colaborou nos três Congressos Oposicionistas de Aveiro (1957, 1969 e 1973).

Em 1961, a sua candidatura. não foi aceite pelo Governo Civil sob o pretexto de ainda ser considerado funcionário público e não ter requerido autorização para se candidatar.

Fez parte da Acção Socialista Portuguesa e, posteriormente, foi um dos fundadores do Partido Socialista, onde desempenhou diversos cargos tanto a nível regional, como a nível nacional.

Foi três vezes preso pela PIDE, a última das quais entre Dezembro de 1962 e Fevereiro de 1963, em Caxias. Recordando esse tempo, publicaria (Aveiro, 1992) o livro de poemas Caxias – Rimas de Antigamente.

Depois do 25 de Abril, foi reintegrado na função pública, no quadro do Notariado, a que pertencera, e colocado em Lisboa.

Fez parte da comissão administrativa da Câmara Municipal de Aveiro e, entre 23 de Setembro de 1976 e 22 de Fevereiro de 1979, foi Governador Civil de Aveiro. Desempenhou diversos cargos na Ordem dos Advogados, colaborou em vários jornais e revistas, tanto locais, como de Lisboa e do Porto e deixou várias obras de carácter político, literário ou memorialístico, como A Estrutura Partidária – Base Indispensável da Luta pela Democracia (tese apresentada ao Congresso de Aveiro, em 1957), Ecos do Mesmo Grito (Aveiro, 1960) e Memórias Cívicas – 1913-1983 (Coimbra, 1988).

Fonte: “Memórias da Resistência, Literatura Autobiográfica da Resistência ao Estado Novo, de António Ventura”.

Fonte: “Candidatos da Oposição à Assembleia~Nacional do Estado Novo (1945-1973). Um Dicionário”, (de Mário Matos e Lemos, Luís Reis Torgal, Coordenador, Colecção Parlamento, Edição da Assembleia da República, 1ª Edição, Lisboa, Outubro de 2009, Pág. 204 e 205).

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