Bernardo Sassetti, grande Músico Português, deixou-nos faz hoje 4 anos.

 

Bernardo Sassetti, faleceu, faz hoje 4 anos, apesar de ter partido muito novo, deixou obra feita que justifiqua o seu não esquecimento.

 

Pela sua obra e pela sua ligação e da família Sassetti, a Sintra, bem merecia o nome da Família Sassetti, na Toponímia de Sintra. Proposta que eu já fiz, mas que, a Câmara Municipal de Sintra, não considerou o nome com valor suficiente para figurar na sua Toponímia. Quem tem poder é que manda, mesmo que nem sempre mande bem.

 

Bernardo SassettiBERNARDO da Costa SASSETTI Pais, Músico, nasceu em Lisboa, a 24-06-1970, e faleceu devido a uma queda numa falésia em Cascais, a 10-05-2012. Era filho de Sidónio de Freitas Branco Pais (neto de Sidónio Pais), e de Maria de Lourdes da Costa de Sousa de Macedo Sassetti, (descendente do fundador da Casa Sassetti).

Pianista e Compositor, descendente de famílias de Múscios (Freitas Branco e Sassetti), iniciou estudos de piano aos nove anos de idade, frequenatndo depois a Academia de Amadores de Música. O contacto regular com seus primos, os irmãos Moreira, aproximou-o do Jazz. Estudou com Zé Eduardo e Horace Parlan e frequentou o workshop do Estoril Jazz com Sir Roland Hanna em 1990.

A partir dos 18 anos tocou em concertos e jam sessions com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet.

Acompanhou, em Portugal e noutros paíeses, músicos como Art Farmer, Curtis Fuller, Benny Golson, Eddie Henderson, Freddie Hubbard, Steve Nelson, Andy Sheppard e Kenny Wheeler.

Integrou ainda a Big Band do Hot Clube de Portugal, a United Nations Orchestra, fundada por Dizzy Gillespie e dirigida após a sua morte por Paquito D’Rivera, os grupos de Carlos Barreto e Perico Sambeat, bem como o quinteto de Guy Barker. Participou na gravação do CD Waht Love Is deste trompetista inglês com a London Philarmonie Orchestra e o convidado especial Sting.

Em Julho de 1993 actuou em Londres no Ronnie Scott’s dirigindo o seu próprio trio, com Wayne Batchelor e Ralph Salmins e o convidado especial Peter King. A solo ou com formações, realizou nos anos 90 numerosas digressões pela Europa, África e Estados Unidos da América, tendo participado num concerto no Mainly Mozart Festival (San Diego, Califórnia), bem como em concertos na China acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Hong Kong.

No cinema, além da participação na banda sonora de The Talented Mr. Ripley (1999, Anthony Minguella), compôs a música para Facas e Anjos (2000, Eduardo Guedes); Aniversário, (2000, Mário Barroso); As Terças da Bailarina Gorda, (1999, Jeanne Waltz) e Summer Moments, (1998, Rita Ferreira) e ainda a partitura para a cópia restaurada do filme mudo Maria Papoila (1930, Leitão de Barros, numa encomenda do canal televisivo La Sept/Arte, 2000).

Inicialmente influenciado por Wynton Kelly e Herbie Hancock, cedo se revelou um músico promissor no panorama do Jazz em Portugal, pela desenvoltura técnica, criatividade melódica e harmónica, polivalência rítimica e capacidade de improvisação.

Em duo tocou com o pianista Mário Laginha, com quem gravou “Mário Laginha / Bernardo Sassetti” e “Grândolas”, naquela que foi uma homenagem a Zeca Afonso e aos 30 anos do 25 de Abril.

Compôs para teatro (“Azul Longe nas Colinas”, de Dennis Potter, numa encenação da sua mulher, Beatriz Batarda), para dança (“Uma Coisa em Forma de Assim”, da Companhia Nacional de Bailado), para bebés (“Os Embalos do Bernardo”) e até para o Castelo de São Jorge (“Histórias do Castelo”).

Acompanhou Beatriz Batarda ao piano em recitais onde esta narra contos de Sophia de Mello Breyner; participou em “Final de Rascunho”, de Sérgio Godinho, que integra uma canção com música sua.

Bernardo Sassetti tocou ainda com Camané ‘My Funny Valentine’ na Festa do Jazz 2010 e apresentou os 3 Pianos com Mário Laginha e Pedro Burmester no Festival Med.

O lado mais mediático da sua atividade em 2010/11 foi a edição do disco com Carlos do Carmo (ed. Universal) (ver vídeo) e de “Motion” com o seu trio, na Clean Feed (a apresentação ao vivo incluiu a projeção de fotografias de sua autoria).

Mais discretas foram as colaborações nos álbuns “Palace Ghosts and Drunken Hymns”, do Will Holshouser Trio, e “Madrugada”, dos Peixe: Avião.

Recebeu o Prémio Amália Rodrigues (categoria Música Popular) e o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (categoria Melhor Canção, para ‘Retrato’, com letra de Mário Cláudio, do álbum com Carlos do Carmo).

Fez ainda parte do júri da 8 1/2, a Festa do Cinema Italiano, em Lisboa.

A sua atividade mais recente incluiu a participação no disco “Motor” de André Fernandes (ed. Tone of a Pitch), a escrita de um tema para o disco “Different Time” (ed. Sony) de Marta Hugon e a presença no CD “DocTetos” (ed. edição JORSOM), de António José de Barros Veloso. O pianista compôs ainda uma parte da música original para o espectáculo multimédia “Lisboa, quem és tu?”, estreado a 30 de março último no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 4º Volume, P-Z, Pág. 1189 e 1175,  Temas e Debates, Círculo de Leitores)

Fonte: “Jornal Expresso”

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