“O Desporto em Portugal” (II)

 

O Futebol em Portugal; contrariamente ao que muitos pensarão, o futebol em Portugal, não foi iniciado por nenhum dos chamados grandes, nem Futebol Clube do Porto, nem  Sport Lisboa e Benfica, nem Sporting Clube de Portugal.

 

O futebol, no início era um desporto de elites, e foi trazido de Inglaterra pelos irmãos Pinto Basto.

 

Estádio NacionalO Futebol em Portugal foi introduzido pelos irmãos Pinto Basto (Eduardo, Frederico e Guilherme), eram membros da elite lisboeta e pertencentes a uma família de coerciantes, que trouxeram uma bola de Inglaterra, onde estudaram, o jogo «inglês» começou por ser um devertimento informal da alta sociedade.
O primeiro ensaio futebolístico ocorreu em 1888, na Parada de Cascais, envolvenro elementos da aristocracia e da alta burguesia. Nos anos seguintes, foram-se criando e desfazendo inúmeroos grupos de aficcionados da prática desta modalidade, embora sem qualquer carácter organizado ou enquadramento competitivo. Também por influência do Ultimato inglês de 1891, que criou enorme ressentimento popular contra tudo o que soasse a inglês, foi preciso esperar pela primeira década do Século XX para que surgissem finalmente os primeiros Clubes, incluindo os «três grandes» (Bnefica, Porto e Sporting).

Esta primeira forma de institucionalização associativa possibilitou a acelerada popularização desta modalidade, bem como a realização das primeiras provas futebolísticas. E na origem destas competições estaria sobretudo a imprensa.

O jornal lisboeta Tiro e Sport seria o impulsionador, em Março de 1906, da primeira competição futebolística, o Bronze Viúva Senna, hoje considerado como o primeiro Campeonato de Lisboa, sendo disputado pelo Lisbon Cricket (Clube formado por ingleses a viver e trabalhar em Portugal); Sport Lisboa (futuro Sport Lisboa e Benfica); Clube Internacional de Futebol (CIF) e Cruz Negra.

O torneio teve o seguintes desfecho: nas meias-finais, o Lisbon Cricket venceu o Sport Lisboa (1-0) e o CIF impôs-se ao Cruz Negra, sendo a final ganha pela equipa inglesa (derrotou o CIF por 3-1). A prova foi um sucesso, quer desportivo, quer junto do público, o que conduziu à criação da primeira instituição organizada do futebol: a Liga de Football Association, que estaria na origem da Associação de Futebol de Lisboa, fundada em 1910. A partir daqui, o Campeonato Regional de Lisboa tornou-se uma competição regular, espalhando-se o exemplo a outras associações regionais que foram nascendo por todo o País.

Fonte: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Coordenação Geral de Fernanda Rollo, Edição da Assembleia da República, Centenário da República, Colecção Parlamento, Edição de Outubro de 2013)

 

 

EDUARDO Ferreira PINTO BASTO, Industrial, nasceu na Freguesia de Santa Catarina (Lisboa), a 05-07-1869, e faleceu na Quinta da Fonteireira, Freguesia de Belas (Sintra), a 28-08-1944. Era filho de Eduardo Ferreira Pinto Basto (1838-1916), e de Lucy Custance (1838-1894). Casou com Maria Helena Garcês Pinto de Madureira, 3ª Baronesa da Várzea do Douro, e irmão de Guilherme Ferreira Pinto Basto, Alice Ferreira Pinto Basto, Lucília Ferreira Pinto Basto e Frederico Tomás Ferreira Pinto Basto.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Sintra (Freguesia de Belas).

Fonte: “Guarda-Mór, Edição de Publicações Multimédia Ldª”

 Fonte: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Coordenação Geral de Fernanda Rollo, Edição da Assembleia da República, Centenário da República, Colecção Parlamento, Edição de Outubro de 2013)

 

 

FREDERICO Tomás Ferreira PINTO BASTO, Industrial, nasceu na Freguesia de Santa Catarina (Lisboa), a 19-07-1872, e faleceu em Óbidos, a 22-02-1939. Era filho de Eduardo Ferreira Pinto Basto (1838-1916), e de Lucy Custance (1838-1894), e irmão de Guilherme Ferreira Pinto Basto, Alice Ferreira Pinto Basto, Lucília Ferreira Pinto Basto e de Eduardo Ferreira Pinto Basto. Casou, em primeiras núpcias, a 12-05-1894, com Sofia Ferreira Pinto Leite, e em segundas núpcias, a 08-01-1902, em Óbidos, com Emília Garrido Pinheiro (01-06-1874, Alcoentre-07-06-1957, Lisboa).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Caldas da Rainha.

Fonte: “Guarda-Mór, Edição de Publicações Multimédia, Ldª”

Fonte: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Coordenação Geral de Fernanda Rollo, Edição da Assembleia da República, Centenário da República, Colecção Parlamento, Edição de Outubro de 2013)

 

 

 

GUILHERME Ferreira PINTO BASTO, Industrial e Desportista, natural da Freguesia de Santa Catarina (Lisboa), nasceu a 01-02-1864 e faleceu a 26-07-1957. Era filho de Eduardo Ferreira Pinto Basto (1838-1916), e de Lucy Custance (1838-1894). Casou, em primeiras núpcias, a 15-08-1885, em Belas, com Maria Luísa de Portugal de Sousa Coutinho (1864-1888), e em segundas núpcias, a 01-08-1895, com Branca Jervis Atouguia Ferreira Pinto Basto, e irmão de Aliece Ferreira Pinto Basto, Lucília Ferreira Pinto Basto e Frederico Tomás Ferreira Pinto Basto. Eduardo Ferreira Pinto Basto. Estudou no estrangeiro e trabalhou nos negócios da sua empresa familiar, tendo sido sócio da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre.

Até aos 14 anos estudou em Portugal tendo, nessa altura, seguido para Inglaterra, onde frequentou um Colégio de Fades Beneditinos – Colégio de Downside. Quatro anos mais tarde, regressou a Portugal e, juntamente com os seus irmãos, Eduardo e Frederico Pinto Basto, tornou-se num dos primeiros desportistas portugueses.

Praticou todos os desportos do seu tempo: ciclismo, patinagem, hóquei, corridas de cavalo, automobilismo e caça. Distinguiu-se sobretudo no ténis (foi campeão nacional durante nove anos), nos desportos náuticos a remo e à vela e no futebol. Por sua iniciativa realizou-se em 1888 o primeiro encontro de futebol que houve no País.

Enquanto amador, participou também em touradas, a pedido da rainha D. Amélia, onde foi bandarilheiro e moço do curro. Disputou, igualmente, regatas a remos e campeonatos de vela. A caça tornou-se, de igual modo, numa prática de eleição, enquanto fazia incursões pelo interior e sul de África. Na altura em que apareceram os primeiros automóveis, disputou algumas competições em Portugal e na Espanha.

Paralelamente ao desporto, teve uma vida ligada ao comércio. Trabalhou na casa comercial E. Pinto Basto e Companhia Lda., dirigida pelo seu pai, Eduardo Pinto Basto. No ano de 1910, tornou-se Cônsul Geral da Dinamarca, cargo que viria a desempenhar durante 39 anos. Simultaneamente, foi encarregado de negócios da Islândia e do Sião.

Integrou a direção da Companhia Portuguesa dos Caulinos e foi sócio da Fábrica de Porcelanas Vista Alegre.

Recebeu as Comendas da Ordem de Cristo, da Legião de Honra (França), da Coroa do Sião, do Falcão da Islândia e da Real Ordem de Donnebrog (Dinamarca).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Vila Franca de Xira. Existe, também, em Cascais um Campo de Futebol com o seu nome.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 84).

Fonte: “Guarda-Mór, Edição de Publicações Multimédia, Ldª”

Fonte: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Coordenação Geral de Fernanda Rollo, Edição da Assembleia da República, Centenário da República, Colecção Parlamento, Edição de Outubro de 2013)

 (continua)

 

 

 

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