“Vítor Santos, Jornalista Desportivo”

 

Vítor Santos, se fosse vivo, faria hoje 93 anos de idade. Grande Jornalista Desportivo, embora não tivesse feito parte dos fundadores do jornal A Bola, foi o grande impulsionador para o prestígio do jornal.

É pena que Alenquer, sua terra natal, não o tenha consagrado na Toponímia, embora existem lá as Piscinas Municipais, com a designação de Piscinas Vítor Santos.

 

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VÍTOR Gonçalves dos SANTOS, Jornalista, nasceu na Freguesia de Triana (Alenquer), a 31-05-1923, e faleceu em Lisboa, a 21-12-1990. Não tendo sido fundador do jornal A Bola, foi quem a potenciou para a actual dimensão. O histórico chefe de redacção foi uma das grandes figuras do desporto português. Vitor Santos entrou para A Bola em 01 de Novembro de 1950, como colaborador, cinco dias depois escreveu o seu primeiro artigo: a crónica do Benfica-Oriental. Subiu rapidamente, passando a redactor a 01 de Outubro de 1954, deixando então o Instituto Superior de Agronomia, onde chegou ao 3º ano.

O seu primeiro artigo n’ A Bola foi a crónica do Benfica-Oriental e, tornou-se redactor a 1 de Outubro de 1954, deixando então o Instituto Superior de Agronomia, onde chegara ao 3.º ano, tendo como colegas da redacção Carlos Pinhão, Aurélio Márcio e Silva Resende. Igualmente bem cedo o fundador Cândido de Oliveira o convidou a ocupar o cargo de chefe de redação da “equipa da Queimada” – por referência a estar sediada no nº 23 da Travessa da Queimada -, iniciando uma brilhante carreira no jornalismo português.

Cândido de Oliveira convidou-o a ocupar o cargo de Chefe de Redacção de A Bola, iniciando brilhante carreira no jornalismo português.

Também ainda hoje este jornalista é recordado na Académica por ter sido quem denominou essa equipa como “Pardalitos do Choupal”, na sua crónica ao jogo da vitória sobre o Benfica por 3 a 1 na época de 1961/1962. Vítor Santos foi ainda fundador com Alves dos Santos, Artur Agostinho, Mário Zambujal, Fernando Soromenho, Manuel Mota, Vítor Sérgio, Mário Cília, Vasco Resende, Carlos Pinhão, e, Aurélio Márcio, em 1966, do CNID – Clube Nacional de Imprensa Desportiva que institui um prémio com o seu nome para distinguir uma jovem promessa da imprensa escrita desportiva.

Em 1886 foi distinguido pelo Presidente da República  com a Medalha de Mérito Desportivo e em 1990 com a Comenda da Ordem do Infante. Recebeu igualmente, a Bola de Ouro, troféu que tem o apoio cultural da FIFA e que distingue os principais nomes do jornalismo.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 15-02-1991, ex- Rua B da Urbanização da Horta Nova); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 473).

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