Viana da Mota, faz hoje 68 anos que faleceu

Viana da Mota, que por vezes também aparece grafado como Vianna e Motta), foi um grande Pianista Português. Aqui ficam alguns traços biográficos, para quem quizer saber um pouco mais sobre a sua vida.

 

Viana da MotaJosé VIANA DA MOTA, Pianista e Compositor. Nasceu em São Tomé e Príncipe, a 22-04-1868, e faleceu em Lisboa, a 01-06-1948. Pode ser considerado o primeiro Compositor nacionalista português e o fundador de uma escola interpretativa que se prolongou durante o Século XX, tendo formado uma geração de Pianistas portugueses.

Nascido numa família burguesa (o pai era músico amador), evidenciou, desde cedo, aptidões musicais. Foi levado à Corte pelo seu pai em 1874, altura em que obteve a protecção do Rei D. Fernando II e da Condessa d’Edla.

Em 1875 matriculou-se no Conservatório de Lisboa, como aluno sem frequência, estudando rudimentos e piano com Joaquim Francisco de Azevedo Madeira e harmonia com Freitas Gazul.

Após terminar o curso de Piano deste Conservatório, parte em 1882 para Berlim a expensas do rei D. Fernando, estudando no Conservatório Scharwenka e na Real-Schule. Ainda antes de regressar a Portugal no Inverno de 1885-1886, cumprindo assim um desejo de D. Fernando, foi passar o verão em Weimar, estudando piano com Liszt e contraponto com Muller-Hartung, Director da Orchester-Schule. Regressando de novo à Alemanha, em Janeiro de 1886, prossegue os estudos musicais com Karl Schaffer. No ano seguinte inscreveu-se no curso de piano que Hans von Bulow regeu em Frankfurt. A partir de 1900 dedicou-se, principalmente, ao ensino. Esta actividade não se desenvolve exclusivamente em regime doméstico, uma vez que em Berlim foi professor das classes superiores de Piano do Conservatório Stern. Com o início da I Grande Guerra, em 1914, Viana da mota vê-se obrigado a abandonar a sua residência em Berlim, que tinha sido o centro das suas actividades artísticas desde 1882. Assim, no ano seguinte, tomou posse do cargo de professor de Virtuosidade de Oiano no Conservatório de Genebra. Em 1921 participou, juntamente com Luís de Freitas Branco, no Congresso de História da Arte realizado em paris. Até 1938, ano em que se reforma por atingir 70 anos de idade, desenvolveu uma intensa actividade de concertista a par das aulas que lecciona, quer particularmente, quer no Conservatório de que era director. A sua influência como pedagogo marcou toda uma nova geração de pianistas portugueses, tendo como discípulos, entre outros, Evaristo Campos Coelho, Helena Sá e Costa e Maria Cristina Lino Pimentel.

Viana da Mota é co-autor das reformas de 1919 e de 1930 do Conservatório de Lisboa, se bem que esta última tenda a ser vista como uma contra-reforma da primeira. Em Julho de 1936, foi nomeado como presidente de uma comissão encarregue de colaborar numa nova reforma das secções de música e de teatro do Conservatório, que não chegou a ser decretada. Foi grande admirador e divulgador da música de Wagner e, em 1917, representou Portugal nas comemorações do centenário de Bethoven, em Viena.

Foi o impulsionador da escola nacionalista de inspiração folclorista e, como compositor, deixou vasta obra, da qual se destaca a “Sinfonia à Pátria”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcanena (Freguesia Vila Amoreira); Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora: Cascais (Freguesias de Alcabideche e Estoril); Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Leiria; Lisboa (Freguesia de Alvalade, Edital de 14-06-1950); Maia; Moita (Freguesia de Alhos Vedros); Odivelas (Freguesias de Famões e Odivelas); Oeiras; Portimão; Porto; Santa Maria da Feira; Seixal (Freguesias de Amora e Corroios); Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins, Massamá e Rio de Mouro).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 376)

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, Pág. 821, 822 e 823)

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