Ricardo Covões, um dos grandes Republicanos, esquecido do povo

 

Todos os portugueses já terão ouvido falar do Coliseu dos Recreios, mas não serão muitos que saberão quem foi Ricardo Covões, a quem se deve a existência do Coliseu.

Ricardo Covões, faleceu há 65 anos, distinguiu-se, sobretudo, no apoio aos mais desfavorecidos, nomeadamente as crianças.

Ricardo Covões merece ser conhecido dos portugueses, aqui ficam alguns traços biográficos.

 

Ricardo CovõesRICARDO dos Santos COVÕES, Político e Empresário, natural de Lisboa, nasceu a 16-09-1881 e faleceu a 02-06-1951. Fez o Curso de Comércio e Construções Navais. Grande defensor da protecção à infância, defendeu a criação de colónias infantis, a assistência nas escolas e a construção de cantinas.

Ao longo da sua vida política fez parte da Junta Consultiva do Partido Republicano Português, foi Presidente de várias comissões políticas e membro de diversas comissões executivas das juntas republicanas, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Chefe de Gabinete e Secretário particular de Bernardino Machado quando este foi Chefe do Governo. Em 1913 foi eleito Deputado pelo círculo de Lisboa Oriental como deputado independente mas, porco tempo depois, abandonou toda a actividade política para se dedicar apenas à actividade teatral como empresário do Teatro de São Carlos e do Coliseu dos Recreios.

Foi a esta casa que esteve mais ligado, organizando espectáculos de circo, música e ópera a preços acessíveis a largas camadas da população. Foi redactor em diversos jornais e director de O Povo. Escreveu várias revistas, utilizando por vezes o pseudónimo de Odracir e colaborando com Eduardo Fernandes (Esculápio): Viva Portugal, O Fim do Mundo, A Última Maravilha, A Minha Terra, e Retalhos e Recortes. Escreveu um volume dedicado aos 50 anos do Coliseu dos Rrecreios. Apoiou as Caixas de Previdência dos Profissionais da Imprensa, de Reforma dos Artistas Teatrais e dos Vendedores de Jornais.

Fonte: “Parlamentares e Ministros da 1ª República; (1910-1926)”. (Coordenção de A. H. Oliveira Marques, Edições Afrontamento, Colecção Parlamento, Pág. 186).

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