Miguel Verdial, bisavô de Sérgio Godinho, na Toponímia de Lisboa.

 

Miguel Verdial, o Actor que foi Político, faleceu faz hoje 94 anos. Miguel Verdial, juntamente com o Capitão Leitão, protagonizaram uma das mais rocambolescas fugas ao degredo.

 

Estou convencido que Sérgio Godinho, se sertirá orgulhoso de ter um antepassado como Miguel Verdial.

 

Miguel VerdialMIGUEL Henrique VERDIAL, Actor e Político, nasceu em São Faustino (Peso da Régua), a 15-10-1849, e faleceu no Porto, a 04-06-1922. Ficou órfão de pai aos 13 anos de idade, fixou-se no Porto, à procura de um emprego. Fez-se Actor, em 1869, no Teatro Baquet, estreando-se no drama “O 1º de Dezembro de 1640” ou a Restauração de Portugal, de autoria de Alfredo Hogan. Miguel Verdial é bisavô de Sérgio Godinho.

Em 1871 actuou no Porta Bandeira, Pedro Grande ou falsos mendigos e nas operetas: A Filha de Madame Angot; Embaixatriz; Perichote; Grã-Duquesa de Gerosltein; Sultão de Gerinfá; Marselhesa; Sinos de Corneville; Viagem à Lua; Segredo de Uma Dama; Educandas de Sorrento; Duquesinho; Milho da Padeira; Filha do Inferno; Amar Sem Conhecer; etc. Entrou em várias peças e acabou por se tornar empresário teatral. Tomou parte activa no movimento popular contra o ultimato inglês de 11-01-1891. Foi o inspirador da criação da chamada Liga Patriótica do Norte. Também participou no movimento revolucionário de 31-01-1891, tendo-lhe cabido a honra de ser ele a ler, da varanda dos Paços do Concelho, a lista do Governo Provisório e as suas linhas programáticas.

Com o fracasso desse Governo acabou por ser preso e degredado para Angola. Sete meses depois de se encontrar prisioneiro em Angola fugiu, juntamente com o Capitão Leitão, chefe militar do movimento, dentro de uma caixa despachada por Júlio Emílio da Rocha Vasconcelos, fazendo-se passar por aves raras para embalsamar.

Foram descobertos a bordo do paquete francês Ville de Maranhão, sendo entregues às autoridades de Ambriz. Três dias depois conseguiram fugir por mar, conseguindo chegar a Libreville, depois de andarem perdidos no oceano.

Em 1893 houve uma amnistia e regressou ao Porto, onde foi recebido festivamente. Ainda trabalhou algum tempo nos teatros de Lisboa e Porto, mas acabou por abandonar a vida artística e dedicar-se a outras actividades. No Porto, ainda, criou a Equidade do Mirante, uma Sociedade Cooperativa de Pão.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 18 de Junho de 1926).

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 34, Pág. 658)

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