“O Desporto em Portugal” (V)

O Desporto em Portugal (continuação)

 

Estádio NacionalAlém do futebol, claramente o desporto mais popular e organizado, entre 1910 e 1926 assistiu-se também à proliferação de outras modalidades, fruto da própria institucionalização a que se assistiu no desporto nacional, cujo melho exemplo foi a criação da Federação Portugusa dos Sports (responsável pela organização dos Jogos Sportivos Nacionais, em Julho de 1914) ou do Comité Olímpico Português, criado em 30 de Abril de 1912.

Esgrima, Atletismo e Luta Grego-Romana seriam as únicas três modalidades a contar com presença nos Jogos Olímpicos de Estocolmo de 1912, em cuja maratona faleceu o maratonista Francisco Lázara, vítima de insolação e alçado nos dias seguintes a grande herói nacional e exemplo do que deveria ser o «homem republican» português.

Nos Jogos Olímpicos seguintes, em Antuérpia-1920, Portugal estaria somente presente  em duas modalidades, Esgrima e Tiro, tendo a missão olímpica sido custeada pelo Ministério da Guerra. Este pobre cenário participativo, ilustrativo do fraco desempenho organizativo do desporto luso, alterou-se ligeiramente nas Olimpíadas de Paris-1924, com a delegação lusa a ser composta por 25 atletas, divididos por oito modalidades (Atletismo, Esgrima, Equitação, Pesos e Halteres, Natação, Tiro e Ténis), conseguindo pela primeira vez uma Medalha, a de Bronze, em Equitação, na especialidade de saltos de obstáculos por equipas.

Em geral, estas modalidades contavam em Portugal com algumas provas, embora sem grande regularidade, o que se reflectia numa fraca preparação dos atletas. Quase na sua generalidade, o público desportivo dava pouca atenção à participação olímpica, tendência wue apenas se inverteu nos Jogos Olímpicos de Amesterdão de 1928, graças sobretudo à presença e boa prestação da Selecção Nacional de Futebol, que atingiu os quartos de final. O futebol, sempre ele, a dominar as atenções. E só o ciclismo (graças à Volta a Portugal em Bicicleta, a partir de 1927) lhe faria alguma concorrência nas décadas seguintes.

Fonte: “Dicionário de História da I República e do Republicanismo”, (Volume I: A-E, Coordenação Geral de Fernanda Rollo, Edição da Assembleia da República, Centenário da República, Colecção Parlamento, Edição de Outubro de 2013)

Advertisements

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: