José Dias Coelho, se fosse vivo, faria hoje 93 anos de idade.

 

José Dias Coelho, assassinado pela PIDE, foi imortalizado por José Afonso, com “a morte saiu à rua”.

 

No dia em que faria 93 anos, aqui ficam alguns traços biográficos de José Dias Coelho e a tenebrosa lembraça de que a PIDE existiu mesmo, não é ficção como se pretende, por vezes, fazer passar.

 

Jose Dias CoelhoJOSÉ António DIAS COELHOo, nasceu em Pinhel, e foi assassinado pela PIDE, na Rua da Creche, em Lisboa. Era filho de Juliana Augusta Coelho e de Alfredo Dias Coelho, Escrivão de Direito. José é o quinto de nove irmãos.

Aos 16 anos de idade já expunha nas mostras dos alunos do Colégio Académico e, em 1942 decidiu entrar para o Curso de Arquitectura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.

Dedicou-se ao Desenho, à Pintura e à Escultura, integrando as Exposições Gerais de Artes Plásticas da Sociedade Nacional de Belas-Artes, de 1947 a 1956, fora da tutela de António Ferro e do SNI e, nesta época aderiu também à Federação das Juventudes Comunistas, onde começou a apoiar as famílias dos presos políticos.

Em 1946, mudou para o curso de Escultura e, militou no MUD Juvenil sendo três anos mais tarde, em plena campanha para a eleição deNorton de Matos, preso no Aljube.

Mais tarde, em 1947, como aluno da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, esteve envolvido no MUD Juvenil, e participou na agitação que o PCP promoveu no após-guerra imediato. Chegou a dirigente estudantil nas Belas-Artes, onde as suas actividades subversivas o levaram à expulsão em Fevereiro de 1952. Foi também irradiado do lugar de Professor do Ensino Técnico.

Foi um dos dirigentes das lutas dos estudantes de Belas-Artes pela criação da Associação Académica e das lutas en defesa da paz e contra a reunião do Pacto Atlântico em Lisboa em 1952. Em consequência disso foi expulso da Escola Superior de Belas-Artes, proibido de ingressar em qualquer outra Faculdade do país e foi demitido do seu lugar de Professor do Ensino Técnico. Aderiu ao PCP com vinte e poucos anos, abandonou a carreira para se dedicar à actividade política na clandestinidade, vindo a ser morto por um agente da PIDE.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcácer do Sal; Alvito (Freguesia de Vila Nova da Baronia); Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Azambuja (Freguesia de Maçussa); Barreiro (Cidade do Barreiro e Freguesia de Santo António da Charneca); Coruche (Freguesia da Fajarda); Évora; Grândola; Lisboa (Freguesia de Alcântara, Edital de 17-02-1975, ex-Rua da Creche); Loures (Freguesias de Camarate, Santo Antão do Tojal, São João da Talha, São Julião do Tojal e Unhos); Moita (Freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Moita e Sarilhos Pequenos); Palmela (Freguesia da Quinta do Anjo), Pinhel; Santiago do Cacém (Freguesia de Alvalade); Seixal (Freguesias de Amora, Corroios e Fernão Ferro); Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sines;  Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins); Vendas Novas; Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo e Vialonga).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 125).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 153 e 154).

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