Arruda Furtado, um Cientista português, discípulo de Charles Darwin.

 

Arruda Furtado, Naturalista português,  é quase desconhecido dos portugueses.

No dia em que faz 129 anos sobre a sua morte, aqui deixo alguns traços biográficos deste grande Naturalista.

 

Arruda FurtadoFrancisco ARRUDA FURTADO, Naturalista, nasceu emde Ponta Delgada, a 17-09-1854, e faleceu na Freguesia da Fajã de Baixo (Ponta Delgada), a 21-06-1887. Iniciou a sua carreira como aspirante da Repartição da Fazenda de Ponta Delgada, tendo-se demitido desse cargo em 1877 e passando a exercer as funções de empregado de escritório.

Atraía-o o estudo das ciências, da arte e da literatura e, dia a dia, tornava mais avultadas os seus conhecimentos, não tardando em tornar conhecido o seu nome, salientando-se pelos trabalhos que copiosamente publicou. Tendo vindo para Lisboa em 1884, bem depressa conquistou uma situação de relevo, depois que foi nomeado adido à Secção Zoológica do Museu de Lisboa, actualmente Museu Barbosa du Bocage. Valioso auxiliar e colaborador da obra do Dr. Carlos Machado, de que foi ajudante, contribuiu brilhantemente para a fundação do Museu de Ponta Delgada, por ocasião do centenário de Camões.

Em 1882, pertenceu como Vvogal à Comissão Organizadora da Exposição de Artes, Ciências e Letras, realizada no Liceu de Ponta Delgada nesse ano, tendo sido expositor de trabalhos populares e de desenhos da sua autoria sobre anatomia vegetal e animal e paisagem.

O seu grande valor foi reconhecido pelo sábio naturalista Barbosa du Bocage, que não só o colocou no Museu de Lisboa como o propôs, em 1887, para sócio da Academia das Ciências, onde não chegou a entrar por ter falecido.

Manteve uma notável correspondência científica com os sábios de maior categoria, como o naturalista Charles Darwin, Gustavo Le Bom, os Zoólogos Edmundo Perrier, Hooker, Miall, Eugénio Simon, Chaper, Crosse, de reputação extraordinária, e com os portugueses ilustres como Leite de Vasconcelos, Teófilo Braga, Adolfo Coelho e Paula e Oliveira, que o escutavam e liam com grande interesse.

A sua inteligência distribuía-se por vários campos, sendo numerosos e de grande importância os seus trabalhos publicados em volume ou como colaboração em publicações periódicas. Foi secretário da redacção da Revista Intelectual Contemporânea. Foi sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa e deixou elementos preciosos que constituem os trabalhos manuscritos “Açores e Açoreanos; História da Zoologia em Portugal; Guia Popular da Colecção Típica de moluscos da Secção Zoológica do Museu de Lisboa; Classificação de Moluscos” e muitos outros.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Ponta Delgada

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”

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