“PAIS e FILHOS (à moda antiga; isto é: Pais também engloba Mães e Filhos, também engloba Filhas), na Toponímia”.

Ana de Castro Osório e seus filhos, João de Castro Osório e José Osório de Oliveira, na Toponímia de Lisboa (Ana de Castro Osório e os filhos); Na Toponímia de Oeiras e de Setúbal; onde figuram na Toponímia, Ana de Castro Osório e João de Castro Osório.

 

Carnide 0151ANA DE CASTRO OSÓRIO, Escritora e Pedagoga, nasceu em Mangualde, a 18-06-1872. e faleceu em Setúbal, a 23-03-1935. Era filha de João Baptista de Castro, natural de Eucísia (Alfândega da Fé), e de Mariana Adelaide Osório de Castro Cabral de Albuquerque Moor Quintins, natural de São Jorge de Arroios (Lisboa) e irmã do Poeta Alberto Osório de Castro.

Residiu em Setúbal e publicou, as primeiras crónicas, aos 23 anos, no periódico Mala Posta, entusiasticamente elogiada por Tomaz Ribeiro. Nesse mesmo ano casou com o publicista e tribuno republicano Paulino de Oliveira. Em 1898 deu início à colecção “Para as crianças” (18 volumes) que lhe conferiu um lugar cimeiro na literatura infantil. A sua bibliografia é muito extensa: Obras didácticas, romances, novelas, contos, peças infantis e comédia. Para divulgação de normas educativas e de higiene, escreveu e fez distribuir, gratuitamente, folhetos com o título genérico “A bem da Pátria”. O seu livro “A Minha Pátria”, celebrizou-se pelo capítulo “O Jardim do Jorge”, verdadeira lição de civismo e amor pátrio, apontada como exemplo por António José de Almeida.

Em 1911 acompanhou seu marido, nomeado Cônsul de Portugal em São Paulo, mas, enquanto lá viveu, não abandonou a actividade editorial e literária. Aí foi Professora e escreveu vários livros, entre os quais Lendo e Aprendendo e Lição de História, dois manuais que escolas brasileiras e portuguesas seguiram. Ana de Castro Osório foi também considerada a fundadora da literatura infantil em Portugal, muito pela publicação da coleção em fascículos Para as Crianças (1897- 1935), obra marcante na sua época e que durou até à sua morte.

Com ele tomou parte, em 1912, no Congresso de Instrução Pública, em Belo Horizonte, sendo os únicos estrangeiros.

Quando enviuvou, em 1914, regressou e fixou-se em Lisboa. Na Guerra de 1914-1918 teve acção preponderante na propaganda e na assistência aos Soldados, o que lhe mereceu, da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, a colocação do seu busto, em bronze, obra do Escultor João da Silva, na respectiva sede. Em 1915, como Delegada da Câmara Municipal de Cuba (Alentejo), participou no Congresso Municipal de Évora, onde foi a única mulher admitida, apresentando a tese “A mulher na agricultura, nas indústrias regionais e na administração municipal”.

Feminista militante, publicou “As Mulheres Portuguesas”, em 1905, fundou a revista “A Sociedade Futura e a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, e colaborou, com Afonso Costa, na elaboração da lei do divórcio. Não aceitou ser condecorada com a Ordem de Santiago, mas, mais tarde, aceitou a Ordem de Mérito Agrícola e Industrial, que lhe foi atribuída pelo Governo, em reconhecimento dos seus esforços no ressurgimento da silvicultura e das indústrias caseiras como as rendas e a tapeçaria. Era mãe dos Escritores João de Castro Osório e José Osório de Oliveira.

Obras principais: Infelizes, (contos, 1898); Ambições, (1903); Às Mulheres Portuguesas, (1905); Festas Infantis, (1906); Quatro Novelas, (1908); Instrução e Educação, (1909); Em Tempo de Guerra, (1918); A Grande Aliança, (1924); A Verdadeira Mãe, (1925); Mundo Novo, (1927); A Capela das Rosas, (1931); literatura infantil: Bem Prega Frei Tomás, (peça em 1 acto, 1905); A Minha Pátria, (1906); Uma Lição de História, (1909); Os Nossos Amigos, (1911); Viagens Aventurosas de Felício e Felizarda, (1923); O Príncipe das Maçãs de Oiro, (1935); Histórias Maravilhosas da Tradição Popular Portuguesa, (2 volumes, 1952); Últimas Histórias Maravilhosas da Tradição Popular Portuguesa, (s/d).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Entroncamento; Lagos; Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 19-06-1976, ex-Rua B da Urbanização dos Condes de Carnide); Mangualde; Moita (Freguesia do Vale da Amoreira); Montijo, Odivelas; Oeiras (Freguesia de Caxias); Seixal (Freguesias da Amora, Corroios e Seixal); Sesimbra (Freguesias da Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Freguesias de Queluz e Rio de Mouro); Tavira (Freguesia de Cabanas de Tavira).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Coordeando por Eugénio Lisboa, 1994, Pág. 131 e 132)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 396).

Fonte: “Dicionário de Autores da Beira-Serra”, (de João Alves das Neves, Editora Dinalivro, 1ª Edição, Novembro de 2008, Pág. 238).

 

 

João de Castro OsórioJOÃO DE CASTRO OSÓRIO de Oliveira, Escritor e Político, nasceu em Setúbal, a 17-01-1899, e faleceu no Alto do Lagoa, Freguesia de Caxias (Oeiras), a 10-11-1970. Era filho da Escritora Ana de Castro Osório e do Poeta Paulino de Oliveira e irmão do Escritor José Osório de Oliveira.

Formou-se na Faculdade de Direito pela Universidade de Lisboa e na Escola Superior Colonial. Tentado pela política, publicou o Manifesto Nacionalista, 1919, e A Revolução Nacionalista, 1922.

Poeta de inspiração saudosista e exaltação nacionalista, estreou-se com a elegia Rainha Santa, 1920, a que se seguiu Cancioneiro Sentimental, 1936. Dramaturgo, escreveu A Horda, 1921, O Clamor 1923, O Baptismo de Dom Quixote, 1944, e A Trilogia de Édipo, 1954. Doutrinador político, publicou Direito e Dever do Império, 1938. Estudou poetas como António Feijó e Camilo Pessanha e deu a lume, entre obras, o Cancioneiro de Lisboa, 1956-1958, em três volumes. Foi colaborador do jornal “A Tarde”, na sua secção “Correio Literário”, e, igualmente, do “Diário de Lisboa”. Foi conferencista por várias vezes, na Sociedade de Geografia de Lisboa, especialmente, abordando temas de elevado patriotismo.

Intelectual republicano e fascista, lançou em 1919 um Manifesto Nacionalista e publicou um opúsculo intitulado A Revolução Nacionalista. A partir do Verão de 1925 aproximou-se do grupo de José Domingues dos Santos e em Abril de 1926 participou nocongresso da Esquerda Democrática (ED).

Maçon, foi iniciado em 1919 na Loja Fiat Lux, em Lisboa, com o nome simbólico de D. João de Castro.

Obras principais: Rainha Santa, (elegias, 1920); O Cancioneiro Sentimental, (1936); A Tetralogia do Príncipe Imaginário (O Ramo de Flores sem Flores; A Bela Felicidade, (1940); A Princiesa dos Cuidados; A Flor do Liro-lar, (1941); Florilégio das Poesias Portuguesas Escritas em Catelhano e Restituídas à Língua Nacional, (1942); O Baptismo de D. Quixote, (tragicomédia, 1944); Ordenação Crítica dos Autores Obras Essenciais da Literatura Portuguesa, (1947); O Além-Mar na Literatura Portuguesa, (1948); A Trilogia de Édipo, (1954); Cancioneiro de Lisboa (Séculos XIII-XX, 2 volumes, 1958); O Testemunho de Garcia de Resende, (1963); «Clepsidra» e Outros Poemas, (1969); Suma Poética da Língua Portuguesa, (volume I, 1970).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Santa Maria dos Olivais); Oeiras (Freguesia de Paço de Arcos); Setúbal.

Fonte: “Setubalenses de Mérito” (de João Francisco Envia, edição de autor, 2003)

Fonte: “A Esquerda Democrática e o Final da Primeira República”, (de António José Queirós, Livros Horizonte, Edição de Maio de 2008, Pág. 412)

Fonte: “Dicionário Crologógico de Autores Portugueses”, (III Volume, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Publicações Europa América, 1990, Pág. 553 e 554).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 396 e 397).

 

 

 

JOSÉ OSÓRIO DE Castro OLIVEIRA, Jornalista e Escritor, nasceu em Setúbal, a 27-08-1900, e faleceu em Lisboa, a 03-12-1964. Filho da Escritora Ana de Castro Osório e do Poeta Paulino de Oliveira, e irmão do Escritor João de Castro Osório, passou a infância no Brasil, aonde regressaria em 1923 por alguns anos. Aos 17 anos dedicou-se ao jornalismo. Funcionário Ultramarino, viveu em Moçambique e Cabo Verde. No Brasil foi secretário de redacção da revista luso-brasileira Atlântico e da revista de cultura Descobrimento. Organizou diversas antologias literárias e colaborou na revista Colóquio.

Entre outros estudos, publicou: “Geografia Literária”, em 1931, com prefácio do Prof. Joaquim de Carvalho); “Contribuição Portuguesa para o Conhecimento da Alma Negra”, em 1952, “Uma Acção Cultural em África”, em 1954, “Fogueiras no Deserto”, em 1958, “Ilha do Desencanto”, em 1963, “A Espanha Vista pelos Portugueses”, em 1964, e “Palvras ao Vento”, em 1965 (obra póstuma). Ficção – Fogueiras no Deserto, (1958); Ilha do Desencanto, (1963).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Ajuda, Edital de 18-09-1972); Setúbal.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto do Livro e das Bibliotecas, Coordenado por Ilídio Rocha, Publicações Europa América, Março de 1998, Pág. 71)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 393 e 394).

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