“PAIS e FILHOS (à moda antiga; isto é: Pais também engloba Mães e Filhos, também engloba Filhas), na Toponímia”.

A Toponímia, como tudo na vida, está sugeita aos ciclos políticos. No tempo da Monarquia, raros eram os nomes de Republicanos que era atribuídos a novas Artérias e, alguns que já existiam, foram alterados.

Veio a República e, desta vez ao contrário, mas os nomes dos Monárquicos, deixaram de ser atribuídos e, muitos deles, foram alterados.

Chegado o Estado Novo, foram sendo mudadas as designações das Artérias com nomes de Republicanos e, daí para a frente, quem não estava com o regime, ficava, mesmo depois de morto, ostracizado.

Com o 25 de Abril de 1974, o processo foi o inverso, a grande maioria da Toponímia relacionada com o Estado Novo, foi subsituída, por nomes de personalidades que estavam “ostracizados”.

Como é evidente esta problemática não era sentida da mesma maneira em todo o País, era-o sim, mais sentida, nas grandes Cidades, com destaque para Lisboa.

Mesmo com todas estas condicionantes na atribuição da Toponímia, ainda se encontram alguns Topónimos em que figuram Pais, Filhos, e outros familiares na Toponímia.

 

Embora possa parecer estranho, a Rua Augusta, na Bauuxa Pombalina, em Lisboa, homenageia a figura do Rei D. José I.

A Rua da Augusta Figura do Rei leva-nos a direito para a estátua do monarca que homenageia: D. José I, o soberano que inaugurou em Lisboa a prática da atribuição de nomes de ruas por decreto.

 

 

Maria AnaDONA MARIA ANA DE ÁUSTRIA, Rainha de Portugal, nasceu em Linz (Áustria), a 07-09-1683, e faleceu em Lisboa, a 14-08-1754. Arquiduquesa de Áustria, terceira filha do Imperador Leopoldo I r fr D. Leonor Madalena, foi Rainha de Portugal, mulher de Dom João V. O casamento foi negociado em 1708 por um Embaixador que o Rei enviou a Viena, e realizou-se, em Junho desse ano, por procuração, em que foi representante do noivo o próprio Imperador.

Partindo da Holanda por mar, a Rainha chegou ao Tejo e os dois monarcas fizeram a sua entrada solene em Lisboa a 22 de Outubro, onde os esponsais foram festivamente celebrados.

Não foi feliz, resignando-se com o abandono a que o marido a votara. Era muito culta e piedosa, interessava-se por assuntos de marinharia. Foi duas vezes Regente, uma durante uma cura de repouso de Dom João em Vila Viçosa, em 1716, a outra, durante a doença que veio a vitimá-lo, em 1750. Aproveitou então para elevar às altas esferas Sebastião José de Carvalho e Melo, e futuro Marquês de Pombal. Fundou o Convento de São João Nepomuceno de Carmelitas Descalças Alemães, em cuja igreja foi sepultada.

Teve seis filhos: Maria Bárbara (mais tarde Rainha de Espanha, casada com Dom Fernando), Pedro,  José (depois Dom José I de Portugal), Carlos, Pedro (que casou com Dona Maria I) e Alexandre.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Campolide, Edital de 14-12-1990); Sintra (Freguesia de Belas).

Fonte: “Grande Enciclopédia do Conhecimento”, (Volume 10, Pág. 1709)

 

 

 

 

Rua AugustaDom José I, Rei de Portugal desde 31-07-1750 até à sua morte, ficou conhecido como o Reformador, nasceu a 06-06-1714 e faleceu a 24-02-1777. Filho de Dom João V e de Dona Maria Ana de Áustria, casou, em 19-01-1729, com Dona Mariana Vitória, filha de Filipe V e de Isabel Farnésio, de quem teve quatro filhas.

Mal subiu ao trono colocou (02-08-1750) nas Secretarias de Estado elementos defensores do reforço do Estado. O terramoto de Lisboa (01-11-1755) deu azo a que Sebastião José de Carvalho e Melo mostrasse o seu espírito organizador;  nas mãos deste não tardaram a concentrar-se todos os poderes do Estado.

Em 03-09-1758 o monarca foi alvo de um atentado quando regressava de casa da amante, a marquesa (nova) de Távora. Os requintes de barbárie de que foram objecto, após um processo monstruoso, membros da família dos Távoras e do duque de Aveiro, bem como as execuções do Porto (13 homens e 4 mulheres) de participantes num motim (23-02-1757) contra a Companhia do Alto Douro, se bem que ordenadas pelo futuro Marquês de Pombal, não podem deixar de também responsabilizar Dom José.

A sua época tomou a designação de pombalina e não de josefina. Quer isto dizer que o »deve e o haver« do seu reinado se atribuiu mais ao Marquês de Pombal e não ao monarca, não merecendo este, portanto, o congnome de «reformador« que lhe foi aposto. Por falta de documentação (em grande parte mandada destruir or sua filha Dona Maria I aquando da revisão dos processos dos Távoras e consequente condenação do Marquês de Pombal) não se sabe até que ponto Dom José foi co-autor de todos esses desmandos, em grande medida desnecessários, sobretudo quanto aos Távoras, mais tarde ilibados. Certo é que ele, após princípios auspiciosos, se deixou absorver quase por completo com os entretenimentos da caça e do seu museu conquiliológico e com os encantos da ópera e do teatro. Meses antes da sua morte já o desfavor de Pombal era flagrante.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Aveiro (Freguesia de Vera Cruz); Figueira da Foz (Freguesia de São João); Lisboa (Freguesia de Santa Maria Maior, Decreto de 05-11-1760); Odivelas (Freguesia da Pontinha); Portimão; Sintra.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 283 e 284).

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