“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Hermano Neves e Mário Neves, Pai e Filho, na Toponímia de Lisboa.

 

Lumiar 1351HERMANO da Silva NEVES, Médico e Jornalista, nasceu na Freguesia de Álvares (Góis), a 12-12-1884, e faleceu em Lisboa, a 02-05-1929. Era filho de António Joaquim Neves e de Emília Neves e Silva.

Licenciado pela Faculdade de Medicina de Berlim, foi depois Assistente de Anatomia da Faculdade de Medicina de Lisboa (fez um estudo sobre a vida de Bernardo Santuci, que descobriu ter sido um plagiador).

Dedicou-se às Ciências Sociais, de que é ainda hoje apreciado historiador e foi uma das figuras mais relevantes da primeira República.

Na sua intensa actividade jornalística, iniciou em Portugal a grande reportagem de características modernas. Apaixonado conhecedor dos problemas ultramarinos, foi para Angola quando Norton de Matos assumiu as funções de Alto Comissário, e ali prestou importante colaboração.

Foi o primeiro jornalista português que fez uma grande reportagem no interior de África. Trabalhou em vários jornais da época: “O Dia”, “Diário de Notícias”, “O Mundo”, e “A Capital”, tendo sido um dos fundadores do jornal “A Vitória”. Traduziu e adaptou do alemão várias peças para o teatro.

Publicou, entre outros trabalhos: “Como triunfou a República”, (1911); Fora da Lei, (de colaboração com Herculano Nunes); Guerra Civil, (1913); Três Dias em Olivença. Traduziu para o teatro: O Príncipe Herdeiro, Heróis do Mar, e Domador de Sogras.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Cascais (Freguesia do Estoril); Góis; Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 1981, ex-Rua 24 de Telheiras).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Publicações Europa América, Coordenação de Eugénio Lisboa, 1990, Pág. 306 e 307).

Fonte: “Dicionário de Autores da Beira-Serra”, (de João Alves das Neves, Editora Dinalivro, 1ª Edição, Novembro de 2008, Pág. 222 e 223).

 

SD Benfica 0047MÁRIO Afonso NEVES, Jornalista e Diplomata, natural de Lisboa, nasceu a 18-01-1912 e faleceu a 01-01-1999. Era filho do notável jornalista Hermano Neves, e de Evangelina Viçoso. Formou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, mas, logo em 1929, entraria para os quadros de O Século para iniciar uma brilhante carreira de quarenta e dois anos de jornalismo.

Em 1933, deixou O Século para ingressar no Diário de Lisboa, vespertino onde já colaborava desde 1931. Em 1958, passou a exercer o cargo de Director-Adjunto deste jornal, lugar que manteve até 1968 e que deixou para fundar o diário A Capital, onde foi também desempenhar o lugar de Director-Adjunto, cargo que manteve até 1971, ano em que deixou o jornalismo. Em 1948, fundara com o seu colega Ribeiro dos Santos, com quem partilhava também a direcção, o importante magazine Ver e Crer. Ao serviço do Diário de Lisboa, foi correspondente no teatro da Guerra Civil de Espanha (1936-1939), mas as reportagens mais importantes daqueilo de que lá foi testemunha só puderam ser publicadas, e em livro, após o 25 de Abril de 1974.

De par com o jornalismo, foi Administrador do Instituto Português de Oncologia, Comissário de Portugal na Exposição Universal de Bruxelas (1951) e Comissário da Feira das Indústrias Portuguesas, desde a sua fundação, em 1949, até 1974.

Neste ano, e após a revolução, foi nomeado para primeiro Embaixador de Portugal na União Soviética, exercendo simultaneamente o cargo de Embaixador não residente na Mongólia, lugares que ocupou até 1977. Presidiu, a partir deste ano, à Comissão do Livro Branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cargo que deixou em 1982 por ter atingido o limite de idade. Foi também Secretário de Estado da Emigração do V Governo Constitucional. Durante a II Grande Guerra, foram importantes os seus comentários ao conflito, no Diário de Lisboa, bem como as traduções de alguns livros que esclareciam as verdadeiras intenções dos beligerantes, nomeadamente as do Terceiro Reich, num momento em que a censura à imprensa e a propaganda desinformavam a maioria dos seus compatriotas.

Obras principais: Roosevelt, (Biografia romanceada, 1941); A Morte Violenta, (s/d); O Clínico e o Doente: Homenagem ao Professor Fernando da Fonseca, (s/d); Esboço de um Perfil de Maria Lamas, (1974); Camões: Eterno Embaixador de uma Pátria pelo Mundo em Pedaços Repartida, (1980); A Chacina de Badajoz: Relato de uma Testemunha de um dos Episódios mais Trágicos da Guerra Civil de Espanha, (1985); A Informação e a Política Externa e a Política Externa da União Soviética; Missão em Moscovo: Experiência da Primeira Embaixada Portuguesa no País dos Sovietes, (1986); José Rodrigues Miguéis: Vida e Obra, (1990).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de São Domingos de Benfica, Edital de 07-05-1999); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Publicações Europa América, Coordenação de Ilídio Rocha, , 1997, Pág. 495 e 496).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 383 e 384).

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 260 e 261).

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