“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Dom João V e Dom José I, Pai e Filho na Toponímia de Lisboa.

 

Dom João VJOÃO Francisco António José Bento Bernardo, DOM JOÃO V, foi o 24º Rei de Portugal desde 1-1-1707 e teve o cognome de O Magnânimo. Natural de Lisboa, nasceu a 22-10-1689 e faleceu a 31-07-1750. Era filho de Dom Pedro II e de Dona Maria Sofia Isabel de Neuburgo, sua segunda mulher. Subiu ao trono em 1-1-1707. Em 09-07-1708 casou com Dona Maria Ana de Áustria, de quem teve dois filhos. Nascidos fora do casamento contam-se os Meninos de Palhavã (D. António, D. Gaspar e D. José). Herdou o País envolvido na Guerra de Sucessão de Espanha e com o Tesouro exausto. Em política externa seguiu a política de neutralidade em face da Europa, sem deixar de acudir ao apelo do papa na guerra contra os Turcos, tendo os Portugueses tomado parte decisiva na Batalha de Matacão (06-11-1717). Da Santa Sé obteve a paridade diplomática relativamente aos outros Estados europeus, além de honras singulares, em especial para a Sé de Lisboa, passando o rei de Portugal a ter o título de “Fidelíssimo”. Levou a cabo a defesa do património ultramarino, no Brasil renovou mesmo o seu povoamento com famílias portuguesas e levou a efeito uma mais rigorosa demarcação das fronteiras. Com o ouro e os diamantes do Brasil realizou uma vasta tarefa de enriquecimento cultural do País, tirando grande proveito do comércio vinícola com a Grã-Bretanha. Criou, além disso, um primeiro surto manufactureiro, entre 1720 e 1740, de panos de seda, papel e vidros. Fundou arsenais militares e remodelou o Exército. Mandou construir o Convento de Mafra, a Capela de São João Baptista, na Igreja de São Roque (Lisboa), o Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa e, numerosos outros edifícios espalhados por todo o país. A terça parte do património arquitectónico do País, é joanino. Fundou a Real Academia da História, renovou os estudos de cirurgia e o ensino das matemáticas, fundou o observatório astronómico do Colégio de Santo Antão, criou em Roma a Academia de Portugal, organizou a Aula do Risco, protegeu a actividade artística musical e estimulou o cultivo de numerosas artes menores que criaram um estilo próprio, o chamado estilo D. João V. O brilho da sua corte projectou-o não só na Europa mas também no Oriente, tendo recebido significativas embaixadas da China e do Grão-Mogol.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada; Amadora; Bragança; Fundão; Lisboa (Freguesia de Campo de Ourique, Edital de 18-06-1948); Loulé; Loures; Mafra; Óbidos; Odivelas; Oliveira de Azeméis; Paços de Ferreira; Penafiel; Salvaterra de Magos; Sintra.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 279 e 280).

 

Dom José IDom José, Rei de Portugal desde 31-07-1750 até à sua morte, ficou conhecido como o Reformador. Natural de Lisboa, nasceu a 06-06-1714 e faleceu a 24-02-1777. Filho de Dom João V e de Dona Maria Ana de Áustria, casou, em 19-01-1729, com Dona Mariana Vitória, filha de Filipe V e de Isabel Farnésio, de quem teve quatro filhas.

Mal subiu ao trono colocou (02-08-1750) nas Secretarias de Estado elementos defensores do reforço do Estado. O terramoto de Lisboa (01-11-1755) deu azo a que Sebastião José de Carvalho e Melo mostrasse o seu espírito organizador;  nas mãos deste não tardaram a concentrar-se todos os poderes do Estado.

Em 03-09-1758 o monarca foi alvo de um atentado quando regressava de casa da amante, a marquesa (nova) de Távora. Os requintes de barbárie de que foram objecto, após um processo monstruoso, membros da família dos Távoras e do duque de Aveiro, bem como as execuções do Porto (13 homens e 4 mulheres) de participantes num motim (23-02-1757) contra a Companhia do Alto Douro, se bem que ordenadas pelo futuro Marquês de Pombal, não podem deixar de também responsabilizar Dom José. A sua época tomou a designação de pombalina e não de josefina. Quer isto dizer que o »deve e o haver« do seu reinado se atribuiu mais ao Marquês de Pombal e não ao monarca, não merecendo este, portanto, o congnome de «reformador« que lhe foi aposto. Por falta de documentação (em grande parte mandada destruir or sua filha Dona Maria I aquando da revisão dos processos dos Távoras e consequente condenação do Marquês de Pombal) não se sabe até que ponto Dom José foi co-autor de todos esses desmandos, em grande medida desnecessários, sobretudo quanto aos Távoras, mais tarde ilibados. Certo é que ele, após princípios auspiciosos, se deixou absorver quase por completo com os entretenimentos da caça e do seu museu conquiliológico e com os encantos da ópera e do teatro. Meses antes da sua morte já o desfavor de Pombal era flagrante.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Aveiro (Freguesia de Vera Cruz); Figueira da Foz (Freguesia de São João); Lisboa (Rua Augusta, Freguesia de Santa Maria Maior, Decreto de 05-11-1760); Odivelas (Freguesia da Pontinha); Portimão; Sintra.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 283 e 284).

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