“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Joaquim Casimiro e Angelina Vidal, na Toponímia de Lisboa.

 

Joaquim CasimiroJOAQUIM CASIMIRO Júnior, Compositor, natural de Lisboa, nasceu a 30-05-1808 e faleceu a 28-12-1862. Filho de Joaquim Casimiro da Silva Capitão-Músico da Casa Real e do Teatro de São Carlos. Nunca saíu de Lisboa, onde aprendeu música com os parcos recursos que a cidade lhe proporcionava. Foi menino de coro na Sé Patriarcal, cuja aula de música frequentou.

Dom João VI, impressionado com o brilho e novidade dos seus improvisos no orgão, pagou-lhe do seu bolso os estudos, feitos com  Frei José Marques da Silva. Em 1860 foi promovido a Mestre-de-Capela da Sé.

Escreveu 97 obras de música sacra e própria de igreja e 209 partituras para o teatro, deixando páginas de excelente nível em certos passos da “Missa da Arruda”, dos “Ofícios da Semana Santa”, das “Matinas de Nossa Senhora”, e do “Stabat Mater”.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia dos Prazeres, Deliberação Camarária de 02 de Junho de 1925, e Edital de 08 do mesmo mês, ex-Rua n~2 do Bairro da Lapa); Sesimbra (**); Sintra (Freguesia de Queluz).

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, 2008, Pág. 135).

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 45 e 46)

 

Angelina VidalANGELINA Casimira do Carmo e Silva VIDAL, Escritora e Jornalista, natural de Lisboa, nasceu a 11-03-1853, e faleceu a 01-08-1917 1917. Filha do Maestro Joaquim Casimiro Júnior. Foi Professora Liceal e do Conservatório, Escritora, Poetisa e Jornalista. Casada com o Médico da Marinha de Guerra Luís Augusto de Campos Vidal, falecido em serviço da Guiné em 1894.

Angelina Vidal distinguiu-se, desde muito nova, como propagandista da causa republicana. Fundou os jornais Sindicato, Justiça do Povo e Emancipação. Aderiu ao socialismo. Morreu na miséria. O seu pioneirismo, até como mulher, já era nome de cartaz  quando se começou a organizar o partido republicano no Porto. Nessa cidade, foi a partir do Centenário de Camões, em 1880, que se fundou o Clube Rodrigues de Freitas, onde Angelina Vidal esteve nesses princípios, com vinte e tal anos, já casada e mãe de quatro filhos.

O seu ardor republicano era tal, que nesse distante de 1880, trinta anos antes da implantação da República, apareceu no Porto, num sarau republicano, “de cabelo cortado, revolto como uma juba, com fitas vermelhas e verdes; um vestido vermelho, de cauda, aberto de um lado, à directório, e enfeitado de pompons verdes”.Era notada pelos seus artigos, conferências e comícios políticos de tendências republicana e socialista.

Foi proprietária e redactora principal dos Jornais Sindicato, Justiça do Povo e Emancipação. Angelina Vidal foi uma das primeiras feministas portuguesas. Em Dezembro de 1880, realizou uma conferência sobre “A Mulher, a Actualidade e a Filosofia”, na Associação União Fraternal dos Operários da Fabricação dos Tabacos. Quando enviuvou, o Estado negou-lhe a pensão a que tinha direito, devido às suas ideias, passando a viver, mal, só do que escrevia. Devido a essas circunstâncias, foram feitas duas subscrições, em seu favor, uma no Diário de Notícias e outra por iniciativa do poeta Gomes Leal.

Obras principais: Ícaro, (poesia); Lisboa Antiga e Lisboa Moderna. Elementos Históricos, (1900); Nas Florestas da Vida, (Poema, 1906), o Conselheiro Acácio, (teatro); Castigar os Que Erram, (teatro); O Oitavo Mandamento, (teatro); Contos Negros; Contos de Cristal.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Cascais (Freguesia de Alcabideche); Lisboa (Freguesias de Arroios, Penha de França e São Vicente, Edital de 17-10-1924, acrescentando o Edital de 08 de Junho de 1925 que era em toda a extensão do Caminho do Forno do Tijolo); Montemor-o-Novo; Seixal (Freguesias da Amora e Seixal); Sesimbra (**); Setúbal; Tomar.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto Português do Livro e da Leitura, Coordeando por Eugénio Lisboa, 1990, Pág. 362 e 363)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 528).

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