“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Dom Luís I e Dom Carlos I, Pai e Filho, na Toponímia.

 

Misericórdia 0128DOM LUÍS I – Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando, Rei de Portugal desde 14-11-1861, com o cognome de O Popular, nasceu em Lisboa, a 31-10-1838, e faleceu em Cascais, a 19-09-1889. Era filho de D. Maria II e de D. Fernando II, rei artista, irmão de D. Pedro V, rei escritor, pai de D. Carlos I, rei pintor e oceanógrafo, avô de D. Manuel II, rei bibliófilo.

Em 06-10-1862 desposou, em Lisboa, a Princesa Maria Pia de Saboia, filha de Vítor Manuel de Itália. Quando Infante serviu na Marinha, visitando a África Portuguesa.

De grande sensibilidade artística, pintava, compunha e tocava viloncelo e piano.Poliglota, falava correctamente meia dúzia de línguas europeias, fez traduções de francês e de inglês.

Tradutor de quatro obras de Shakespeare: Hamlet – Drama em Cinco Actos, (Lisboa, 1877); O Mercador de Veneza – Drama em Cinco Actos, (Lisboa, 1879); Ricardo III – Drama Histórico em Cinco Actos, (Lisboa, 1880); Otelo, o Mouro de Veneza – Tragédia em Cinco Actos, (Lisboa, 1886); de todas há uma reedição especial organizada por Vieira de Almeida, Luís Cardim e Jorge de Faria (Porto, 1956) e da última há uma reedição bilingue (Mem Martins, s/d). Camilo, em 1886, considera-o um “tradutor fiel”, um “vigoroso tradutor”; e Vieira de Almeida, em 1956, aponta-lhe “o esforço meritório de conseguir equivalente mais substanciais que formais aos diálogos”. Dele há manuscritos em Lisboa e na Biblioteca da Ajuda: traduções de Shakespeare, uma visita a duas fragatas e a uma corveta holandesas no Tejo, derrota de Lisboa para Angola e de Angola para Lisboa, etc., há uma relação das obras escritas ou traduzidas por ele e um inventário das obras da sua livraria, ambos devidos a Carlos Alberto Ferreira. Camilo dedicou-lhe um Esboço de Crítica: “Otelo, o Mouro de Veneza”; Tragédia em Cinco Actos; Traduzida, por D. Luís de Bragança, (1886).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Cascais; Lisboa (Freguesia da Misericórdia, Edital de 10-02-182, e de 17-06-1947, respectivamente para a Praça e Rua de Dom Luís I); Odivelas; Porto; Póvoa de Varzim; Valongo; Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 316 e 317).

 

Estrela e MisericórdiaDOM CARLOS I – Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha, Rei de Portugal de 1889 a 1908, natural de Lisboa, nasceu a 28-09-1863 e faleceu a 01-02-1908. Era filho primogénito de Dom Luís I e da Rainha Dona Maria Pia de Sabóia, e casado, em 1886, com Dona Maria Amélia de Orleães, filha dos condes de Paris.

O jovem monarca subiu ao trono, em 1889, numa época particularmente difícil da vida do país, resultante de uma conjuntura económico-financeira de crise e de uma grande rivalidade entre os dois grandes partidos »rotativos«, progressista e regenerador, que afectava de maneira notória a vida política do país, mantendo-a em permanente tensão. O ambiente de crise agudizou-se ainda mais com o Ultimatum britânico de 1890, motivado pelo célebre Mapa Cor-de-Rosa, que obrigou os portugueses a retirarem-se das regiões africanas aí estabelecidas. Este ultimato provocou em Portugal uma onda de indignação e de ódio geral contra Inglaterra e contra o regime monárquico, que não teria sabido defender os interesses nacionais. A situação foi então aproveitada pelo partido republicano que, em 1891, desencadeou no Porto uma revolta, a primeira tentativa armada republicana para tomar o poder.

Dom Carlos procurou acalmar o país, colocando, em 1906, João Franco na chefia do governo liberal, mas a acção deste político reacendeu a hostilidade dos partidos e dos adeptos dos ideais republicanos. A tensão política trazida pela atitude ditatorial do governo acabaria de modo trágico, com o regicídio de Dom Carlos, em Fevereiro de 1908, no qual morreria também o príncipe herdeiro, Dom Luís Filipe. Ainda em vida, Dom Carlos procurou desenvolver uma política de relações externas para reconquistar o prestígio do país na Europa. Efectuou, no ano de 1895, uma viagem às principais capitais europeias, recebendo posteriormente, em 1903 e 1904, Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, a rainha Alexandra de Inglaterra, o imperador Guilherme II da Alemanha e ainda o presidente da república francesa, Emílio Loubet. Durante o seu reinado, foi assinado com a Grã-Bretanha o tratado de Windsor (1889), reataram-se as relações luso-brasileiras, interrompidas por um acidente diplomático, e, finalmente, pacificaram-se os territórios ultramarinos, desde África até à Índia.

Dom Carlos distinguiu-se como um monarca culto. Cientista, colaborou em investigações oceanográficas, a bordo o iate »Amélia«, tendo sido também um exímio pintor de aguarelas e pastéis, que lhe valeram prémios em concursos internacionais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Almada; Amadora; Aveiro; Barreiro; Bombarral (Freguesia de Pó); Bragança; Caldas da Rainha (Cidade das Caldas da Rainha e Freguesia de Foz do Arelho); Cascais; Constância; Ferreira do Zâzere; Funchal; Lagoa (Freguesias de Estômbar e Parchal); Leiria; Lisboa (Freguesias da Estrela e da Misericórdia, Edital de 23-12-1948, e Parque das Nações, Edital de 16-09-2009); Loures (Fregueaias de Camarate e  de Santa Iria da Azóia); Marco de Canaveses; Odivelas (Freguesias de Odivelas e de Pontinha); Oeiras (Freguesia de Porto Salvo); Portimão; Porto; Ribeira Grande; Sabugal (Freguesia de Aldeia de Santo António); Seixal (Freguesia de Fernão Ferro); Serpa (Freguesia de Pias); Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Cinde); Sintra (Freguesia de Casal de Cambra); Vila Nova de Gaia.

Fonte: “Quem É Quem”, (Portugueses Célebres, Círculo de Leitores, Edição de 2008, Pág. 124 e 125).

Fonte: “Dicionário Histórico e Biográfico de Artistas e Técnicos Portugueses”, (de Arsénio Sampaio de Andrade, 1ª Edição, Lisboa, 1959, Pág. 41 e 42)

Advertisements

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: