“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

José Saraiva e António José Saraiva, Pai e Filho na Toponímia de Lisboa e de Oeiras.

 

José SaraivaJOSÉ Leonardo Venâncio SARAIVA, Professor e Escritor, nasceu na Freguesia de Donas (Fundão), a 01-04-1881, e faleceu em Lisboa, a 13-02-1962. Fez os exames da Instrução Frimária no Fundão. Professor do Ensino Liceal, Historiador e Crítico de Arte, Diplomado pelo Curso Superior de Letras. Era pai dos Professores António José Saraiva e José Hermano Saraiva.

Começou logo a trabalhar em casas comerciais, dedicando-se ao estudo nos tempos livres. Estudante do Curso Superior de Letras. Reitor do Liceu de Leiria, Presidente da Câmara Municipal de Leiria e Reitor do Liceu Passos Manuel em Lisboa.

Pertenceu à Academia Portuguesa de História: com Rui Pinto de Azevedo e Paulo Merêa colaborou na edição de Documentos Medievais Portugueses – Documentos Particulares (Lisboa, 1940) e de Documentos Medievais Portugueses – Documentos Régios (Lisboa, Volumes I, e Tomo I do Volume II – 1958-1962). São dele ainda os Painéis do Infante Santo (Leiria, 1925). Pai de António José Saraiva e de José Hermano Saraiva e avô de José António Saraiva.

Obras principais: Os Painéis do Infante Santo, (1925); Leiria. Breve estudo crítico das suas origens e notícias históricas, arqueológicas e artísticas das ruínas do seu Castelo da Catedral; O Ensino Secundário, (1935); O Livro de Marco Polo.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Santa Maria dos Olivais, Edital de 26-03-1971); Oeiras (Freguesia de Queijas); Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde)

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América)

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 27, Pág. 701)

Fonte: “Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria”, (Coordenação de Acácio de Sousa, Ana Bela Vinagre e Cristina Nobre; Actualização ao Século XX; Edições Magno, Leiria, 2004, Pág. 994 e 995)

 

António José SaraivaANTÓNIO JOSÉ SARAIVA, Professor e Escritor, nasceu em Leiria, a 31-12-1917, e faleceu em Lisboa, a 17-03-1993. Era filho de José Leonardo Venâncio Saraiva, Reitor do Liceu de Leiria, e de Maria da Ressurreição Baptista, e irmão mais velho de José Hermano Saraiva. Iniciou os estudos liceais em Leiria, terminando o curso no Liceu Passos Manuel.

António José Saraiva revelou-se publicamente como ensaísta com a publicação de Estética dos Autos de Devoção, em 1937, um ano antes de se licenciar em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras de Lisboa, com a tese Ensaio sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro.

Formado em Filologia Românica, doutorou-se em 1942, pela mesma Faculdade com a tese Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval. Tendo aderido ao Partido Comunista Português em 1944, veio a ser premiado pela Academia das Ciências de Lisboa em 1947, pela publicação da obra As Ideias de Eça de Queirós.

Preso em 1949 pela Polícia política da ditadura, a sua actividade pedagógica no ensino secundário foi-lhe proibida por motivos políticos e, em consequência, foi demitido, pelo governo de então, das funções de Professor.

Emigra, como exilado, para França, em 1960, onde foi bolseiro do Collège de France. Um ano mais tarde, será investigador no Centre National de la Recherche Cientifique de Paris, na secção de História Moderna. Professor Catedrático da Universidade de Amesterdão, volta a Portugal após a Revolução de 25 de Abril de 1974, para o cargo de Professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa, passando posteriormente para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi Professor do Ensino Secundário e Assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. No entanto, dadas as suas convicções políticas, foi afastado desta última função, fixando-se em Paris. Até à sua saída para o estrangeiro, em 1960, publicara já uma vasta obra em que avultam a História da Cultura em Portugal; A Escola: Problema Central da Nação; Herculano e o Liberalismo em Portugal; além de várias edições de clássicos, prefaciados e anotados (texto integral ou seleccionado): Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Correia Garção, Camões, Garrett, Herculano.

Data de 1960 o seu Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes, obra produzida numa directriz aparentemente marxista, de imediato apreendida por ordem do governo.Aí, a partir de 1961, trabalhou no Centre National de la Recherche Scientifique. Em 1962, já no exílio, manisfesta o seu inconformismo ao PCP, aquando do Congresso pela Paz e Desarmamento, realizado em Moscovo. A partir deste momento, a sua autonomia em relação ao PCP não cessou de se acentuar, até à completa ruptura. Ainda antes do seu regresso a Portugal, foi Professor Universitário em Amesterdão.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, passou a ensinar na Faculdade de Letras de Lisboa. Colaborador de vários jornais e revistas, como a Vértice, destacou-se pela análise de temas de literatura e da cultura portuguesas, como o Barroco e a Geração de 70, e da obra de escritores como Herculano, Eça de Queirós e Fernando Pessoa, entre outros. Foi, na sua área, um dos ensaístas e investigadores portugueses contemporâneos de maior renome.

De espírito explosivo, rebelde, inconformista, nunca teve receio de expor as suas teorias literárias nascidas de uma abordagem original das obras mais marcantes da literatura portuguesa. Avesso ao progresso, sempre o considerou como criador de novas prisões e de novas necessidades, exilou-se no fim da sua vida no século da sua preferência, o XIX.

Obras principais: Ensaio sobre a Poesia de Bernardim Ribeiro, (1938); Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval, (1942); Para a História da Cultura em Portugal, (dois volumes, 1946 e 1962); Os Lusíadas e Ideal Renascentista da Epopeia, (1946); As Ideias de Eça de Queirós, (1946, Prémio da Academia das Ciências de 1947); A Escola, Problema Central da Nação, (1948); A Evolução do Teatro de Garrett, (1949); História da Cultura em Portugal, (1950-1960); Herculano Desconhecido, (1953); Maio ou a Crise da Civilização Burguesa, (1969); O Discurso Engenhoso, (1971); Ser ou Não Ser Arte, (1974, sobre Fernando Pessoa); Herculano e o Liberalismo em Portugal, (1977); Filhos de Saturno, (1981); A Cultura em Portugal, (dois volumes, 1983 e 1984); Iniciação à Literatura Portuguesa, (1884); Inquisição e Cristãos-Novos, (1985); O Crepúsculo da Idade Média em Porugal, (1988); A Tertúlia Ocidental, (1990); Poesia e Drama, (1990); e Estudos Sobre a Arte de Os Lusíadas, (1992). A sua obra mais divulgada é a História da Literatura Portuguesa (1953), escrita de parceria com Óscar Lopes. Recebeu, em 1992, o Prémio Ensaio Literário do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, consagrando o conjunto da sua obra.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada, Amadora, Leiria, Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 31-08-1993), Oeiras (Freguesia de Barcarena), Sintra (Cidade de Agualva-Cacém, e Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro).

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. IV, Publicações Europa América, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 200, Pág. 656, 657, 658, 659 e 660)

Fonte: “Dicionário do 25 de Abril”; (Verde Fauna, Rubra Flor, de John Andrade, Editora Nova Arrancada, Sociedade Editora, S.A.. 1ª Edição, Setembro de 2002, Pág. 361 e 362).

Fonte: “Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria”, (Coordenação de Acácio de Sousa, Ana Bela Vinagre e Cristina Nobre; Actualização ao Século XX; Edições Magno, Leiria, 2004, Pág. 875, 876, 877, 888, 879 e 880)

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