“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Tomás Ribeiro e Branca de Gonta Colaço, Pai e Filha na Toponímia de Cascais e de Lisboa.

 

Tomás RibeiroTOMÁS António RIBEIRO Ferreira. Escritor ultra-romântico português e Polítivo, nasceu na Freguesia de Parada de Gonta (Tondela), a 01-07-1831, e faleceu em Lisboa, a 06-02-1901. Era filho de João Emílio Ribeiro Ferreira, e de Maria Amália de Albuquerque, e pai da Escritora Branca de Gonta Colaço.

Fez os estudos preparatórios em Viseu. Estudou Direito em Coimbra, integrando-se no grupo do Novo Trovador e no círculo de António Feliciano de Castilho, Alexandre Braga, Silva Gaio e Ernesto Marecos. Formou-se em 1855.

De regresso a Tondela, aí instalou a sua banca de Advogado, tendo desempenhado, também, as funções de Presidente da Câmara Municipal de Tondela e de Administrador do Sabugal.

Ingressou na carreira política: foi Deputado, em 1862, Ministro da Marinha e das Obras Públicas e Embaixador no Brasil.

Em 1870, sendo o Visconde de S. Januário nomeado Governador da Índia, Tomás Ribeiro acompanhou-o a Goa como Secretário-Geral, fundando aí o Instituto Vasco da Gama destinado à investigação histórica, e só regressando em 1872.

Elemento influente do Partido Regenerador, além das funções de Deputado, ocupou cargos de Governador Civil em Bragança (01-08-1872 a 25-11-1873) e no Porto (02-04-1881 a 29-12-1881) e de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça (15-11-1878 a 13-12-1878), Ministro da Marinha e Ultramar (29-01-1879 a 01-06-1879); Ministro do Reino (14-11-1881 a 24-10-1883), e por duas vezes, Ministro das Obras Públicas (19-11-1885 a 20-02-1886 e de 13-10-1890 a 21-05-1891).

Pertenceu a ambas as Casas do Parlamento, sendo Deputado desde 1861 e Par do Reino a partir de 1881. Para a Câmara dos Deputados foi eleito em representação do círculo uninominal de Tondela, em 1861 e 1864. Em 1868 foi candidato pelo mesmo círculo, mas foi derrotado por margem apreciável, por António Gonçalves da Silva Cunha, Lente da Universidade, que voltou a vencer novo acto eleitoral no ano seguinte, então já sem a concorrência de Tomás Ribeiro.

O regresso ao Parlamento deu-se sete anos mais tarde, sucessivamente eleito pelos círculos uninominais de Braga, em 1874; de Mangualde, em 1878; e de Nisa, em 1879. Em 1881 foi eleito pelos círculos uninominais de Lmego e do Sabual, mas não chegou a ser proclamado Deputado, por entretanto ter sido elevado a Par do Reino (Carta Régia de 29-12-1881), lugar de que tomou posse a 25 de Janeiro de 1882.

Na Câmara dos Deputados pertenceu às seguintes Comissões Parlamentares: Redacção (1861); Diplomática (1863); Verificação de Poderes (1875); Resposta ao Discurso da Coroa (1875, 1877, 1878); Administração Pública (1875, 1876, 1877 e 1878); Legislação (1875); Ultramar (1875, 1876, 1877 e 1878(; Obras Públicas (1876); Legislação Penal (1876, 1877 e 1878); Instrução Pública (1877 e 1878); Regimento (1877 e 1878); Especial para a Reforma da Lei Eleitoral (1877 e 1878); Instrução Primária e Secundária (1880 e 1881) e Marinha (1880 e 1881).

Quando Portugal reatou as relações diplomáticas com o Brasil, interrompidas em 1893, Tomás Ribeiro recebeu a incumbência de reatar a aproximação reclamada pela numerosa comunidade portuguesa nesse País, sendo nomeado Ministro Plenipotenciário no Rio de Janeiro (1895-1896). Desempenhou, também, os cargos de Director-Geral do Ministério da Justiça, Vogal do Tribunal de Contas e Presidente da Junta de Crédito Público.

Quando começou a sua carreira profissional, em meados da década de 1850, casou-se com Maria da Glória Loureiro Correia Castelo Branco. De uma senhora inglesa, Ann Charlotte Syder, teve vários filhos, nomeadamente a Poetisa Branca de Gonta Colaço (1889-1945).

Possuía as Grã-Cruzes das Ordens da Coroa de Itália e da Coroa Real do Sião, as Comendas das Ordens de Sant’Iago e de Carlos III, de Espanha, e a Medalha de Mérito Científico, Literário e Artístico.

Colaborou em muitos jornais, dos quais citaremos: Gazeta de Portugal, República (que fundou com Luciano Cordeiro), O Imparcial (também fundado por Tomás Ribeiro); A Opinião, Artes e Letras, Actualidade, Jornal das Colónias (onde colaborou com o pseudónimo de Tomé de Diu) e Jornal de Viseu.

A obra de Tomás Ribeiro insere-se plenamente no Romantismo português da Regeneração. Admirado por Camilo Castelo Branco e por Castilho, recebeu deste grandes elogios a propósito do seu »Dom Jaime« (1862). O louvor de Castilho, num prefácio longo em que exalta a autenticidade nacionalista e a simplicidade natural da obra de Tomás Ribeiro, foi mais um pretexto para o despoletar da célebre Questão Coimbrã, que viria a concretizar o choque latente entre os poetas do Romantismo e a nova geração coimbrã. Mais tarde, Tomás Ribeiro viria a assimilar também algumas características do Realismo, sem contudo abandonar um fundo melodramático ultra-romântico.

Escreveu, para além de Dom Jaime; as obras: A Delfina do Mal, (1868); Sons Que Passam, (1868); Vésperas, (1880); Dissonâncias, (1890); e as crónicas reunidas em jornadas (1873).

O seu nome faz parte da Toponímia de: Amadora; Cascais (Freguesia do Estoril); Lisboa (Freguesias de Arroios e Avenidas Novas, antes Freguesia de São Jorge de Arroios e São Sebastião da Pedreira, Edital de 26-02-1901); Matosinhos; Moimenta da Beira; Oeiras (Freguesias de Carnaxide, Linda-a-Velha e Queijas); Penafiel; Porto; Santa Maria da Feira (Freguesia de Arrifana); Seixal (Freguesias de Corroios e Seixal); Setúbal; Sines; Tondela (Vida de Tondela e Freguesia de Parada de Gonta); Torre de Moncorvo; Trofa.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. II, Publicações Europa América)

Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol II, de D-M), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento, Pág. 157, 158, 159, 160 e 161”

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 452).

 

Branca de Gonta ColaçoBRANCA Eva DE GONTA Syder Ribeiro COLAÇO, Escritora, natural de Lisboa, nasceu a 08-07-1880 e faleceu a 22-03-1945. Era filha do Poeta Tomás António Ribeiro Ferreira, e da Poetisa inglesa Ana Carlota Syder e mãe do Escritor Tomás Ribeiro Colaço.

Aos 18 anos casou com o Pintor Jorge Colaço, de quem enviuvou em 1942. Prefaciou e editou as cartas de Camilo Castelo Branco a seu pai, Tomás Ribeiro, assim como as Memórias da Marquesa de Rio Maio (1930), que esta lhe ditou. Erudita e poliglota, foi poetisa, prosadora, conferencista e dramaturga. Foi, ainda, colaboradora nos jornais O Dia e Talassa, periódicos humoristas dirigidos por seu pai. Colaborou ainda na revista Alma Feminina, onde assinou textos sobre Carolina Michaëlis de Vasconcelos, (1926) e Adelaide Cabete (1936), presidiu, durante anos consecutivos, à Secção da Paz (1928-1934) e de Arte (1936-1937), e foi incluída, com obras diversificadas, na “Exposição de Livros Escritos por Mulheres”, organizada pela agremiação na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1947. Militou activamente no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a partir de meados da década de 1920, e ofereceu livros para a sua Biblioteca.

Branca de Gonta Colaço, passou várias temporadas balneares na Feitoria, em Oeiras, residência oficial de seu pai e em Carnaxide, onde seu pai tinha residência particular, em Caxias e em Paço de Arcos.

Escreveu, ainda, algumas peças para o Teatro, O Auto dos Faroleiros e a Comédia da Vida.

Outras obras: poesia: Matinas, (1907); Canções do Meio-Dia, (1912); Hora da Sesta, (1918); Últimas Canções, (1926): ensaios: Poetas de Ontem, (1915); À Margem das Crónicas, (1917); teatro: Auto dos Faroleiros, (representado em 1921); Comédia da Vida; Porque Sim; Abençoada a Hora em Que Nasci, (1945, edição póstuma); Memórias da Linha de Cascais, (de colaboração com Maria Archer, 1943). Recebeu a Ordem de Santiago da Espada.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Cascais, (Freguesia do Estoril); Lisboa (Freguesia de Campo Grande, Edital de 19-07-1948, antiga Rua 2 do Sítio de Alvalade); Sesimbra (**); Tondela.

Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Vol. III, Publicações Europa América, Pág. 229 e 230)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 157).

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