“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Rainha Dona Filipa; Dom Duarte e Infante Dom Henrique, Mãe e Filhos na Toponímia.

 

Rainha Dona Fulupa(Filippa of Lancastre) Filipa de Lencastre, nasceu em Inglaterra, a 31-03-1350, e faleceu em Odivelas, a 19-07-1415. Era filha do Duque de Lencastre. Foi Rainha de Portugal pelo seu casamento com Dom João I, contribuiu para um maior estreitamento da aliança com a Inglaterra, firmada em 1372 e confirmada em 1373. Casaram-se na Sé do Porto e os festejos duraram 15 dias. Dona Filipa era bela, delicada e discreta. Prudente conselheira de seu marido, desenvolveu na Corte uma acção moralizadora e disciplinadora, assim como concorreu para a fidelidade ao Papa. Em vésperas da partida para Ceuta, Dona Filipa adoeceu de peste. Ela e Dom João I partiram para Sacavém para fugirem à epidemia, mas como também aí grassava, foram para Odivelas onde veio a falecer. Mãe exemplar, educou primorosamente os seus oito filhos (a Ínclita Geração): Dona Branca, Dom Afonso, Dom Duarte (depois Rei), Dom Pedro (Regente), Dom Henrique (Infante de Sagres), Dona Isabel, Dom João (Mestre da Ordem de Santiago), e Dom Fernando (o Infante Santo).

Antes de partirem para Ceuta e já moribunda, entregou, a cada um dos três filhos mais velhos, uma espada, recomendando, a Dom Duarte, a quem entregou a espada maior, que velasse pelos povos, a Dom Pedro, pelas donas e donzelas e, a Dom Henrique, encomendou-lhe todos os senhores, cavaleiros, fidalgos e escudeiros do reino.

Existe em Lisboa uma Escola Secundária com o seu nome e, em 1949, os CTT lançaram uma emissão de selos em homenagem à fundação da Dinastia de Avis, onde a sua efígie figura.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alenquer (Freguesia da Abrigada); Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Cascais (Freguesias de Alcabideche e São Domingos de Rana); Gondomar (Freguesia de Rio Tinto); Lisboa (Freguesia do Lumiar, Edital de 10-11-1966); Loures (Freguesias de Santa Iria da Azóia e São João da Talha); Odivelas (Freguesias de Odivelas e Ramada); Oeiras; Porto; Santiago do Cacém; Setúbal (Azeitão); Sintra (Freguesias de Belas e Casal de Cambra); Valongo (Freguesia do Sobrado); Vila Franca de Xira (Freguesia de Alverca do Ribatejo).

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 222).

 

Dom DuarteDom Duarte, O Eloquente. Rei de Portugal, nasceu em Viseu, a 31-10-1391, e faleceu em Tomar, a 09-09-1438. Era filho de Dom João I e de Dona Filipa de Lencastre, Dom Duarte fez parte da notável descendência de Dom João I que ficou conhecida como a »Ínclita Geração«. Desde 1412, o pai associou-o à governação, integrando-o na expedição e cosquista de Ceuta (1415), onde foi armado cavaleiro por Dom João I, na mesquita local, então transformada em templo cristão.

Em 1428 casou com Dona Leonor de Aragão, filha de Dom Fernando I, rei de Aragão e Sicília. Dom Duarte ascendeu ao trono em Agosto de 1433. No entanto o seu reinado seria curto e amargurado pelo desastre da campanha militar de Tânger (1437), pelo martírio de seu irmão Dom Fernando, que aí ficou refém como penhor da entrega de Ceuta e pela peste que então devassou todo o reino. Dom Duarte não foi um rei virado para a acção política, nem paras as guerras, preferindo sobretudo o campo da admnistração régia. Dentro desse espírito, prolulgou a »Lei Mental«, com vista a fortalecer a riqueza do estado, revertendo então muitos bens a favor da coroa. Do seu reinado subsiste também um intenso labor diplomático, numa vontade clara de assegurar a efectiva independência portuguesa e a convocação de quatro ou cinco cortes, com o intuito de reformar a administração pública. Prosseguiu no seu reinado a expansão ultramarina para a costa africana, e, em 1434, Gil Eanes dobrava o Cabo Bojador. Dom Duarte foi um monarca culto e filósofo, pensador erudito com forte gosto pelas letras, ficando associado ao cognome de »O Eloquente«. Era possuidor de uma rica biblioteca e fomentou, em Portugal, a tradução de autores clássicos e modernos, como Bocaccio. As suas obras Leal Conselheiro e Ensinança do Bem Cavalgar Toda a Sela, manual de equitação e primeiro deste género a ser publicado na Europa, revelam de um modo claro a sua formação e cultura. Em ambos os casos, trata-se de obras que fazem parte da chamada prosa doutrinal de corte e que constituem normas de conduta para a nobreza. O Leal Conselheiro debruça-se sobretudo sobre temas de natureza moral, procurando ensinar o leitor a resistir ao pecado. Já a Ensinança do Bem Cavalgar Toda a Sela pretende recuperar a arte nobre do desporto a cavalo, própria da nobreza, com os valores morais de coragem e autodomínio que lhe estão associados. No entanto, nesta última obra, Dom Duarte aproveita também para levar a cabo diversas excursões sobre temas variados, revelando, por vezes, uma grande espontaneidade e profundidade na análise de questões psicológicas. Aqui, como em Leal Conselheiro, o monarca aproveita mesmo a sua capacidade introspectiva para debater vivências e sentimentos individuais.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcobaça (Freguesia de São Martinho do Porto); Almada; Amadora; Barreiro; Batalha; Bragança; Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lisboa (Freguesia de Santa Maria Maior, ex-Freguesia de Santa Justa, Edital de 28-08-1950); Loures (Freguesia de Santo António dos Cavaleiros); Odivelas (Freguesia da Pontinha); Oeiras; Peniche (Freguesia da Atouguia da Baleia); Ponte de Sôr; Sabugal; Santo Tirso; São Pedro do Sul (Freguesia de Pindelo dos Millagres); Sesimbra (Freguesia da Quinta do Conde); Sintra (Freguesia do Casal de Cambra); Torres Vedras (Freguesia da Silveira); Viseu; Vouzela.

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 193 e 194).

 

Infante Dom HenriqueInfante Dom Henrique, Navegador, nasceu no Porto, a 04-03-1394, e faleceu em Vila do Bispo, a 13-11-1460. Era o quinto filho de Dom João I  e de Dona Filipa de Lencastre. Dado ao desporto e às artes da guerra, seu pai confiou-lhe a organização da frota concentrada no Porto, com gentes do Norte e da Beira, para a expedição a Ceuta, tendo reunido 70 navios grandes e muitos outros de abordagem. Assinalou-se na conquista da cidade marroquina (1415) onde seu pai o armou cavaleiro com seus dois irmãos mais velhos. Em Setembro de 1415 tornou-se duque de Viseu e senhor da Covilhã. Em 18-02-1416 ficou a ser administrador e governador da Ordem de Cristo, de que seria investido por Martinho V em 20-05-1420, ficando deste modo com valioso recursos para a realização do seu sonho ultramarino. A Dom Henrique confiou seu pai, em 1416, o encargo de administrar o dinheiro destinado à defesa de Ceuta. A necessidade de navegar por mares, batidos por tempestades e sulcados por grossas correntes marítimas, que arrastaram até às canárias navios encarregados da defesa costeira meridional do País, levoiu o infante a iniciar a exploração dos mares, daí advindo o redescobrimento de Porto Santo (1419), da Madeira (1420) e do grupo oriental dos Açores (1427).

Para o adestramento técnico dos seus marinheiros e arquivar as experiências e realizações obtidas, Dom Henrique rodeou-se de peritos, fundando em Sagres uma autênctica escola náutica, chamando a Portugal, entre outros mestres, o já célebre cartógrafo Jafuda, ou Jácome de Malhorca, que com os elementos fornecidos pelos navegadores portugueses elaborou nocas cartas náuticas. Entre os interesses determinantes da sua dedicação às navegações contam-se os de ordem religiosa (espírito de cruzada, que lhe impunham a defesa e propagação da fé católica), política e económica. Mas a sua dedicação à empresa ultramarina não era em exclusivo. Reorganizou os estudos (1431) da Universidade de Lisboa, onde introduziu o estudo da Matemática e da Astronomia, participou na infeliz expedição a Tânger (1437) e na conquista de Alcácer Ceguer (1457).

Na crise que culminou em Alfarrobeira (20-05-1449) esforçou-se por defender Dom Pedro, em Santarém, mas em Alverca, respeitando a autoridade do sobrinho, manteve uma atitude passiva ao lado do monarca. Embora não desligado dos problemas nacionais, e em especial da Universidade, de que era desvelado protector, os seus grandes interesses centravam-se nas terras de além-mar, e para isso viveu a maior parte do tempo na, então, vila algarvia de Lagos ou na Vila do Infante (Sagres). Ingentes os problemas que pesavam sobre os seus ombros; a preparação e execução das expedições marítimas, a colonização dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, as relações com a África recém-descoberta (no aspecto comercial, pol+itico e missionário), a responsabilidade do governo da Ordem de Cristo, a defesa dos direitos e interesses de Portugal junto do papa e do rei de Castela. Tenaz e persistente, o êxito, das primeiras expedições marítimas levou-o a lançar-se, norteado pelo ideal de cruzada, corroborado pelo de interesses de ordem económica e política, na empresa dos Descobrimentos, que abriu novos rumos não só a Portugal mas ao mundo inteiro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Abrantes; Alandroal; Albergaria-a-Velha; Albufeira; Alcanena (Freguesias de Alcanena e Minde); Alcobaça (Freguesia de Alfeizerão); Alenquer (Freguesia do Carregado); Aljustrel (Freguesias de Aljustrel e São João de Negrilhos); Almada (Freguesias da Costa de Caparica e Trafaria); Almeirim (Freguesia sde Almeirim e Fazendas de Almeirim); Alvito (Freguesia de Vila Nova da Baronia); Amadora; Aveiro; Avis; Barcelos; Barrancos; Barreiro; Batalha; Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Bombarral (Freguesias do Bombarral, Roliça e Vale Covo); Braga (Cidade de Braga e Freguesia de Ruílhe); Bragança; Cadaval; Caldas da Rainha; Camoo Maior; Cascais (Freguesias de Alcabideche, Carcavelos, Cascais, Estoril, Parede e São Domingos de Rana); Castelo Branco (Cidade de Castelo Branco e Freguesia de Alcains); Chamusca (Freguesias de Chamusca, Chouto e Parreira); Coimbra; Covilhã (Cidade da Covilhã e Freguesia da Coutada); Elvas; Évora; Fafe (Freguesia de Regadas); Faro; Ferreira do Alentejo (Freguesias de Ferreira e Figueira dos Cavaleiros); Figueira da Foz; Figueira de Castelo Rodrigo; Fundão (Freguesia do Souto da Casa); Golegã; Gondomar (Freguesias de Rio Tinto e Valbom); Grândola; Guarda; Guimarães; Ílhavo (Freguesia da Gafanha da Nazaré); Lagoa (Cidade de Lagoa e Freguesias de Estômbar e Ferragudo); Lagoa (São Miguel); Lagos (Cidade de Lagos e Freguesia da Luz); Leiria; Lisboa (Freguesias de Marvila, Olivais, Penha de França, Santa Maria Maior, São João e São Vicente de Fora, Edital de 24-07-1948); Loulé; Loures (Freguesias de Bobadela, Bucelas, Loures, Portela, Santa Iria de Azóia, Santo António dos Cavaleiros, São João da Talha e São Julião do Tojal); Lourinhã; Mação; Macedo de Cavaleiros; Machico; Maia; Manteigas; Marinha Grande; Mira (Freguesia da Praia de Mira); Moimenta da Beira; Moita (Freguesia do Vale da Amoreira); Monção (Freguesia de Cortes); Montijo (Freguesias de Montijo, Pegões e Santo Isidro de Pegões); Mora (Freguesia de Cabeção); Mortágua; Moura (Fregueias de Moura e Póvoa de São Miguel); Murtosa; Nelas (Freguesias da Aguieira e Santar); Odemira (Freguesias de Colos e São Luís); Odivelas (Freguesias de Odivelas e Pontinha); Oeiras (Freguesias de Barcarena, Carnaxide e Oeiras); Ourém (Freguesia de Caxarias); Ovar (Freguesias de Esmoriz, Ovar e Válega); Paços de Ferreira (Freguesia de Seroa); Palmela (Freguesias de Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo); Paredes; Peniche (Freguesias de Atouguia da Baleia e Ferrel); Pombal; Ponta Delgada (Cidade de Ponta Delgada e Freguesias de Capelas e Fenais da Luz); Ponte de Sôr; Portimão (Cidade de Portimão e Freguesia de Alvor); Porto; Porto de Mós (Freguesia de Mira de Aire); Redondo; Reguengos de Monsaraz; Ribeira Brava; Ribeira Grande (Fregueisas de Rabo de Peixe e Ribeira Grande); Sabugal; Salvaterra de Magos (Freguesia de Muge); Santa Maria da Feira (Freguesias de Argoncilhe e Arrifana); Santarém (Freguesias de Alcanhões e Amiais de Baixo); Santiago do Cacém (Freguesia de Alvalade); Santo Tirso (Freguesias de Aves, Rebordões e Santo Tirso); São João da Madeira; Seixal (Freguesias de Corroios e Fernão Ferro); Serpa (Freguesia de Pias); Sesimbra (Freguesias da Quinta do Conde e Sesimbra); Setúbal (Cidade de Setúbal e Azeitão); Sintra (Freguesias de Agualva-Cacém, Almargem do Bispo, Belas, Colares, Monte Abraão e Rio de Mouro); Silves (Freguesia de Pêra); Tavira (Fregueisa de Cabanas de Tavira); Tomar; Torre de Moncorvo; Torres Novas; Torres Vedras (Cidade de Torres Vedras e Freguesias A-dos-Cunhados e Silveira); Trancoso; Trofa; Vale de Cambra; Valongo (Freguesias de Alfena, Ermesinde e Valongo); Valpaços; Viana do Castelo; Vila do Bispo (Freguesias da Raposeira, Sagres e Vila do Bispo); Vila do Conde (Freguesias do Mindelo, Retorta, Touguinha e Vila do Conde); Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga); Vila Franca do Campo; Vila Nova de Famalicão (Freguesia de Ribeirão), Vila Nova de Gaia (Cidade de Gaia e Freguesias de Arcozelo e Perosinho); Vila Real de Santo António (Freguesias de Monte Gordo, Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António); Viseu.

Fonte: Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 268).

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