“PAIS e FILHOS (à moda antiga); isto é: Pais também engloba Mães, Filhos e Filhas, na Toponímia”.

Brunilde Júdice e Maria Júdice da Costa, Mãe e Filha, na Toponímia de Lisboa e do Seixal.

 

Brunilde JúdiceBRUNILDE JÚDICE Caruson, Actriz, nasceu, em Milão (Itália), a 11-05-1898, e faleceu em Lisboa, a 31-12-1979. Actriz, filha do tenor italiano Caruson e da cantora portuguesa Maria Júdice da Costa. Brunilde Júdice veio para Portugal aos 7 anos de idade onde fez os primeiros estudos e revelou vocação para o teatro. Foi casada com o Actor Alves da Costa.

Com manifesta tendência para o Teatro, iniciou a sua carreira em 1921. Apesar do êxito da estreia, retirou-se da cena, voltando a aparecer em 1927, como primeira figura feminina da empresa Frois-Chaby, e com esta fez uma digressão ao Brasil.

Durante cerca de 40 anos de vida dedicada ao teatro, desempenhou papéis notáveis, dos quais se podem destacar os seguintes: Mulher Descarada; Mulher Legítima; Amor de Perdição; Ternura; Uma Mulher Sem Importância; Noite Nupcial; Marido de Minha Mulher; Tua Vida não Me Importa; Eu Sou a Outra; Asas; Fruto Poibido; Recompensa; Rosa de Alfama; Paris; O Imbecil; O Cúmplice; A Luz do Gás, etc.

Actuou ultimamente, nos Teatros da Trindade, Avenida e Monumental. Trabalhou para a Emissora Nacional e Televisão Portuguesa.

Dedicou-se também ao cinema, na fase do «cinema mudo», tendo partipado nos filmes: Amor de Perdição, (de George Pallu, 1921); Mulheres da Beira (de Rino Lupo e Geroge Pallu, 1923); Tempestades da Vida (de Augusto de Lacerda, 1923); Ladrão Precisa-se (de Jorge Brum do Canto, 1946); Ribatejo (de Henrique Campos, 1949); O Cerro dos Enforcados (de Fernando Garcia, 1954); Quando o mar galgou a terra, (de Henrique Campos, 1954); O Ausente (de Artur Ramos, 1957); Balada de Outino (de Artur Ramos, 1957); O Diabo era outro (de Constantino Esteves, 1969); Traição Unverosímil (de Augusto Fraga, 1971), nos quais revelou, igualmente, excepcionais recursos histriónicos.

Em 1962, foi-lhe conferido o Prémio «Lucinda Simões», do SNI. Em 10-11-1964, foi-lhe prestada homenagem em cena aberta no Teatro da trindade, em Lisboa, e agraciada pelo Governo com a Comenda de Sant’Iago.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Lisboa (Freguesia da Ameixoeira, Edital de 01-02-1993), Odivelas (Freguesia da Ramada), Seixal (Freguesia de Fernão Ferro).

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 622 e 623”.

Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 348)

Fonte: “Quem É Quem – Portugueses Célebres”, (Coordenação de Leonel Oliveira, Círculo de Leitores, Lisboa, 2008, Pág. 285).

 

Santa Clara 0003MARIA Bárbara Bicker JÚDICE DA COSTA Caruson, Cantora e Actriz, natural de Lisboa, nasceu a 12-06-1870 e faleceu a 16-05-1960. Era filha do Conselheiro António Maria Júdice da Costa, natural de Setúbal, que foi primeiro-oficial da Direcção-Geral da Contabilidade do Ministério da Fazenda, e uma senhora algarvia de nome Maria Amélia Resende Dias Júdice da Costa. Não há, nos seus antepassados, nenhum cantor de carreira; em contrapartida abundam os exemplos de amadores musicais, a começar por um distante antepassado italiano. Seu pai e seus avós tinham também a paixão pelo canto. Tudo facilitava, portanto, a entrada de Maria Júdica na carreira artística. Aliás, já em criança a futura cantora mostrava possuir uma decidida vocação teatral e, assim, com seis anos de idade recitou com a maior desenvoltura o poema A Judia, de Tomás Ribeiro, numa festa infantil realizada em Portimão.

Dos nove aos dezanove anos frequentou o Conservatório Nacional, onde teve António Melchior Oliver como Professor da Aula de Canto e João Rosa como Mestre da cadeira de Declamação. Formou-se no Conservatório Nacional de Lisboa e estreou-se no Teatro de São Carlos em 1890. Foi um dos maiores vultos da cena lírica mundial da sua época. Aperfeiçoou-se em cursos em Itália e actuou, como soprano dramático, na Europa e na América, contracenando com Caruso, Ruffo e Battistini.

Dedicou-se especialmente à música de Wagner, e foram célebres a intervenção na ópera “Tanhauser” e, a criação de Brunilde em “Valquíria”. Também actuou em operetas e no teatro declamado, e dedicou-se ao ensino. Retirou-se aquando do início da II Guerra Mundial. Até 1943, Maria Júdice da Costa teve uma carreira cheia de êxitos, tanto em Portugal como no estrangeiro.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia da Charneca, Edital de 30-01-1987) (*), Seixal (Freguesias de Aldeia de Paio Pires, Arrentela e Fernão Ferro), Setúbal (Azeitão) (*).

Fonte: “Cantores de Ópera Portugueses”, (Mário Moreau, II Volume, Bertrand Editora)

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres, de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 623”.

Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 14, Pág. 349 e 350).

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 2º Volume, C-L, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Fevereiro de 2010, Pág. 347)

Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág.  172).

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